Em greve há três dias, os petroleiros do Amazonas esperam definir acordo com a direção da Petrobras até esta sexta-feira, dia 27.

Em greve há três dias, os petroleiros do Amazonas esperam definir acordo com a direção da Petrobras até esta sexta-feira, dia 27. O coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindpetro/AM), Acássio Carneiro, em entrevista à Agência Brasil, afirmou que a greve mobilizou aproximadamente 80% dos quase 2,8 mil trabalhadores da companhia no estado.

Segundo Carneiro, apesar da interrupção temporária de parte dos serviços, como nos setores administrativos e na produção das refinarias de Manaus e de Urucu, em Coari, não há prejuízos diretos para o cidadão.

Ele ressaltou a importância dessa greve para esclarecer as regras de pagamento da participação nos lucros e resultados (PLR).

"As regras para pagamento da PLR atualmente não estão claras para nós. Todo ano é um mistério e um estresse porque nunca sabemos ao certo quanto vamos receber. Queremos clareza nessas regras", sintetizou.

Ainda segundo Carneiro, a greve trouxe à tona outras questões importantes, como a preocupação com a preservação dos postos de trabalho terceirizados e com a segurança dos petroleiros em todo país. O sindicalista afirmou que o sistema Petrobras registra, em média, um óbito de funcionário por dia.

"Queremos mudar a política de segurança da companhia porque o número de trabalhadores que morrem no trabalho é muito alto. Os terceirizados são os mais atingidos", afirmou.

De acordo com o diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Amazonas, Edílson Pinheiro, o quadro de funcionários efetivos da Petrobras no Amazonas é inferior ao número de terceirizados.