Prefeitura de Curitiba
Prefeitura de Curitiba

 

As eleições terminaram. Temos um prefeito saudosista. Esta é a primeira constatação.

No entanto, Rafael Greca de Macedo, assim como os demais eleitos, terá a partir de primeiro de janeiro de viver o grande desafio da realidade, distante dos palanques, e enfrentando, a partir daí, os reclamos de seus eleitores e também dos que não lhes deram seus votos.

Os prefeitos saem dos debates e programas televisivos para a dura realidade do hoje, 2016, e do não menos pior ano de 2017.

A batalha real começará com o choque entre o prometido e o possível diante da realidade deste país em que as prefeituras estão – na sua maioria – literalmente quebradas.

Curitiba, se não está quebrada, como resultado de um conhecido pão-durismo e/ou rigor fiscal de Gustavo Fruet e sua irmã, a secretária da Fazenda Eleonora, quase nada terá para investir. Mesmo assim está, imaginem, dentre as poucas cidades não à beira da quebradeira.

CAIXA BAIXÍSSIMA

O amplo e irrestrito comprometimento do caixa municipal com áreas essenciais – saúde e educação, além da folha de pessoal – é um fato que Fruet jamais negou.

Quase nadinha sobra do orçamento de Curitiba para investimento.

Mas justiça se lhe faça: Fruet foi um contido (por vezes chegando ao exagero) em alçar voos.

O resultado pode ser até bom para quem herda a Prefeitura – no caso, um tradicional ‘gastão’, como Rafael Valdomiro Greca de Macedo. Isso se Greca colocar o bom senso acima da sua grandiloquência e o tom do “magister dixit” com que se expressa e vive.

Esse, pois, é primeiro desafio, quase impossível de ser respondido por alguém que perdeu o rumo de gestor quando perdeu o seu ‘preceptor/gerador’, Jaime Lerner. E que, ao assumir o Ministério do Esporte Turismo, acabou gerando o escândalo das naus que não saíram do lugar, entre outras fraquezas.

UMA LOUCURA…

Resta saber se a contenção orçamentária será suficiente para interromper as deambulações eivadas de promessas e mais promessas apregoadas por Greca ao eleitor. Uma delas, por exemplo, a de construir 3 mil quilômetros de ruas pavimentadas na cidade. Uma loucura!

É verdade que, diante de cutucões certeiros recebidos de gente com os pés no chão, Greca acabou desidratando seu mundo onírico da pavimentação de vias da cidade. Os 3 mil viraram 300 quilômetros de asfaltos. Mesmo assim…

MUNDO REAL

Greca terá de cair imediatamente na realidade, um duro desafio para o sessentão que promete voltar a anos dourados, à Curitiba que, nos seus devaneios, procura apropriar-se do passado da cidade montada pelo gênio do urbanismo Jaime Lerner (estão rompidos pessoalmente).

TENOR CARRERAS

Mas não, a Curitiba de hoje não mais tem o charme dos tempos de Lerner, não atrai gente do porte de Vinicius, Tom, Gil, Caetano… Nem é mais a cidade que se concedeu a loucuras como o quase milhão de dólares investidos com a apresentação de Carreras na Ópera de Arame (é certo, ocorreu com algum pequeno aporte da iniciativa privada). Esse foi uma das melhores expressões do espírito megalomaníaco do novo prefeito.

Claro que Greca deixou marcas boas e eficientes na cidade, como os faróis do Saber e as Ruas da Cidadania.

‘NÃO SONHÁTICOS’

A passagem de Greca pela Prefeitura terá como desafio maior ele encaixar-se na realidade do Brasil em recessão, e sob uma crise que, sendo otimista, só passará em 10 anos. Isso, segundo garantem homens público não sonháticos, que trabalham as contas sob a ótica da velha contabilidade – entrada e saída de recursos.

HORA DO JORNAL

Rafael Greca e Ney Leprevost
Rafael Greca e Ney Leprevost

Voltamos à vida real, a do horário certo do Jornal Nacional. Os ânimos políticos ficam amortecidos, por ora.

O deputado Ney Leprevost (PSD), por sua vez, foi a grande revelação política de 2016. Partiu de um inexpressivo terceiro/quarto lugar nas pesquisas de primeiro turno para enfrentar o experiente Greca de Macedo.

Perdeu a guerra, depois de uma batalha bonita, em que expôs projetos para a cidade, alguns até sonháticos, mas no geral adequados à realidade. Os voltados à área de saúde expuseram a notório expertise de Leprevost nesse universo que é calcanhar de Aquiles dos governos.

BAIXARIAS

Leprevost não foi poupado, no entanto, da onda de depredações morais que pautaram a campanha de Curitiba, em que se discutiam temas bizarros – como a preferência sexual de um dos candidatos – ao envolvimento (nunca comprovado) de um parente de um dos prefeituráveis em negociatas com ONG.

Resumos são sempre possíveis depois de eleições renhidas como a do segundo turno em Curitiba. O mais correto deles direciona Greca a cair na real, deixar os beijinhos e demonstrações acendradas de afeto diante de fotógrafos, para horas mais íntimas, e partir para “a grande batalha”. Que poderá até lembrar a do bíblico Armagedon. Sem exageros, pois “sinais do final dos tempos” impulsionaram significativa parte de um eleitorado que vê no seu Município o último fortim a recorrer.

E esse eleitorado vai cobrar a conta, salgada muitas vezes pelos horizontes turvos desta Curitiba (e Brasil) de hoje.


CLÈMERSON CLÈVE É “AMIGO DO CINDACTA II”

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O presidente do Complexo de Ensino Superior do Brasil, professor Clèmerson Merlin Clève, recebeu na última sexta feira (21) de outubro, o Título Honorífico “Amigo do Cindacta II” pelos relevantes serviços prestados à organização. A homenagem foi concedida pelo Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II) e o diploma entregue pelo Coronel Aviador Álvaro Wolnei Guimarães, Comandante do Cindacta II. A festividade é parte das comemorações do “Dia do Aviador”, realizado no dia 23 de outubro.

A data tem como objetivo principal relembrar que em 1906 na localidade de Bagatelle, na França, Alberto Santos Dumont concretizou o primeiro voo com um aparelho mais pesado que o ar, o 14 Bis. Na foto, o presidente do Complexo de Ensino Superior do Brasil, professor Clèmerson Merlin Clève ao lado do Coronel Aviador Álvaro Wolnei Guimarães.


UNIBRASIL BEM AVALIADA

A professora Lilian Pereira Ferrari, com Clèmerson Cléve. (Foto: Priscilla Fiedler)
A professora Lilian Pereira Ferrari, com Clèmerson Cléve. (Foto: Priscilla Fiedler)

Ainda a propósito de Clèmerson Clève, o jurista que fundou a dirige a UniBrasil: ele está justamente comemorando, com mestres e colaboradores daquele centro universitário, a conceituação de 11 cursos da instituição no Guia do Estudante, da Editora Abril. Fora eles: Administração, Biomedicina, Ciências Contábeis, Design, Direito, Enfermagem, Jornalismo, Pedagogia, Psicologia, Serviço Social e Sistema de Informação.

Ganharam merecidas estrelas na avaliação que analisa instituições de ensino universitário de todo o Brasil.

COMO ESCOLHE

Entre os critérios analisados para a atribuição do número de estrelas aos cursos estão a titulação dos professores, instalações físicas, desenvolvimento de pesquisas acadêmicas, entre outros. A ferramenta é hoje um dos principais indicadores de qualidade dos cursos superiores do país e é utilizada como referência pelos futuros universitários, que buscam informações sobre as melhores faculdades e universidades. Os cursos do UniBrasil estrelados foram publicados no GE Profissões Vestibular – 2017.

EXPLICA RESULTADO

A pró-reitora de graduação, professora Lilian Pereira Ferrari, comenta sobre os resultados. “Ter o reconhecimento em nível nacional, da qualidade dos cursos é motivo de muito orgulho. A conquista é fruto de um trabalho acadêmico sério, abrilhantado pelo mérito e a formação de nosso corpo docente, bem como da estrutura qualificada e preparada para atender de forma adequada aos alunos”, afirma.


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HOMENAGEM AO EQUILIBRISTA 2016

Cerca de 350 pessoas, representantes do alto comando executivo de empresas paranaenses, prestigiaram a homenagem ao diretor financeiro da Arauco Brasil, Rogério Latchuck, eleito o Executivo de Finanças do Ano pelos associados do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná (Ibef-PR). Aos 49 anos, o Equilibrista comemorou seu momento com um breve discurso em que destacou a excelência dos cases de sucesso apresentado pelos outros quatro concorrentes. Também foram homenageados como Destaques do Ano os diretores da Electrolux Latin America, Gisele Benetollo, e do Restaurante Madero, Sergio Cordeiro.

OLHANDO 2017

Realizada nos salões do Graciosa Country Club, a solenidade de entrega do Troféu Equilibrista foi aberta pela palestra da economista Fabiana D’Atri, coordenadora do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco. Ela apresentou as projeções do banco para este fim de ano e para a performance econômica nacional em 2017. O cenário desenhado por ela é de bastante cautela, com recuo da taxa de juros, mas aumento do câmbio e persistente manutenção da alta taxa de desemprego.

CLAUDIO, SUCESSÃO

Outro ponto alto do evento foi o lançamento do nome de Claudio Lubascher, diretor do Hospital Santa Cruz, para suceder Clécio Chiamulera na presidência do Ibef-PR a partir de janeiro, quando ocorrerão as eleições. Evento mais aguardado do calendário empresarial paranaense, a entrega do Troféu Equilibrista chegou na noite de 27 de outubro à 31ª edição consecutiva.

Claudio Lubascher, coordenador do prêmio e diretor do Hospital Santa Cruz, com a esposa Alisson
Claudio Lubascher, coordenador do prêmio e diretor do Hospital Santa Cruz, com a esposa Alisson
Clécio Chiamulera, presidente do Ibef-PR, Sérgio Cordeiro, diretor do Restaurante Madero, Gisele Benetollo, diretora da Electrolux, e Claudio Lubascher, vice-presidente do Ibef-PR e coordenador do prêmio
Clécio Chiamulera, presidente do Ibef-PR, Sérgio Cordeiro, diretor do Restaurante Madero, Gisele Benetollo, diretora da Electrolux, e Claudio Lubascher, vice-presidente do Ibef-PR e coordenador do prêmio
Diretoria do Ibef-PR com os homenageados da noite
Diretoria do Ibef-PR com os homenageados da noite

O MONTE DO TEMPLO

96-antenor-demeterco-jr-v5Antenor Demeterco Junior (*)

Theodor Herzl (1860-1904), ao escrever o seu “O Estado Judeu”, referiu-se à Palestina como a nossa “inolvidável pátria histórica”. (p.67).

Neste pequeno livro, que deflagrou o moderno Sionismo, há o reconhecimento da nacionalidade judaica “pela fé dos nossos pais”. (p.104).

Em Jerusalém, Salomão construiu o Primeiro Templo para abrigar a Arca da Aliança, e ali foram, também, construídos o Segundo Templo e o Templo de Herodes.

A rocha no alto do Monte Sion teria sido o local onde Abraão ofereceu seu filho Isaac em sacrifício a Deus.

Para os muçulmanos, este filho seria Ismael, de quem eles descenderiam, e o Monte seria o ponto de onde Maomé teria ascendido ao céu.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) não tem a missão de optar por esta ou aquela fé, como fez recentemente ao definir o Monte do Templo como exclusivamente muçulmano.

Tal conclusão, alheia à História, tem raízes mais profundas e meramente políticas: desvincular o Povo Judeu (nacionalidade e religião) do local, ou seja, negar as razões primeiras que levaram o mundo a possibilitar um retorno a Terra Santa, e, consequentemente, a criação de um Estado.

A ONU não deveria permitir que em seu seio conspire-se contra existência de um Estado membro, seja por meios diretos ou indiretos.

As palavras de Herzl deveriam ressoar em seus plenários: quando se acharem sobre o seu próprio solo, os Judeus não poderão jamais ser dispersados no mundo, pois enquanto a civilização não se desmoronar, a dispersão não poderá repetir-se (p. 137 de “O Estado Judeu”).

Nenhum povo merece ser jogado no mar, nenhum Estado pode ser extirpado do contexto das nações colocando-se sua Religião e seu local sagrado em cheque, em especial à sombra de uma organização cuja missão é zelar pela paz mundial.

Esta só se consegue, como demonstra a História, com respeito mútuo.

* ANTENOR DEMETERCO JR., pesquisador em História; desembargador emérito do TJ-PR

Monte do Templo, Jerusalém
Monte do Templo, Jerusalém