Ausência ou surgimento tardio de sintomas dificulta o diagnóstico precoce; programas de prevenção são essenciais para identificação e controle da pressão alta

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, 32,5% da população brasileira é hipertensa. No entanto, por se tratar de um problema silencioso e de diagnóstico tardio, estima-se que grande parte das pessoas com pressão alta sequer sabe que tem a doença. Os índices de desconhecimento variam de acordo com a população estudada, mas podem chegar a 73% em algumas regiões do país. Isso ocorre porque os sintomas – dores no peito, tonturas e dores de cabeça –, além de comuns, só aparecem após vários anos de incidência de pressão alta.

Sem controle, a hipertensão pode levar a doenças mais graves como insuficiência cardíaca, doença renal crônica, e se tornar o principal fator de risco para doença coronariana e Acidente Vascular Cerebral (AVC), conforme aponta do cardiologista da Paraná Clínicas, Dr. Valdir Lippi Júnior. Para realizar o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, a Paraná Clínicas mantém o programa Bem Saudável.

Em 2018, a iniciativa, destinada a pacientes com diabetes, hipertensão e colesterol alto, monitorou de perto 1,4 mil pacientes. Além da aferição periódica da pressão arterial, os pacientes passavam por exames de hemoglobina glicada, LDL-colesterol e triglicerídeos – principais fatores de risco para problemas cardiovasculares e complicações cardíacas que podem levar o paciente à morte.

“Com essa abordagem, conseguimos baixar em até 16,4% os índices de triglicerídeos entre o segundo e o quarto trimestre do ano”, aponta a gerente médica da Paraná Clínicas, Dra. Karina Grassi. “Também direcionamos os pacientes do Bem Saudável para outros projetos de prevenção e promoção de bem estar, como o Programa de Emagrecimento, que incentiva a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis”, completa Dra. Karina.

Como prevenir?

“É preciso combater justamente os fatores de risco, como obesidade, ingesta de alimentos industrializados com maior teor de sódio, sedentarismo e estresse excessivo”, destaca o cardiologista. Segundo ele, a prevenção também passa por:

– Aferir a pressão pelo menos uma vez ao ano;

– Informar ao médico mudanças bruscas ou progressivas na pressão arterial;

– Manter uma dieta equilibrada;

– Reduzir o uso do sal e de alimentos industrializados com muito sódio;

– Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas;

– Parar de fumar;

– Praticar atividades físicas regularmente;

Como tratar?

O tratamento é embasado na mudança do estilo de vida associado à terapia medicamentosa. Como a hipertensão geralmente é diagnosticada ao redor dos 40 anos, a mudança de hábitos já consolidados na rotina torna-se o principal desafio”, explica Dr. Valdir. Sendo assim, além de todas as dicas preventivas, é preciso:

 – Tomar os medicamentos corretamente;

– Nunca interromper o uso dos remédios sem orientação médica;

– Controlar outros fatores como triglicerídeos, colesterol e diabetes;

– Perder peso para alcançar índice de massa corpórea de 25kg/m²;

– Combater agentes estressores, investindo em atividades relaxantes;