O Governo do Ceará ofereceu um pacote de benefícios para que a Prati-Donaduzzi uma das maiores produtoras de medicamentos da América do Sul, deixe de construir sua nova unidade fabril no Paraná e instale no Ceará. Entre os atrativos, estão as isenções fiscais.
O próprio governador do Ceará, Camilo Sobreira de Santana, visitou o Paraná esta semana para formalizar o convite,durante uma visita à fábrica, em Toledo.
Segundo Santana, o Ceará tem um ambiente favorável nos setores econômico, logístico, educacional e de saúde para receber uma unidade da Farmacêutica. Inclusive o estado pretende que sua área de saúde seja modelo para o país. “Acreditamos que a Prati-Donaduzzi possa ajudar a melhorar nossos indicadores socioeconômicos”, disse o governador.
No entendimento do diretor-presidente da Prati-Donaduzzi, Eder Fernando Maffissoni, o pacote de benefícios oferecidos pelo governador é muito atraente. “Precisamos em, caráter emergencial, construir uma nova unidade fabril”, afirmou.

Decisão final
Os levantamentos de valores e a decisão da empresa em construir a nova planta em Toledo ou em outros endereços deverão ser anunciados nos próximos 30 dias. Em julho, o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Pernambuco (AD Diper), Roberto de Abreu, também esteve na Prati-Donaduzzi oferecendo vantagens fiscais para abrigar a planta no estado.
“Mesmo se decidirmos permanecer em Toledo, não descartamos a possibilidade de abrir um Centro de Distribuição no Nordeste”, anunciou Maffissoni.

Carga máxima
Segundo Maffissoni, a construção de uma nova planta é uma das prioridades da empresa, pois já tem vários medicamentos aprovados pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem produzidos e comercializados. No entanto, a unidade de Toledo atingiu sua capacidade máxima de produção. “Apesar de já termos adquiridos novos equipamentos e estar ampliando uma das plantas, precisamos de uma nova unidade”, disse.
A nova fábrica será construída atendendo às legislações internacionais e terá capacidade para produzir 3,6 bilhões de doses de genéricos por ano.