‘História da Imprensa Paranaense’, novo desafio de Antonelli

346

Testemunhas essenciais da imprensa paranaense: Luiz Geraldo Mazza, Hélio Puglielli, Ayrton Luiz Baptista, Airton Cordeiro, Adherbal Fortes, Maí Nascimento Mendonça, Dante Mendonça, Walter Schmidt, Raul Urban…

O jornalista Diego Antonelli, ex-Gazeta do Povo, e que se tornou conhecido pela autoria de livros voltados à História do Paraná, com grande ênfase nas imigrações europeias que para cá vieram, começa a falar em novos planos. O mais concreto e promissor – além de interessante – será aquele que tem como título provisório “História da Imprensa do Paraná – séculos 19, 20 e 21.”

– É até um pouco clichê, mas o certo é dizer que esse trabalho vai mesmo preencher uma lacuna, diz Antonelli, pós-graduado pela UFPR em Comunicação, e que ainda neste semestre vai lançar o muito aguardado “Voz do Paraná – uma história de resistência”.

PORTA DE IGREJA

Esse livro sobre o semanário, em fase de edição final, faz amplo levantamento da trajetória de um jornal que, no começo, anos 1950, era apenas uma publicação “de sacristia”.

Era vendido nas saídas de missas em igrejas católicas.

Antonelli foi a fundo, entrevistou jornalistas que nele trabalharam, revirou arquivos e documentos. Acabou mostrando o papel histórico exercido pela publicação em tempos ditatoriais.

GRANDES ATORES

O jornalista e pesquisador da História do Paraná, está mais entusiasmado ainda com os primeiros passos do livro que vai registrar grandes momentos da imprensa do Paraná, dos séculos 19 a 21, é objetivo:

– Estão aí, a nosso dispor, as melhores fontes para testemunhar sobre imprensa do Estado, sem falar que amplo acervo da Biblioteca Pública dá acesso a publicações pioneiras, como o jornal 19 de Dezembro.

Para o escritor e pesquisador, Luiz Gerado Mazza, Rosy de Sá Cardoso, Hélio de Freitas Puglielli, Fábio Campana, Celso Nascimento, Airton Luiz Baptista, Airton Cordeiro, entre outros, “serão entrevistados obrigatórios” do livro.

E acrescenta: alguns também veteranos, como Walter Schmidt, Elza de Oliveira, Raul Guilherme Urban, Adherbal Fortes Sá Junior, Dante Mendonça, Maí Nascimento Mendonça “igualmente terão muito a contar sobre os tempos do chumbo derretido nas oficinas dos jornais”.

Para as novas gerações egressas de faculdades e cursos de jornalismo, o livro será também pedagógico porque Diego Antonelli promete ouvir testemunhos também de gráficos, essenciais que foram para a existência dos jornais e revistas impressos.


Rap ligado ao cristianismo

Rep na umbanda

O rap produzido por grupos religiosos – ligados ao cristianismo, à umbanda e ao candomblé – foi o destaque do programa USP Especiais, da Rádio USP, transmitido nos dias 15 e 16 de fevereiro. Entre os grupos e artistas citados no programa estão o Trio Opanijé, a dupla 590-E, o Grupo Síntese e a cantora Tamara Franklin.

Foi o segundo episódio da série Rap – Percursos e Contradições. O primeiro episódio, transmitido nos dias 1º e 2 de fevereiro, teve como tema a história do rap (disponível na web). A equipe de produção do programa incluiu Patrick Moreira Lima, Gustavo Xavier, Victor Ramirez, Miriam Ramos e Cido Tavares.


Mudanças no gabinete da prefeitura de Curitiba

João Alfredo Costa Filho

Há mudanças no gabinete do prefeito Rafael Greca. O chefe de gabinete, João Alfredo Costa Filho, saiu e deixou o cargo para poder participar da licitação das ambulâncias que prestarão serviço para o Instituo Curitiba Saúde. A empresa da qual João Alfredo tem participação, por meio da mulher e de sua irmã, concorreu e venceu a licitação disputando com a Ecco Salva e a Summus.

O contrato é de quase R$ 10 milhões, por um ano. O resultado da licitação, que foi concluída na manhã desta quinta-feira (28/02) será publicado em Diário Oficial no dia 1 de março, data em que coincidentemente será publicada a exoneração de João Alfredo, com data retroativa de 20 de fevereiro.

Segue o processo: https://eur02.safelinks.protection.outlook.com/?url=http%3A%2F%2Fwww.e-compras.curitiba.pr.gov.br%2Fpublico%2Fprocessos%2Fconsulta%2FfrmDetalhesProcesso.aspx%3Fidf%3D%2Fe0928PiMeY%3D–&data=02%7C01%7C%7C7d8c09e563264797fa6a08d69d8e0e19%7C84df9e7fe9f640afb435aaaaaaaaaaaa%7C1%7C0%7C636869630781150602&sdata=F%2FcmRQZuFG%2BGSl5hhTlfkglZGuM5KpCuzF%2F9RXt0C4Q%3D&reserved=0

 

 


Ministério só pagará se paciente melhorar

Ministro Mandetta, da Saúde

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou uma nova modalidade de compra de medicamentos via Sistema Único de Saúde (SUS) – o compartilhamento de risco com as indústrias, que prevê que o governo só pague pelo remédio caso haja melhora do paciente.

O anúncio foi feito durante sessão solene em comemoração ao Dia Mundial das Doenças Raras, no Congresso Nacional. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, participou da cerimônia.

A adoção do compartilhamento de risco, de acordo com a pasta, gera, a curto prazo, economia que deve ser revertida em ampliação do acesso e maior qualidade no atendimento.

SPIRANZA

O primeiro medicamento passível de ser incorporado na rede pública via compartilhamento de risco, segundo o ministro, é o Spiranza, que trata pacientes com atrofia muscular espinhal (AME). Mandetta disse que vai pedir celeridade nas discussões no âmbito da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec).

“Faremos apenas dez dias de audiência, para cumprir esse prazo, e devemos anunciar a incorporação via compartilhamento de risco dessa medicação”, disse.

SÃO 13 MILHÕES

Dados do ministério revelam que, no Brasil, cerca de 13 milhões de pessoas vivem com algum tipo de doença rara. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 65 pessoas a cada grupo de 100 mil indivíduos são acometidas por esse tipo de condição, sendo que 80% dos casos decorrem de fatores genéticos.


ATUALIDADE:

Por que ser um “consumidor consciente” é mais fácil do que se pensa

Viver com mais responsabilidade não precisa ser complicado

Michael Rennier | Aleteia

Você já parou de usar canudos de plástico? Estão dizendo que eles estão destruindo o meio ambiente. Mesmo sendo alguém cuja família tem usado canudos de aço inoxidável laváveis já faz um tempo, pergunto-me se essas campanhas realmente convencem as pessoas a se tornarem consumidores conscientes.

Nos últimos anos, tenho dado muita atenção ao assunto. Ser um consumidor consciente significa buscar produtos ecologicamente corretos que promovam pequenos negócios e ofereçam um salário digno para as pessoas que os produzem. A ideia é que, toda vez que gastamos dinheiro, estamos fazendo uma escolha pelo tipo de mundo em que queremos viver. Mas vejo os altos e baixos disso.

ASPECTOS POSITIVOS

Vamos começar com os aspectos positivos do consumismo consciente.

Primeiro, promove mais engajamento e consideração pelo outro. Coloca-nos perguntas difíceis sobre o impacto que as nossas escolhas têm no meio ambiente e nas condições de vida de outras pessoas. Se um número suficiente de pessoas usar bem sua consciência ao considerar quais produtos comprar, as empresas que abusam do meio ambiente e dos funcionários serão forçadas a mudar seu modelo de negócios.

MAIS CRITÉRIO

Em segundo lugar, comprar com mais critério geralmente resulta na aquisição de produtos de mais qualidade. Não se contentar com itens mal feitos e baratos que são produzidos em massa por trabalhadores mal pagos significa definitivamente optar por melhor qualidade.

Finalmente, mesmo que não haja recompensas imediatas, o consumo consciente é uma tentativa de tornar o mundo um lugar melhor, e essa deve ser sua própria recompensa.

Isso é bom, mas aqui estão as desvantagens…

É MAIS CARO…

Primeiro, o consumo consciente é mais caro, e isso nem sempre é viável para um orçamento familiar.

Em segundo lugar, ao escolher entre diferentes produtos e empresas, nem sempre há boas opções. A maioria das empresas terá algumas práticas que são preocupantes, seja em seu âmbito de trabalho, impacto ambiental ou envolvimento político.

Os produtos em si também não são perfeitos. Por exemplo, houve um tempo em que deveríamos usar sacos plásticos na mercearia e parar de usar o de papel. Agora devemos usar o de papel e parar de usar o de plástico.

Ambos têm desvantagens. É claro que deveríamos apenas trazer sacolas de pano reutilizáveis, mas meu ponto de vista é que poucas de nossas escolhas são “perfeitas” como consumidores.

Finalmente, há os modismos, e eu me preocupo em ir junto com eles, porque seria uma maneira fácil de acalmar minha consciência. É difícil aplicar consistentemente o consumismo consciente. É uma boa ideia, em teoria, mas nem sempre funciona na prática.

A menos que pensemos de forma diferente sobre nossos hábitos de compra.

Se ajustarmos ligeiramente nossa perspectiva, então o consumismo consciente se torna muito mais simples.

GRANDE INSIGHT

Para mim, o grande insight veio quando eu estava tirando o lixo. Percebi que, quer eu use sacolas de papel ou plástico, elas acabam no lixo. E não importa se as roupas que eu comprei vieram de uma fonte ética, eu ainda assim acabei comprando roupas que não preciso. O grande problema é comprar e jogar fora um monte de coisas.

Outra parte do problema que vejo quando olho para a lata de lixo é que muitos produtos que compramos têm rótulos de grandes corporações.

Grandes corporações não são necessariamente más, mas seu modelo de negócios pode ser obscuro e suas linhas de suprimento requerem enormes recursos. Simplesmente mudar de marca e continuar consumindo nem sempre resolve o problema. Então a mudança que nossa família fez foi simples: começamos a consumir menos. Nós não fizemos votos de pobreza ou nos tornamos anti-materialistas – e eu ainda tenho que tirar o lixo, mas agora eu tiro um pouco menos.

Tente comprar um item a menos por mês. Vá menos vezes ao shopping. Evite o fast food e coma em casa com pratos de verdade. Faça o smartphone durar mais seis meses antes de entregar-se a um novo. Apague as luzes quando sair da sala. Se todos fizéssemos as coisas simples e menores, isso teria efeitos grandes.

ESCOLHA PESSOAL

O consumo consciente é uma escolha pessoal. Ninguém pode fazer isso por nós. A solução não é política, não culpa o outro e não espera que uma nova corporação faça isso por nós.

Para nossa família, o efeito de consumir menos foi positivo.

Economizamos algum dinheiro, vivemos com mais responsabilidade e estamos aprendendo a não nos apegar demais aos nossos padrões de consumo.

Talvez você esteja fazendo isso melhor do que nós, ou talvez não esteja particularmente preocupado com isso. Todos nós fazemos nossas próprias escolhas. Tudo o que estou dizendo é que pode ser muito mais simples do que pensamos.


Freira forjou morte para fugir de convento na Inglaterra, revela documento medieval

Carta do Arcebispo William Melton

A religiosa Joan teria simulado a morte para viver em ‘luxúria carnal’ em 1318

(O Globo)

Uma carta de 1318 escrita pelo arcebispo William Melton descreve um rumor escandaloso. Melton denuncia a um clérigo superior de Beverly que ouviu relatos sobre o comportamento blasfemo de uma freira de nome Joan. Segundo o arcebispo, Joan teria fugido para viver em “luxúria carnal”. Na carta, Melton pede ajuda ao superior para encontrar a freira e exigir que ela retorne ao convento, em York. Para manter a fuga, Joan teria preenchido uma mortalha com terra, que foi enterrada pelas freiras do convento como sendo ela mesma.

A carta foi encontrada pela historiadora Sarah Rees Jones, enquanto pesquisava os registros dos arcebispos de York entre os anos 1304 e 1405, como parte de um projeto de digitalização do material. Para Jones, em resposta à Live Science, sobre o motivo da fuga da freira Joan, só é possível fazer especulações:

— A “luxúria carnaval” de Joan pode significar nada mais que desfrutar dos prazeres materiais, abandonando seu voto de pobreza, ou estar em um relacionamento sexual, abandonando seu voto de castidade. Nós sabemos que outros religiosos abandonaram suas vocações para se casar ou para tomar posse de heranças.

O projeto da Universidade de York de disponibilizar os registros online será feito em cerca de 2 anos e meio em parceria com o Arquivo Nacional do Reino Unido.


“Jeito carioca” do secretário ofende deputada

Deputada Maria Victoria: chocada

O secretário de Estado da Fazenda, René Garcia Junior, pode acabar ampliando uma certa prevenção que os paranaenses têm – não há como esconder – à maneira muito “folgada e informal” com que os cariocas tratam os seus interlocutores. Pelo menos essa era a possibilidade que ele passou, ao responder, na semana, às indagações dos deputados sobre sua pasta, em depoimento na Assembleia Legislativa, e que gerou muitos comentários dos parlamentares.

Especialmente porque foi grosseiro para com a deputada Maria Victoria, quando ela contestou sua afirmação sobre os valores deixados em caixa pelo governo Cida. Victoria, claro, ficou com as informações da mãe.

O secretário preferiu, depois, explicar sua falta de polidez: “É meu jeito carioca de ser”.

René Garcia Jr: “jeito carioca”. (Foto: Arnaldo Alves / ANPr)

Já deveria saber que vive no Paraná.

Isso acontece apesar de se propalar que o homo sapiens há milhares de anos supostamente teria aprendido a conviver com sua tribo.

 

 

 

 

 

 


Justiça dá decisão favorável ao IPC e desbloqueia contas parcialmente

IPC

A Justiça liberou cerca de R$ 180 mil do Instituto Paranaense de Cegos (IPC), de um total de R$ 240 mil que havia sido bloqueado no final do ano passado, após ação ajuizada pela Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná). Desde então, funcionários, professores, alunos, moradores e apoiadores do instituto entraram em campanha pedindo o desbloqueio, que é ilegal, uma vez que recursos públicos não podem ser bloqueados, conforme prevê o Novo Código de Processo Civil. O IPC entrou com recurso na Justiça e obteve decisão favorável no dia 15 de fevereiro. Agora, aguarda o desbloqueio total.

FALA O DIRETOR

De acordo com o diretor do IPC, Ênio Rodrigues da Rosa, do montante a ser liberado, ainda resta uma quantia de recursos públicos. Outra parte é dinheiro da própria instituição, utilizado integralmente na manutenção das atividades do instituto.

O recurso havia sido bloqueado a pedido da Sanepar em razão de uma dívida impagável de quase R$ 1,5 milhão acumulada entre 2001 e outubro de 2013. O assunto foi pauta de reunião entre a direção do IPC e o diretor do Departamento da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, Felipe Braga Cortes, ocorrida no Palácio das Araucárias, no dia 18 de fevereiro. Também foram abordados outros assuntos de interesse das pessoas com deficiência visual.

FELIPE VAI DISCUTIR

“Felipe Braga Cortes se comprometeu em discutir o assunto com a Sanepar e a Copel, também com o secretário Ney Leprevost e com os presidentes das respectivas companhias”, adianta Ênio. “A via da Justiça não é o caminho para resolver um problema que é notadamente social”, frisou.

O caso ganhou repercussão na mídia. Ênio fez um apelo público pedindo a reabertura das contas, que causou sérios problemas no atendimento a pessoas com deficiência visual. Houve também ato em prol do IPC. “A todos que nos apoiaram e, mais que isso, mais uma vez lutaram na defesa das pessoas com deficiência visual, nosso muito obrigado”, afirma Ênio.


AÇÕES DO GOVERNO

Governo lança primeira fase do Força-Tarefa Infância Segura

Os secretários estaduais da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost (D), e da Segurança Pública, Luiz Felipe Kraemer Carbonell, lançaram nesta quinta-feira (28) a primeira fase da Força-Tarefa Infância Segura. (Foto: Divulgação SEJU)

Esta primeira fase dará início a uma série de atividades, orientações educativas e de segurança, que serão promovidas ao longo do ano, com o objetivo de combater e prevenir crimes contra crianças.

Os secretários estaduais da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, e da Segurança Pública, Luiz Felipe Kraemer Carbonell, lançaram nesta quinta-feira (28) a primeira fase da Força-Tarefa Infância Segura no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar, em Curitiba. O evento contou com a participação de alunos do Colégio da Polícia Militar, do Colégio da Vila Militar e o Colégio Estadual Mario Brandão de Piraquara.

Esta primeira fase dará início a uma série de atividades, orientações educativas e de segurança, que serão promovidas ao longo do ano, com o objetivo de combater e prevenir crimes contra crianças.

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA

“Vamos ter ações durante o ano inteiro, focadas principalmente na violência contra a criança e na pedofilia, que é o crime que hoje mais preocupa a sociedade”, disse o secretário Ney Leprevost.

Segundo Luiz Felipe Kraemer Carbonell, a Secretaria da Segurança Pública vai atuar com a estrutura da polícia em defesa das crianças, no intuito de reforçar a educação e orientação aos pais e professores. “A Polícia vai estar mais próxima das crianças, fazendo com que a cidadania prevaleça, com segurança, educação, saúde, no combate a todos os tipos de crimes praticados contra infância”, afirmou.

OPERAÇÃO CARNAVAL

Nesta sexta (01) e no sábado (02), equipes integradas farão a fiscalização em bares e locais de aglomeração popular para tentar detectar crianças e adolescentes em situação de risco no Carnaval – seja pelo acesso ao álcool e drogas, exposição a conteúdos impróprios ou mesmo trabalho infantil.

Também haverá fiscalização e ações de conscientização durante o desfile das escolas de samba no Carnaval na Avenida Marechal Deodoro.