A maior preocupação dos universitários brasileiros segundo pesquisa realizada pela IPSOS para o Banco Santander, é o ingresso no mercado de trabalho após o término da graduação. Para 63% de um total de 850 estudantes e professores ouvidos no Brasil, as universidades brasileiras não preparam os alunos para aquilo que se exige deles no mercado de trabalho.
54% dos entrevistados ainda responderam que o ingresso dos estudantes no mercado deveria ser melhor. Mas o que eles entenderam por “melhor” na pesquisa? “Maior atuação das instituições de ensino na busca por convênios, bolsas de trabalho e outros serviços que podem ser promovidos pelas universidades, bem como o fomento ao empreendedorismo.” E é justamente essa participação das universidades, em parceria com as empresas, que pode mudar a vivência dos alunos, dando a eles situações reais a serem resolvidas fora do ambiente acadêmico.
Pensando nisso, a FAE Business School – de Curitiba (PR) – acaba de firmar uma parceria técnico-científica com o Grupo Risotolândia, empresa paranaense de refeições coletivas que produz de 550 mil refeições diariamente e conta com 4.800 colaboradores. No convênio, a FAE dá aos alunos a oportunidade de atuarem no ramo empresarial antes mesmo de saírem da universidade. A Risotolândia, por sua vez, subsidia os acadêmicos participantes com bolsas parciais durante a cooperação e atividade.
De acordo com Carlos Humberto de Souza, diretor-presidente do Grupo Risotolândia – que tem sede em Araucária (PR) – a parceria certamente terá muito impacto na formação dos acadêmicos.
“Sabemos o quanto é importante prepararmos os futuros profissionais da área, isso porque vivemos os desafios do mercado e o dia-a-dia dentro de uma empresa no Brasil. Além dos desafios, que são muitos, temos metas, compromissos e afazeres que podem ser muito mais dos que os ensinados na teoria. A experiência dos alunos garantirá a eles uma nova visão de mercado”, diz.