Não acho que tudo agora esteja indo às mil maravilhas na Sociedade Evangélica Beneficente (SEB), sociedade filantrópica que mantém desde 1959 o Hospital Evangélico de Curitiba, o maior prestador de serviços do Paraná ao sistema SUS. São cerca de 1,5 milhão de procedimentos/ano, sendo que 92% deles  pelo SUS.

Mas acredito que é preciso dar voto de confiança aos novos dirigentes. Até porque a SEB recuperar-se da’ herança’ nada bendita recebida de administrações anteriores (e de anos seguidos de deterioração) não é obra para meses.

Mesmo assim, a administração do presbiteriano João Jaime Fereira na SEB – a que assumiu depois de uma sucessão de crises -, apresenta números  bem  positivos.

Vejamos alguns dados, segundo o Conselho Fiscal da SEB (de que participam representantes de todas as igrejas fundadoras da instituição): a sociedade reegistrou no primeiro semestre de 2012 aumento de 2% em sua receita bruta. É pouco? Não, se levarmos em conta a queda livre em que a instituição vinha se debatendo.

… AS DESPESAS OPERACIONAIS ESTÃO EM QUEDA…

“Há luz  no fim do túnel”, diz à coluna um conselheiro da SEB, falando com simpatia e apoio aos novos  administradores “diante de uma realidade que agora traz esperanças”, diz.

Cita que no período as despesas operacionais tiveram queda de 43,68% e houve uma redução de 6% em seu custo total.

Numa exposição mandada por João Jaime aos meios de comunicação, a SEB diz que “estes resultados fizeram a instituição encerrar o período com aumento de 755% em seu superávit semestral”. O que, convenhamos, não é pouco.

O componente espiritual, de confiança no Criador está registrado nas palavras de João Jaime: “… mas o Deus no qual cremos é maior do que todos os problemas. Ele nos tem dado sabedoria na administração e parcerias com pessoas de bem para a construção de futuro cada vez melhor para toda a sociedade.”

… É O MAIOR COMPLEXO HOSPITALAR DO PARANÁ…

Com 543 leitos, sendo 440  dedicados exclusivamente ao SUS, o Evangélico é o maior complexo hospitalar do Paraná.Tem 9 andares, 3 centros cirúrgicos, 22 salas de cirurgia, 37 leitos de UTI Adulto e 25 de UTI Neonatal. O número de médicos credenciados, 530, em 36 diferentes especialidades médicas.

O edifício do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba.

Os números são superlativos, assim como as dificuldades enfrentadas pelo Hospital, onde, com frequência, persistem as queixas sobre falta de material essencial para seu funcionamento. Às vezes até faltam sabonete e papel higiênico…

… DE JANEIRO A SETEMBRO,

18.600 INTERNAMENTOS…

De qualquer forma, homens e mulheres de boa vontade têm de dar voto de confiança a quem procura colocar a casa em ordem no Evangélico onde só de janeiro a setembro deste ano foram realizados 18.646 internamentos (88,54% pelo SUS); 57.215 atendimentos de urgência/emergência (75% pelo SUS); 322.073 consultas eletivas (92,46% pelo SUS); 17.170 cirurgias gerais (75,54% pelo SUS).

O Hospital Evangélico, lembra ainda o presidente João Jaime, atende o Paraná todo, sendo que 57% dos pacientes são de Curitiba.

Enfim, apostar no processo de recuperação da SEB, a mantenedora do Evangélico, é essencial. E ficarem, todos, vigilantes, para que velhas raposas não tentem voltar àquele aprisco do bem…

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SECRETARIADO NESTA SEGUNDA

A assessoria de imprensa do prefeito eleito informou que Gustavo Fruet anunciará _à imprensa, nesta segunda-feira, 17, o  seu secretariado. Às 14 horas, no escritório da Dês.Westphalen.

SEBASTIANI NA SMCS, MILANI NO ABASTECIMENTO

No calor do encontro que pedetistas tiveram na semana com o prefeito eleito, quando teriam apresentado 250 nomes  avalizados pelo PDT para ocupar funções nos escalões decisórios da Prefeitura, Léo de Almeida Neves chegou a sugerir o nome de Silvio Sebastiani.

A indicação de Léo a  Gustavo Fruet  foi para que entregue a Sebastiani  a Secretaria de Comunicação Social.

Dentre os nomes que têm o endosso do PDT para o secretariado de Fruet aparece o de outro jornalista (e empresário, diretor da Revista Bem Público), Mário Milani. No caso, para a Secretaria de Abastecimento.

… UM  ENORME  PRESENTE É O TRÍPTICO…

A capa do tríptico de Campana.

Impossível ficar  quieto  diante do  impacto de um dos melhores presentes que me chegaram neste final de ano: o tríptico de Fábio Campana,  6 páginas de miolo, livreto que é preciosidade gráfica, bom gosto poético  do começo ao fim. Consumi-lo em questão de segundos é o que acontece. E com a respiração presa.

Como  o nome sugere, o tríptico de Campana encerra um derramamento poético em três momentos,  que só gente muito bem montada, do ponto de vista de sensibilidade e do saber dizer, consegue

expressar. E o faz com a leveza e ‘dardos’ certeiros, ao mesmo tempo.  As jóias são introduzidas por uma expressão de Petrarca – “Le stelle, Il cielo, caldi sospiri’. E elas estão contidas em nomes de certa forma autoexplicativos: “‘Eu quero ser amado”, “Pantera” e “Só”.

Como não  sou egoísta, revelo uma amostra grátis  do ‘Só’: “Houve um momento em que procurei dar sentido à existência me inscrevendo para aventuras heróicas de transformação do mundo. Naufraguei. Descobri, tarde demais, ser apenas o pequeno ator de uma farsa monstruosa”.

… QUERO SER AMADO…

Lembro-me  de um poema de Manoel Bandeira em que ele cita Joana, “louca, rainha  e falsa demente”. Fábio também recorre a seu insano exemplo, introduzindo-nos no  trágico amor dessa doida desesperada de paixão.

Em “Quero ser amado”, ele  expõe-se na fragilidade de humanas ânsias, ao dizer:”Eu quero ser amado como Joana, a Louca, Rainha de Espanha, amou Felipe, o Formoso”.

Joana, recorda Fábio, levou a paixão ao paroxismo: sequestrou o cadáver do amado e andava de mosteiro em mosteiro esperando que Felipe voltasse à vida…

BOM ALUNO SOLIDÁRIO

Estudantes universitários do programa Bom Aluno, participam em evento para pessoas com deficiência.

Um grupo de estudantes universitários que integra o Programa Bom Aluno, deixou os livros de lado, na última semana, para se dedicar a uma causa nobre. Vestidos de palhaço, boneca e Papai Noel, eles levaram alegria aos frequentadores do CRAID (Centro Regional de Atendimento Integrado ao Deficiência). Criado no ano de 1985, o centro acompanha crianças com paralisia cerebral ou que estão em observação desde o nascimento porque tiveram problemas no pré-natal ou parto, e as com baixa visão. Os alunos voluntários realizaram também ateliê de pintura e outras atividades recreativas para a meninada presentes.

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…BENEFICIADOS DO PROJETO RETRIBUEM…

A iniciativa faz parte do Bom Aluno Solidariedade, que busca envolver os jovens beneficiados pelo Projeto em atividades sociais. “Ao mesmo tempo em que os nossos estudantes desenvolvem seu lado solidário, também descobrem a importância de se retribuir à sociedade”, conta Maria Isabel Grassi Dittert, gerente Programa Bom Aluno do Brasil.

O evento, que contou com a presença do secretário de estado da saúde, Michele Caputo Neto, marcou o aniversário de 27 anos da CRAID.

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PADRE PARRON ACOMPANHA OS REDENTORISTAS NO MS

Padre Joaquin Parron: no centenário de paróquia.

Padre Joaquim Parron, Provincial dos Redentoristas no PR e MS, está na região do Pantanal desde o final de novembro. Inicialmente ele pregou nas celebrações do centenário da Paróquia de Aquidauana-MS nos dia 30 de novembro a 07 de dezembro. Neste momento ele dirige uma missão em Sete Quedas-MS, divida com o Paraguai. Semana próximo participará da inauguração do Centro de Apoio aos Devotos, no Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Campo Grande. Este centro é um a obra de três mil metros quadrados, construído com recursos do povo da região. A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem crescido muito, nos últimos anos em Campo Grande, com o bom trabalho pastoral dos Redentoristas, afirmou padre Parron.

DEVE SER LOUCURA. VOCÊ ACREDITA?

A primeira regra  que deve reger o jornalista atilado é a da desconfiança. Por isso, sou todo desconfiança com relação ao ‘noticiário’ que anda circulando pela web, dando conta que Rosemary, a protegida de Lula, teria levado 25 milhões de euros, em recente viagem a Portugal.

Teria também declarado o valor da importância astronômica ao desembarcar e registrado a chegada com a fortuna, no aeroporto da cidade do Porto.

O mais surpreendente : Rose  teria indicado o nome do personagem dono da bolada, em cumprimento a norma legal.

Segundo o mesmo ‘noticiário’, os milhões de euros foram  encaminhado ao Banco Espírito Santo.
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Francisco Simeão: retribuição.

RECEBENDO E DANDO

Francisco Simeão, o criador e mantenedor do projeto Bom Aluno, impressionante programa de inclusão de filhos da baixa renda na vida universitária, contabilizava, dias atrás, em conversa com amigos, alguns feitos do trabalho. Um deles: o hoje responsável pelos serviços internacionais da Petrobrás na área de Química fez toda sua carreira no Bom Aluno. Em contra-partida, ajuda a manter outros estudantes, retribuindo à iniciativa com ajuda mensal.

O Bom Aluno é exemplo que se desdobra em outras cidades, como Belo Horizonte, através de franquia social.
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/OPINIÃO DE VALOR

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ALERTA:  INDÚSTRIA DO TABACO USA ESCUDO HUMANO

Não é o agricultor familiar que está ameaçado pela redução do consumo do tabaco; é a indústria do tabaco que vislumbra uma possível redução no seu negócio e utiliza os agricultores como escudo para defender seus próprios interesses”. A declaração é de Paula Johns, socióloga da Aliança de Controle do Tabagismo – ACT, que acompanha a discussão acerca das implicações do tabaco no país. Segundo ela, apenas no Brasil a produção de fumo dobrou nas duas últimas décadas. “A indústria encontrou no Brasil um terreno fértil para o aumento da produção através de uma cadeia produtiva organizada, mas que não deixa alternativas para os agricultores em função da ausência de políticas públicas que estruturem outras cadeias produtivas”, lamenta em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

Segundo ela, as políticas nacionais de controle ao tabagismo “não estão diretamente relacionadas à demanda nacional por folha de fumo”, porque 85% da produção brasileira é exportada. Paula Johns também comenta a participação de parlamentares e representantes da indústria do tabaco na COP-5, que se aproveitaram da ocasião para “fazer palanque político. Levaram a assessoria de comunicação para enviar informações falaciosas para o Brasil, que davam a entender que eles foram para lá para ‘salvar’ os agricultores que produzem fumo”. E conclui: “Se essas pessoas se preocupassem de fato com os agricultores, não perderiam tempo brigando contra políticas públicas de saúde. Afinal, são políticas que beneficiam a todos nós”.

Paula Johns () é socióloga e mestre em Estudos do Desenvolvimento Internacional pela Universidade de Roskilde, Dinamarca. Em 2006, criou a Aliança de Controle do Tabagismo – ACT em prol da promoção e implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco no Brasil – CQCT.

Eis parte da  entrevista.

IHU On-Line – Como entender que as medidas de controle do tabaco implementadas no Brasil não impactaram a produção no país, que cresceu 34% entre 2000 e 2010, enquanto o consumo aparente caiu 33%?

 Paula Johns – As políticas nacionais de controle do tabagismo não estão diretamente relacionadas à demanda nacional por folha de fumo. A maior parte do fumo brasileiro é exportado (aproximadamente 85% da produção). A dinâmica global do mercado de folha de fumo é o que potencialmente impactará um aumento ou uma queda na produção nacional. Por exemplo, caso a indústria decida migrar a produção para África por algum fator que vá aumentar sua margem de lucro, ela seguramente o fará.

IHU On-Line – Quais os principais avanços da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco – CQCT, considerando que se trata do primeiro tratado internacional de saúde pública, negociado e aprovado pelos 192 países membros da Organização Mundial da Saúde – OMS?

“HOJE 63 PAÍSES ADOTAM ADVERTÊNCIA NOS MAÇOS DE CIGARROS”

Paula Johns – A CQCT é um verdadeiro marco na saúde pública global totalmente baseado em evidências e com um potencial fantástico de reduzir o enorme número de mortes e doenças causadas pelo tabagismo. O instrumento está posto e os países estão se organizando para implementar as medidas propostas. Os avanços vêm sendo significativos. Para citar um exemplo, em 2001 havia apenas um país no mundo adotando imagens de advertências nos maços. Em 2013 já serão 63 países. Há muitos avanços também nas leis restringindo o fumo em ambientes de uso coletivo, seja no Brasil ou no exterior. A publicidade também está sendo restringida ou completamente banida em vários países. Naqueles que adotam as políticas preconizadas pela Convenção-Quadro há uma redução na prevalência. Por outro lado, a produção de cigarros em nível global aumentou 12% entre 2000 e 2010. O aumento populacional e o aumento da prevalência em países que ainda não começaram a adotar as políticas explicam esse aumento.

IHU On-Line – A solução para o problema do cigarro está realmente na redução do consumo de tabaco?

Paula Johns – Sem dúvida alguma. Não há nível seguro de consumo. A única forma de redução dos males causados pelo tabagismo é diminuindo seu uso.

IHU On-Line – Em que sentido os países produtores, como o Brasil, precisam se preparar para a redução da demanda global? Isso já está ocorrendo?

“A ÁREA DESTINADA AO TABACO DOBROU NO BRASIL”

Paula Johns – Numa visão de longo prazo, torna-se importante estruturar políticas rurais que permitam aos agricultores familiares produzirem mais alimentos. O que vem acontecendo é o aumento da produção no país: aproximadamente 20 anos atrás havia 100 mil famílias produtoras; esse número dobrou em duas décadas. A área plantada também aumentou muito. Portanto, num cenário global, onde se busca a redução de consumo, seria um contrassenso continuar aumentando a área plantada. A indústria encontrou no Brasil um terreno fértil para o aumento da produção através de uma cadeia produtiva organizada, mas que não deixa alternativas para os agricultores em função da ausência de políticas públicas que estruturem outras cadeias produtivas. O Brasil pode potencialmente se tornar um produtor de alimentos de qualidade se ele estruturar um sistema de produção agrícola que permita a diversificação na propriedade e o escoamento da produção de alimentos de base agroecológica. Temos o desafio de alimentar uma população crescente, e o que coloca comida no prato das pessoas não é a produção de commodities, e sim a agricultura familiar – isso sem falar nas questões ambientais associadas às monoculturas. Ou seja, o potencial de produção de alimentos de qualidade é imenso nas regiões produtoras de fumo. Precisamos encarar isso como uma oportunidade, e não como uma ameaça.

Não é o agricultor familiar que está ameaçado pela redução do consumo do tabaco; é a indústria do tabaco que vislumbra uma possível redução no seu negócio e utiliza os agricultores como escudo para defender seus próprios interesses. (Instituto Humanitas Unisinos on-line).
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CARTA

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A HERANÇA DE SCHORR

Senhor jornalista:

Como José Schorr Malca era um homem de espírito, e não um jogador de futebol, sua morte só não passou sem registro porque sua coluna escreveu sobre ele.

Que personalidade tinha José Schorr Malca! E a obra que deixou dá testemunho de uma alma inquieta, indagadora, sempre disposta a remexer nas realidades terrenas e na grande herança cultural em que foi criador, o judaísmo.

Michael Steinberg Campos, Nova York, EUA.

EXPOSIÇÃO DAS MONJAS

Caro Prof. Aroldo.

Agradeço-lhe por ter divulgado o meu texto “Adeus a Adalice Araújo”, na sua prestigiosa coluna. Gostei muito, porque assim amplia-se o leque das pessoas que, lendo minha crônica, encontrarão nas referências à nossa saudosa amiga a evidência de uma das suas maiores virtudes: a generosidade.

Aproveito a oportunidade para contar-lhe que terminei as transcrições do ano de 1993, envolvendo Expressão & Arte. Portanto, os seis primeiros anos da minha antiga coluna publicada no Jornal I&C, que foram de 1988 a 1993, já estão disponíveis na web para todos os pesquisadores e estudiosos (ou simples curiosos) da cultura paranaense naquele período. A edição de 18 de outubro de 1993 abriga os meus comentários à memorável exposição das monjas beneditinas no Museu de Arte Sacra de Curitiba, e também a transcrição de dois pequenos trechos, muito interessantes, da apresentação que o senhor fez à referida mostra, constante do catálogo do evento. Lembra-se? Estou anexando, abaixo, para o senhor rememorar:

EXPRESSÃO & ARTE por Francisco Souto Neto. Curitiba, 18 out. 1993.

Nos próximos dias começarei a transcrever as minhas publicações de 1994.

Francisco Souto, Curitiba.

NOSSOS ‘HOMELESS’

Aroldo, não desconheço que os chamados sem-teto não são privilégio do Brasil.

Em Nova York, por exemplo,  a presença deles é um tapa no rosto dos cidadãos da cidade mais rica do universo. Lá os ‘homeless’ são, pelo menos, nas noites frias, recolhidos até em salões de igrejas que, assim, cumprem papel caridoso..

Posso garantir que os sem-teto, a chamada população de rua, já se conta em centenas e centenas nas ruas de Curitiba. Quem duvidar que passe à noite, de manhã também, em áreas ditas privilegiadas, e observará a crescente multidão dos que se abrigam sob marquises e cantos ‘protegidos’.

Faço justiça: a Prefeitura, pela FAs, até que tenta recolhê-los. Mas, quase sempre, eles não aceitam sair de seus cantos, pontos que também são ideais para consumo de drogas.

Marinalva Campos Marques, Curitiba.

 

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Esta coluna
 é publicada diariamente no jornal Indústria&Comércio.

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