Diferentemente de outros projetos, Speed Up atende empresas em diferentes estágios de crescimento. Inscrições acabam no dia 02 de junho e podem ser realizadas pelo site

Inovação, baixo custo e alto potencial de crescimento. Com o desafio de desenvolvimento, as startups se consolidam cada vez mais, apresentando novos conceitos para as demandas do mercado, com processos mais rápidos e eficientes. Em 2012, cerca de 2500 startups estavam cadastradas na Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Neste ano, o número de cadastros já ultrapassa 12 mil.

Com a insegurança no futuro mercado de trabalho, a possibilidade de um crescimento profissional e a prospecção de bons salários, a ideia de empreender está cada vez mais atrativa entre os jovens. De acordo com o relatório Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizado anualmente pelo Sebrae, jovens entre 18 e 34 anos representavam 57% dos empreendedores em fase inicial no ano de 2017.

Cenário nacional

No Brasil, a representatividade de empreendedores universitários ou recém-formados também é grande. A quantidade de estudantes que criaram empresas de base tecnológica é superior a 10% do número total de empreendedores, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Pensando nos interesses dos estudantes e no futuro do mercado, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) investe há cinco anos em programas de aceleração de startups, auxiliando estudantes e novos empreendedores nos estágios iniciais de criação de suas empresas.

Para otimizar ainda mais o trabalho, a instituição lança seu mais novo projeto, o Speed Up. Diferentemente de outras iniciativas, o programa visa apoiar e validar empreendimentos que se encontram em diferentes níveis e estágios, por meio das fábricas de ideias, produtos e negócios.

“Temos como premissa apoiar o desenvolvimento de empreendedores em diversos estágios. Por isso, desenhamos o programa em ciclos para apoiar empreendimentos em estágio de ideação, validação do produto e também aqueles que buscam escala. Também vamos oportunizar conexões e oportunidades de investimento para nossas startups aceleradas,” ressalta Caroline Aguiar, coordenadora dos programas de aceleração da Hotmilk.

Estrutura

O Speed Up é composto por três fases – denominadas fábricas – estruturadas de acordo com o estágio de concepção de cada negócio. A primeira, a Fábrica de Ideias, é responsável por ajudar empreendedores a validar hipóteses e transformá-las em um negócio. A Fábrica de Produtos tem enfoque nos primeiros testes do MVP (Mínimo Produto Viável) no mercado, na geração de indicadores de desempenho, além de capacitações e mentorias para validar o modelo de negócio.

Por último, a Fábrica de Negócios, que visa a estruturação da empresa e o crescimento das vendas. Ao final do ciclo acontecem as rodadas de investimento, que viabilizam o acesso a diferentes canais de clientes e a futuros parceiros de negócios.

O programa conta ainda com especialistas em inovação, empreendedorismo e com conhecimento técnico em diversas áreas essenciais para uma startup, assim como uma infraestrutura de coworking à disposição. “As startups têm desafios como para validar seu produto, estruturar os canais de distribuição do seu negócio e formar time. Aquelas que já estão em operação, querem aumentar suas vendas e captar investimento. Desta forma, queremos oferecer todo o suporte necessário em nosso ciclo de aceleração, desde uma ótima estrutura para o espaço de trabalho até mentorias com especialistas do mercado,” explica Caroline.

Serviço

O programa Hotmilk faz parte da Agência PUC Inovação, núcleo de inovação tecnológica da PUCPR, que faz a intermediação entre empresas e a academia, além de realizar processos contratuais para as parcerias. As inscrições para o Speed Up já estão disponíveis e o programa é aberto a toda comunidade.

Para se inscrever, basta acessar www.hotmilk.pucpr.br e selecionar a Fábrica que condiz com o estágio da sua startup. As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas.