O terceiro selo da série Mulheres Brasileiras que Fizeram História contempla Hebe Camargo (1929-2012), que também tem sua vida contada em filme, depois da edição de sua biografia em livro. A emissão filatélica aconteceu nessa quinta-feira, Sala São Paulo,  durante a pré-estreia de Hebe – A Estrela do Brasil, estrelada por Andrea Beltrão.

Com borda na cor magenta, a imagem do selo é uma foto que foi tirada em 2003, no estúdio do fotógrafo Chico Audi. No canto superior esquerdo, está o título da emissão e, no canto superior direto, desenhos estilizados de estrelas e uma câmera de TV. Foram usadas técnicas de fotografia e computação gráfica.

O elo desta emissão é o símbolo da mulher, que consta em todos os demais selos da série, que já homenageou a Elza Soares e Hortência Marcari. Com tiragem de 54 mil selos e valor de R$ 1,95 por unidade, as peças estarão disponíveis nas principais agências dos Correios e também na loja virtual.

Marcello Camargo, filho da estrela que fez história na televisão, diz: “É uma alegria muito grande e um orgulho imenso ver o rosto da minha mãe nos selos do Correio brasileiro, pois ela amava demais o Brasil e os Correios estão presente do Oiapoque ao Chuí”.

A biografia de Hebe Camargo é extensa. Sua trajetória de sucesso passa pelo rádio, televisão, revistas, campanhas publicitária.Nascida em Taubaté/SP, em 1929, Hebe iniciou sua carreira como cantora de rádio na década de 1940. Na Rádio Tupi, em 1950, lançou suas primeiras canções “Oh! José” e “Quem Foi que Disse”. Já conhecida como “A estrela de São Paulo”, a principal artista do rádio da cidade atuou decisivamente na criação da primeira rede de televisão brasileira, a Rede Tupi. Convidada por Assis Chateaubriand, participou da primeira transmissão ao vivo da televisão brasileira, em São Paulo.

Em 1955, Hebe apresentou o primeiro programa feminino da TV brasileira, “O Mundo é das Mulheres”, dirigido por Walter Forster. Em 1959, lança seu primeiro disco, Hebe e Vocês. Considerada a maior entrevistadora do Brasil, Hebe recebeu diversas personalidades como Neil Armstrong, Edith Piaf, Christian Barnard, Amália Rodrigues e Julio Iglesias ainda nas décadas de 1960 e 1970. Em 1966, após afastar-se da televisão por causa do nascimento de seu filho, retorna com o programa “Hebe”, que ficou no ar por mais de 40 anos, percorrendo várias emissoras.

O filme em estreia

Hebe: A Estrela do Brasil, escrito por Carolina Kotscho com direção de Maurício Farias, tem a ótima Andréa Beltrão como a personagem-título. Previsto para estrear em agosto, entra em cartaz agora, dia 26, próxima quinta-feira.  Em Curitiba, a festiva pré-estreia será na tecnológica Sala TSX Laser do Cineplus, no Shopping Jardim das Américas, nesta segunda-feira.

No filme, Andrea Beltrão, esposa de Maurício Farias, contracena com Danton Mello (Claudio Pessutti, sobrinho da apresentadora), Caio Horowicz (Marcello, o filho), Daniel Boaventura (Silvio Santos) e Stella Miranda (Dercy Gonçalves), Felipe Rocha (Roberto Carlos) e Otávio Augusto (Chacrinha).

Sinopse: São Paulo, anos 80. O Brasil vive uma de suas piores crises e Hebe aparece na tela exuberante –  é a imagem perfeita do poder e do sucesso. Ao completar 40 anos de profissão, perto de chegar aos 60 anos de vida, está madura e já não aceita ser apenas um produto que vende bem na tela da TV. Mais do que isso, já não suporta ser uma mulher submissa ao marido, ao salário, ao governo e aos costumes vigentes.

Durante o período de abertura política do país, na transição da ditadura militar para a democracia, Hebe aceita correr o risco de perder tudo que conquistou na vida e dá um basta: quer o direito de ser ela mesma na frente das câmeras dona de sua voz e única autora de sua própria história.

Entre o brilho da vida pública e a escuridão da dor privada, Hebe enfrenta o preconceito, o machismo, o marido ciumento, os chefes poderosos e a ditadura militar para se tornar a mais autêntica e mais querida celebridade da história da nossa TV: uma personagem extraordinária, com dramas comuns a qualquer um de seus milhões de fãs.

A propósito 1

Rafael Primot, paulista de 37 anos, interpreta o escritor e autor de novelas Manoel Carlos, o Maneco, no filme e na série que fala sobre a vida da apresentadora Hebe Camargo, que será exibida pela TV Globo em 2020. E ele afirma: “ Fiquei muito feliz em fazer esse personagem. É um grande nome da nossa teledramaturgia, sua vida tem muitos acontecimentos, parece um grande romance. Fiquei muito honrado de ser chamado para o papel. É uma participação bacana, ele ajuda a criar o programa da Hebe e só de estar envolvido em um projeto do Maurício Farias, com a Andréa Beltrão, com os quais já trabalhei em Tapas e Beijos, e representar essa figura ímpar, ainda mais pra mim que escrevo, é uma coisa maravilhosa. É muito estimulante”.

A propósito 2

Do jornalista carioca Arthur Xexéo, o livro Hebe, A Biografia (266 páginas, BestSeller / Grupo Editorial Record), lançado em 2017, está  disponível também em mais de mil pontos de venda da rede Lojas Americanas.

O livro foi o primeiro passo de um projeto maior, a Plataforma Cultural Hebe Forever, que contempla um musical, minissérie para TV, filme, documentário, livro fotográfico, entre outros. Os projetos da plataforma têm como principais parceiros Prosegur, EMS, Zurich Santander, AGP Blindagens, Ibar Refratários, Rio Quente Resorts, Tintas Lukscolor, Estácio e Global Participações.