Referência no Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Municipal do Idoso ampliou o número de atendimentos em agosto. Foram 530 internações, 20 a mais do que em abril, quando abrigou 510 pacientes.

Há outra melhoria: em julho, a unidade recebeu 268 pacientes – 42 a mais do que em junho – encaminhados pela Central de Leitos, ou seja, que estavam em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) à espera de vagas em hospitais.

“O hospital cumpre, mais uma vez, seu objetivo de atender idosos com qualidade, sempre otimizando seus recursos”, afirma a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

O balanço do hospital em julho também revela que 229 pacientes, ou 44% do total, tinham 80 anos ou mais. “É quem geralmente está em uma condição mais frágil nos meses de inverno”, diz o diretor executivo do hospital, Altair Rossato.

A ampliação de vagas no inverno deve muito a uma medida aparentemente simples que reduziu o número de leitos bloqueados por pacientes que precisam ficar isolados para evitar a contaminação de outros. A média caiu de 21 (fevereiro) para 5,6 (julho) e 5,8 (agosto).

As enfermarias do hospital têm três leitos a quatro por quarto. “Antes, nós perdíamos de um a dois leitos quando um paciente precisava de isolamento. Agora, a cama que ficaria vazia é levada para outro quarto”, explica Altair.

Os números positivos incluem a redução do tempo médio de internação por paciente. Em junho, era de 7,1 dias; em agosto, caiu para 5,8. “Para o perfil do nosso paciente, é um número expressivo porque o idoso tem mais fragilidades”, justifica a diretora técnica do hospital, Cecília Vasconcelos.

Os diretores do hospital dizem que aperfeiçoar os processos para alcançar esses resultados exigiu mais agilidade na realização dos exames e empenho redobrado das equipes nas unidades de internação e no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O apoio do SAD também foi decisivo.

Segundo o balanço do hospital, o Serviço de Atenção Domiciliar levou 64 pacientes para tratamento em suas casas em agosto, 23 a mais do que em junho. “Quando você soma todos os números, percebe que houve um efeito dominó. O giro de pacientes permite atender mais no hospital, nas UPAs e nas unidades de saúde”, analisa Altair.

E se alguém imaginar que os pacientes estão indo para casa antes da hora, outro dado importante que afasta a possibilidade de alta precoce: a taxa de reinternações evitáveis tem se mantido na faixa de 0,5%, de três a quatro pacientes por mês. “É um número baixíssimo e reflete a qualidade da assistência”, declara Cecilia.