Tudo pronto para a operação reeleição do prefeito: jovens das mídias digitais já têm até sala especial. E bons cargos garantidos pelo erário.
Será que é legal?

Lucas Navarro: comanda os brancaleones

Há quem diga que prefeito Rafael Waldomiro Greca de Macedo já formatou em sua cabeça a equipe que vai comandar sua eleição. Além das velhas raposas, como Giovani Gionedis, João Alfredo Costa, Chico do Uberaba, Marcelo Catani, Mônica Santana e Israel Reinstein, está formado o exército de Brancaleone de Greca.

Não se pode esquecer o nome de Margarita Sansone, poderosa.

LINHA DE MÍDIA

Jovens efebos formam a força de ataque nas mídias modernas (sociais) e dentro da estrutura da Prefeitura. Todos sob a batuta do assessor especial Lucas Navarro de Souza. É a versão Waldomiro da antiga Tenda Digital de Beto Richa.

FOI ALIJADO

Lucas teve sua candidatura a chefe de Gabinete do Prefeito frustrada, dias atrás. Embora ainda sendo considerado o grande preferido de Rafael Waldomiro, ele não chegou a ser ungido, pois a oposição ao seu nome incluía Margarita e Giovani, virtuais poderosos comandantes na Prefeitura, embora sem cargos oficiais.

Em compensação, Lucas agora vai chefiar a piazada em quem o prefeito aposta. O alcaide e ele continuam muito próximos.

COM BONS CARGOS

Com muito gás e bem treinados, os jovens lembram os Cavaleiros que dizem Ni de Monty Python repetindo um único refrão: Greca e Greca. E estrategicamente estão alojados em diversos postos de comando da prefeitura. Dizem, até, que bons cargos, bem remunerados.

‘MENORES QUILATES’

Há jovens com diversas habilidades, formados de informática a comércio exterior. Na lista de Rafael Waldomiro Greca de Macedo, estão Felipe Pershicot, Fernando Cokrossi, Fabiano Machado, Francisco – o filho do Chico do Uberaba, Guilherme Sell, entre outros de menores quilates.

SALA ESPECIAL

Há previsão de ainda neste semestre todos ganhem uma sala especial próxima da Secretaria de Comunicação, onde montarão um quartel-general da pré-campanha.

“Quando tiverem sala especial, entrarão certamente na mira do MP eleitoral”, adverte um vereador de oposição.

JULIANA, ARREGIMENTADORA

Junta-se a eles Juliana Lima, ex-braço direito de João Alfredo Costa Filho, cuja função é arregimentar a turma.

Ela, que trabalha diretamente no gabinete, é vista dentro da Armata de Rafael Waldomiro como uma pessoa agregadora.

ESTEVE COM NEY

Um feito ela já obteve: ter sido garota-propaganda da campanha de Ney Leprevost (como personagem de um programa em 2016), e ser aceita no alto comando dos brancaleones de Rafael Waldomiro Greca de Macedo. O que não é pouco…

FINS & OS MEIOS

O que não se sabe é se essa nova “Tenda Digital” se dedicará basicamente à desconstrução – a qualquer preço – dos adversários.

Aquela criada por Deonilson Roldo, nos tempos de Beto Richa, ficou “histórica” por dar seu recado na linha dos “fins justificam os meios”.

E também na sua campanha contra Leprevost, Rafael Waldomiro de Macedo não poupou instrumentos e armas para alcançar seus fins.


DESTAQUE:

Desta vez, Fux é quem decidirá futuro de Beto Richa

Beto Richa (prisão desta terça)

O MPE não dá mesmo descanso a Beto Richa e a alguns de seus antigos aliados atingidos mais fortemente pela nova delação de Fanini à Operação “Quadro Negro”.

Desta vez o imbróglio deverá escapar da apreciação do ministro Gilmar Mendes, do STF, que tem sido favorável ao ex-governador. Primeiro, a prisão deverá ser apreciada pelo STJ. Lá, uma incógnita, paira desta vez.

Por envolver recursos federais mal (ou criminosamente) usados, a Quadro Negro e a prisão do ex-governador deverão agora ficar sob a apreciação do ministro Luiz Fux.

LINHA DURA

E Fux é considerado um “linha dura” na análise de eventuais desvios como esses citados por Fanini que, na última delação, ilustrou sua proximidade com Beto Richa incluindo fotos dos dois e familiares em resorts internacionais.

ROSSONI: MEDO

“O Valdir Rossoni está se pelando de medo, ele está no olho do furacão, e agora não conta mais com eventuais benefícios de um mandato de deputado federal”, observa-me um policial da linha de frente no GAECO, que comandou a prisão de Richa nesta terça, 19.

PRESIDENTE DA ALEP

A possibilidade de prisão, se por um lado faz Rossoni tremer, não assusta menos a outros notáveis da vida pública paranaense. Por exemplo: o presidente da Assembleia, Ademar Traiano, que também aparece na Quando Negro, tem seu futuro, incerto, depositado nas mãos do procurador geral da Justiça. Deste dependerá parecer sobre prisão ou não.

Plauto Miró Guimarães, com mandato de deputado estadual, é outro que está no olho do furacão.

Valdir Rossoni, Ademar Traiano, Plauto Miró Guimarães

DOS LEITORES:

Universidade do Esporte é grande proposta

Sidney Morgenstern

Caro jornalista,

Venho empenhando esforços nos últimos anos com recursos próprios na tentativa de trazer a Universidade do Esporte novamente ao cenário esportivo de nossa comunidade paranaense.

Os recursos utilizados foram próprios e neste momento estabelecemos uma parceria com o terceiro setor no sentido de atrairmos parcerias privadas e poder público, de tal maneira que possamos atingir nossas metas e objetivos almejados.

Estes objetivos seriam relatados através de indicadores de vulnerabilidade social, combate às drogas e ao sedentarismo e descoberta de talentos no esporte. Agradeço se puderes agendar horário comigo para que eu possa relatar mais sobre os novos projetos da UE, e de tal forma aproveitar suas ideias para chegarmos a tal finalidade.

SIDNEI MORGENSTERN, Curitiba

RESPOSTA: embora minhas muitas limitações, não posso deixar de acolher ideias e projetos em torno da Universidade do Esporte. Mantenha contato comigo, nos próximos dias, para encontro, Sidney. (AMGH)


Arns encampa frustração da sociedade e quer “Lava Toga”

Senador Flávio Arns: “fiscalizar, investigar, punir”

Melissa Guedes, a coordenadora de Comunicação do senador Flávio Arns, nesta terça, de Brasília, esclareceu à coluna a propósito da posição do senador, ao assinar o requerimento para a criação da CPI da Lava Toga no Senado: “O senador não poderia ficar alheio às mais recentes decisões judiciais que ameaçam a Operação Lava Jato. Isso explica sua posição”.

Arns, que será um dos personagens do meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses, volume 11, diz na nota – divulgada na segunda feira -, que sua posição com relação à Lava Toga “foi motivada pelo grande sentimento de frustração vivenciado pela sociedade brasileira nos últimos dias…”

NOTA DE ESCLARECIMENTO:

‘Estou assinando o requerimento para a criação da CPI da Lava Toga no Senado Federal.

Minha decisão foi motivada pelo grande sentimento de frustração vivenciado pela sociedade brasileira nos últimos dias, principalmente diante do risco de retrocesso em relação à Operação Lava Jato.

Em que pese o impeditivo constitucional de uma CPI investigar o STF, essa será uma oportunidade importante para que possamos debater as competências e relações entre os poderes e a transparência de suas atividades.

IMPUNIDADES

Todos clamamos pelo fim da corrupção e das impunidades. Neste sentido, me coloco a favor de uma discussão justa e que leve a resultados concretos para o avanço do nosso País.

Reitero o que tenho dito: a preocupação de todos os brasileiros é a minha: fiscalizar, investigar e punir quem o mereça. É um processo complexo, mas confio que nossas instituições devam estar convergentes aos anseios da população brasileira.

Flávio Arns”.


DESTAQUE:

Expedição feminina à Antártida vira exposição fotográfica

Viagem de Natalie Unterstell, única brasileira a participar de expedição só de mulheres ao continente gelado, resultou na exposição “Sobre Mulheres e Icebergs”, que será lançada em Curitiba nesta quinta-feira (21), durante Festival Legado Delas.

Mulheres no navio na viagem à Antártida

Depois de enfrentar ondas de 12 metros, nadar em águas congelantes, navegar por mais de 20 dias em um navio só de mulheres e fazer mais de 2 mil registros fotográficos, a brasileira Natalie Unterstell vai lançar uma exposição para compartilhar cenas de sua aventura e provocar maior atenção com dois temas que estão em sua agenda: liderança feminina e mudança do clima.

No continente gelado

NO LEGADO SOCIAL WORKING

O lançamento da exposição “Sobre Mulheres e Icebergs” será nesta quinta-feira (21), no Legado Social Working, em Curitiba, e tem entrada franca. A atração faz parte do Festival Legado Delas, iniciativa do Instituto Legado.

Aproveitando o Mês da Mulher e o Dia Internacional das Mudanças Climáticas, lembrado no dia 16 de março, Natalie Unterstell reuniu duas de suas paixões que vêm caminhando juntas desde sua preparação para a experiência na Antártida. A luta por igualdade de gênero e justiça climática fizeram parte da pauta de 80 mulheres de 37 países do mundo com quem Unterstell dividiu o navio por três semanas.

PRIMEIRA BRASILEIRA

“Eu fui a primeira brasileira a participar de uma experiência como essa, mas não posso nem quero ser a última. Precisamos de mais mulheres ocupando espaços de liderança e agindo para impedir que a mudança do clima continue avançando e somos a geração que tem condições de fazer isso”, afirma. “Temos uma obrigação moral de agir, agora”.

SERVIÇO:

21/03, quinta-feira, às 19h30

Legado Social Working: Rua São Pedro, 696 – Cabral

Inscrições gratuitas: https://bit.ly/2FawBiF ou https://institutolegado.org/


OPINIÃO DE VALOR:

Templeton premia Gleiser: Ciência e Fé

Por Renata Pacheco Jordão

Marcelo Gleiser recebe o Prêmio Templeton

Marcelo Gleiser, físico teórico, cosmólogo e um dos principais defensores da visão de que ciência, filosofia e espiritualidade são expressões complementares da necessidade humana de abraçar o mistério e o desconhecido, foi anunciado hoje (19/03/2019) como o ganhador do Prêmio Templeton de 2019.

Gleiser, 60, professor de Física e Astronomia que ocupa a cátedra Appleton de Filosofia Natural no Dartmouth College, em Hanover, estado de New Hampshire nos Estados Unidos, ganhou reconhecimento internacional por meio de livros, ensaios, blogs, documentários de TV e conferências que apresentam a ciência como uma busca espiritual para entender as origens do universo e da vida na Terra.

Nascido no Brasil, onde seus livros são best-sellers e suas aparições na televisão atraem audiências na casa dos milhões, Gleiser se torna o primeiro latino-americano a receber o Prêmio Templeton.

CAMPO QUÂNTICO

Por 35 anos, sua pesquisa tem examinado uma ampla gama de tópicos, desde o comportamento de campos quânticos e partículas elementares até a cosmologia do universo inicial, dinâmica das transições de fase, astrobiologia e novas medidas fundamentais de entropia e complexidade baseadas em teoria da informação, com mais de 100 artigos revisados por pares publicados até o momento.

Gleiser é uma voz proeminente entre os cientistas, do passado e do presente, que rejeitam a noção de que apenas a ciência pode levar a verdades fundamentais sobre a natureza da realidade. Em vez disso, em sua carreira paralela como intelectual público, ele revela os vínculos históricos, filosóficos e culturais entre as ciências naturais, as humanas e a espiritualidade, e defende uma abordagem complementar ao conhecimento, especialmente em questões em que a ciência não pode fornecer uma resposta final.

COM O MISTÉRIO

Ele frequentemente descreve a ciência como um “engajamento com o misterioso”, inseparável da relação da humanidade com o mundo natural.

Seus escritos propõem que a ciência moderna trouxe a humanidade de volta ao centro metafórico da criação – sua doutrina do “humanocentrismo” – revelando a improvável singularidade do nosso planeta e a excepcional raridade dos seres humanos como seres inteligentes capazes de entender a importância de se estar vivo. Essa inversão do Copernicanismo, diz Gleiser, leva à necessidade de uma nova moralidade cósmica onde a sacralidade da vida é estendida ao planeta e a todos os seres vivos.

VALOR DO PRÊMIO

O Prêmio Templeton, no valor de 1,1 milhão de libras esterlinas, é um dos maiores prêmios anuais individuais do mundo e homenageia uma pessoa que fez uma contribuição excepcional para afirmar a dimensão espiritual da vida, seja por insights, descoberta ou trabalhos práticos. O anúncio foi feito hoje (19/03/2019) pela John Templeton Foundation, com sede em West Conshohocken, Pensilvânia, através de seu website em http://www.templetonprize.org/.

SIR JOHN TEMPLETON

Fundado em 1972 pelo falecido investidor global e filantropo Sir John Templeton, o Prêmio é um pilar dos esforços internacionais da Fundação para servir como um catalisador filantrópico para descobertas relacionadas às questões mais profundas que a humanidade enfrenta. A Fundação apoia a pesquisa em assuntos que vão da complexidade, evolução e emergência à criatividade, perdão e livre arbítrio.

Sir John Templeton criador do prêmio

“O professor Gleiser incorpora os valores que inspiraram meu avô a estabelecer o Prêmio Templeton e a criar a Fundação John Templeton”, disse Heather Templeton Dill, atual presidente da John Templeton Foundation. “Dois valores que foram especialmente importantes para ele, e que foram o foco de vários projetos financiados pela Fundação, são a busca da alegria em todos os aspectos da vida e a profunda experiência humana de maravilhamento e contemplação.”

“O trabalho do professor Gleiser exibe uma inegável alegria pela exploração. Ele mantém a mesma sensação de maravilhamento contemplativo que experimentou pela primeira vez quando criança na praia de Copacabana, contemplando o horizonte ou o céu noturno estrelado, curioso sobre o que está além”, acrescentou Heather. “Como ele escreve em A Ilha do Conhecimento, “Maravilhamento e contemplação são a ponte entre o nosso passado e presente, e o que nos propele em direção ao futuro enquanto continuamos a procurar.”

PARTE ESPIRITUAL

“O caminho para a compreensão e a exploração científica não é apenas sobre a parte material do mundo, mas também é uma parte espiritual do mundo”, indica Marcelo Gleiser em sua aceitação em vídeo do Prêmio em https://youtu.be/b8SI7dmfpeY.

“Minha missão é trazer de volta para a ciência, e para as pessoas interessadas na ciência, esse apego ao misterioso, para fazer as pessoas entenderem que a ciência é apenas mais uma maneira de nos envolvermos com o mistério de quem somos.”

Em sua carta endossando a indicação de Marcelo Gleiser para o Prêmio, Evan Thompson, professor de filosofia na Universidade de British Columbia no Canadá, observou: “Seus incansáveis esforços para trazer uma visão coesa, justa e inclusiva da humanidade e seu futuro estão avançando o florescimento humano, reunindo pessoas de diferentes culturas e origens religiosas em uma conversa global sobre a importância de ir além dos velhos estereótipos para celebrar a condição humana e nosso papel como guardiões planetários.”

UMA PRIMEIRA VEZ

“Esta é uma extraordinária ‘primeira vez’ para Dartmouth, e não poderíamos estar mais orgulhosos de Marcelo, cujo trabalho vai ao âmago do lugar da humanidade no cosmos e explora as maiores questões sobre a nossa existência”, disse o presidente de Dartmouth, Philip J. Hanlon.

“Este prêmio reconhece o seu lugar entre os cientistas, teólogos, escritores e outros que transformaram a maneira como vemos o mundo.”

Marcelo Gleiser nasceu no Rio de Janeiro em uma família influente na comunidade judaica e recebeu uma educação conservadora em escola hebraica. Ele começou a faculdade de Engenharia Química, mas logo mudou para a Física, formando-se bacharel pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1981. No ano seguinte, fez mestrado em física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e, em 1986, obteve seu doutorado em física teórica pelo King’s College de Londres.

Como pós-doutorando, escreveu uma série de artigos sobre as consequências cosmológicas de teorias com dimensões espaciais extras, conforme propostas por modelos de unificação, e um dos primeiros artigos examinando a teoria das supercordas em sua relação com o Big Bang. Logo, sua pesquisa se ramificou em aspectos de quebra de simetria, transições de fase e estabilidade de sistemas físicos, conceitos que influenciariam sua crítica posterior das chamadas “teorias de tudo”.

A CARREIRA

Aos 32 anos, Gleiser foi nomeado professor assistente de Física e Astronomia em Dartmouth e tornou-se professor titular em 1998, aos 39 anos. Durante esses anos ele se distanciou das teorias de unificação e expandiu suas visões científicas em um contexto cultural maior, resultando em seu primeiro livro “A Dança do Universo”. Concebido como um livro didático para cursos não-científicos em Dartmouth, essa exploração das raízes filosóficas e religiosas do pensamento científico e sua influência dos tempos antigos aos modernos marcou o aparecimento de Gleiser como um intelectual público.

Mais quatro livros em inglês e nove em português foram publicados, detalhando seu crescente ceticismo quanto à busca por encontrar a perfeição matemática na natureza e, ao invés disso, conclamando-nos à celebração da imperfeição, da assimetria e do desequilíbrio como poderes criativos conjuntos na natureza.

Ele se tornou um crítico da tendência de se fazerem pronunciamentos exagerados sobre assuntos incognoscíveis, por exemplo, a inevitabilidade da unificação das forças e a certeza sobre a física já ter resolvido a questão do início do universo. Além disso, ele cada vez mais rejeitou as alegações de outros cientistas que defendem a irrelevância da filosofia e da religião.

PROPRIEDADES DA MATÉRIA

A pesquisa de Gleiser foi se direcionando para a investigação de como as propriedades da matéria mudaram à medida que o universo evoluiu, e para as forças que contrabalançam a tendência de dissipação ou decaimento de um sistema. Em 1994 ele co-descobriu os “oscillons” – pequenos e persistentes “aglomerados” de energia feitos de muitas partículas – e ele continua examinando suas notáveis propriedades. Atualmente, ele usa a teoria da informação para explorar como a estabilidade de sistemas físicos – desde escalas subatômicas até astrofísicas – está codificada na complexidade de suas formas. Ele também voltou sua atenção para a origem da vida na Terra, em particular para o papel das assimetrias bioquímicas na formação inicial de polímeros, precursores de biomoléculas complexas, e se tornou uma voz influente na crescente comunidade da astrobiologia.

É AGNÓSTICO NÃO-ATEU

Ao mesmo tempo em que se descreve como agnóstico, ele também é um declarado não-ateu. “Eu vejo o ateísmo como sendo inconsistente com o método científico, pois é, essencialmente, a crença na descrença”, observou ele em uma entrevista em 2018 na Revista Scientific American. “Você pode não acreditar em Deus, mas afirmar com certeza sua inexistência não é cientificamente consistente.”

Em 2016, Gleiser fundou o ICE (Institute for Cross-Disciplinary Engagement) em Dartmouth para transformar e avançar o diálogo construtivo entre as ciências naturais e as humanidades na academia e na esfera pública, especialmente em questões fundamentais, onde reunir conhecimentos multidisciplinares é essencial. O Instituto, apoiado em parte por uma doação da John Templeton Foundation, patrocina diálogos e workshops em cidades dos Estados Unidos com cientistas, humanistas e líderes espirituais.

Marcelo Gleiser e sua esposa Kari Amber Gleiser, psicóloga especializada em trauma, são atletas de nível internacional em “corridas Espartanas” (Spartan races) – corridas de longas distâncias com obstáculos – e ultramaratonas, que ele descreve como integrações meditativas da mente e do corpo no vasto mundo da natureza. Eles moram com seus filhos em Hanover, New Hampshire, nos Estados Unidos.

Ele se junta a um grupo de 48 vencedores do Prêmio, incluindo Madre Teresa, que recebeu o prêmio inaugural em 1973, o Dalai Lama (2012) e o Arcebispo Desmond Tutu (2013). O Prêmio Templeton do ano passado foi concedido à Sua Majestade o Rei Abdullah II da Jordânia, por seus esforços a fim de promover um Islã de paz e por buscar a harmonia religiosa dentro do Islã e entre o Islã e outras religiões. O laureado de 2017 foi o filósofo americano Alvin Plantinga, cujos estudos tornaram o teísmo uma opção séria e válida dentro da academia. Os cientistas que receberam o prêmio em anos anteriores incluem Martin Rees (2011), John Barrow (2006), George Ellis (2004), Freeman Dyson (2000) e Paul Davies (1995).

Marcelo Gleiser receberá formalmente o Prêmio Templeton em uma cerimônia na cidade de Nova York na quarta-feira, 29 de maio.

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NOTAS DOS EDITORES

Mais informações biográficas sobre o Professor Marcelo Gleiser, um vídeo de Heather Templeton Dill anunciando e Marcelo Gleiser aceitando o Prêmio Templeton de 2019, fotografias e informações sobre os 48 laureados do Prêmio Templeton anteriores, estão disponíveis em http://www.templetonprize.org/.

Siga o Prêmio Templeton no Twitter usando @TempletonPrize e #TempletonPrize2019.


ESTILO DE VIDA:

O que é um trauma e como superá-lo?

Superando traumas?

É durante a infância e a adolescência que as pessoas são mais vulneráveis e ficam marcadas pelo que acontece com elas

Javier Fiz Pérez | Aleteia

Um trauma é uma ferida psíquica que algumas pessoas sofrem como consequência de um episódio ou um conjunto de episódios negativos em sua vida, o que as afeta de forma dramática, causando-lhes sofrimento e angústia emocional. Os traumas modificam sua personalidade e afetam sua atitude e seu comportamento futuro perante situações similares.

É importante esclarecer que o trauma, muitas vezes, é resultado daquilo que a pessoa percebeu, e não do fato em si, ou seja, do que realmente aconteceu. Por exemplo, uma pessoa sente que foi rejeitada e que não foi amada durante a infância, mas isso não significa que tenha sido realmente assim. No entanto, ao ter vivenciado essa experiência negativa como se fosse verdadeira, ela sofrerá as consequências que derivam de um trauma emocional.

QUEM PODE SOFRER UM TRAUMA E POR QUE

Um trauma pode acontecer em qualquer idade. No entanto, é na infância e na adolescência, momentos da vida em que se é mais vulnerável, que a pessoa fica marcada com mais força. Nessas etapas da vida ainda não se tem uma personalidade definida, e se tem pouca capacidade de resposta para fazer frente a acontecimentos que influem negativamente nas pessoas.

Há acontecimentos na infância que marcam para sempre e que deixam sequelas, dependendo, sobretudo, da gravidade do episódio e da frequência com que ocorreu.

COMO SUPERAR UM TRAUMA

Todas as pessoas, em qualquer idade, podem ficar traumatizadas por um evento negativo que lhe ocorra em um determinado momento. O importante é enfrentá-lo e não permitir que tal evento o afete durante toda a vida. Para isso, é aconselhável:

– ASSUMIR O PASSADO. A vida das pessoas está cheia de vivências e recordações, algumas agradáveis e outras tristes e dolorosas. O problema surge quando as recordações desagradáveis deixam rupturas, isto é, tais recordações se vivem com especial intensidade e causam uma profunda dor e angústia. É fundamental descobrir a origem desses temores para aprender a enfrentar o problema e assim poder solucioná-lo.

– CONTAR COM O APOIO DE AMIGOS E FAMILIARES. Em alguns casos concretos, pode-se encontrar apoio no nível social, segundo o tipo de trauma sofrido. As mulheres maltratadas ou vítimas de abuso sexual podem buscar apoio em centros sociais que tenham entre suas funções ajudar vítimas de violência de gênero ou de agressões sexuais.

– CONSULTAR UM PROFISSIONAL. Em determinadas ocasiões, não se tem clareza sobre a causa do trauma. O principal, neste caso, é descobrir a causa para compreender o porquê do problema e a partir daí implementar a solução. É aconselhável ir a um profissional para que, através de conversas ou mediante algum tipo de terapia, tenha-se ajuda para encontrar a origem do problema.

– SUPERAR O SENTIMENTO DE CULPA. Há pessoas que se sentem culpadas pelo evento que lhes causou o trauma. Elas consideram que poderiam tê-lo evitado ou que foram elas que provocaram a situação. Nesses casos, o primeiro passo é superar o sentimento de culpa. Deve-se ter claro que elas são vítimas e que não fizeram absolutamente nada para que aquilo acontecesse.

– MUDAR A CONDUTA. Isso consiste em modificar os pensamentos, sentimentos e emoções. Pois pode ser que a partir do evento traumático apareça uma série de condutas irracionais. O profissional ajuda a compreender a irracionalidade dessas condutas, desmontando essas ideias e ensinando a modificá-las ou a mudá-las por outras alternativas.

O apoio da família e a vida afetiva estável e serena são um dos meios mais eficazes para superar situações de conflito e trauma pessoal. O amor cura as feridas com uma eficácia maravilhosa.


AÇÕES DE GOVERNO:

Paraná vai implantar projeto federal de segurança pública

Governador Carlos Massa Ratinho Junior durante reunião com o secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theóphilo e o secretário estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária, general Luiz Felipe Carbonell (Foto: Rodrigo Félix Leal/ANPr)

O Estado foi um dos escolhidos para participar do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta. O governador Carlos Massa Ratinho Junior reuniu-se com o secretário nacional da Segurança Pública, Guilherme Theophilo, que fez uma breve apresentação do projeto.

O Paraná é um dos cinco estados brasileiros escolhidos pelo governo federal para participar do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta. O projeto-piloto, que está sendo desenvolvido pela Secretaria Nacional da Segurança Pública, visa reduzir crimes por meio de ações integradas entre as esferas estadual, federal e municipal. O governador Carlos Massa Ratinho Junior reuniu-se nesta terça-feira (19) com o secretário nacional da Segurança Pública, Guilherme Theophilo, que fez uma breve apresentação do projeto. O encontro ocorreu no Palácio Iguaçu, em Curitiba.

O governador disse que a segurança pública é uma das prioridades do Estado. “Nós estamos tomando uma série de medidas na área de segurança pública, e ter um representante nacional aqui nos ajuda a fazer com que todas as medidas que nós queremos implantar no Estado possam acontecer”, disse o governador. Ele falou, também, que vai criar junto com o governo federal uma política de fronteira nas regiões do Estado que fazem divisa com o Paraguai e a Argentina.

PROJETO

O projeto prevê diagnóstico de criminalidade, cooperação entre forças policiais, planejamento de força-tarefa com foco em redução de criminalidade e ações de segurança pública integradas com as áreas de saúde, educação, habitação, emprego, cultura, esporte e turismo. No Paraná, a iniciativa vai ser implantada inicialmente no município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A previsão do governo federal é que a iniciativa seja implantada em junho deste ano.

“O Governo do Paraná foi escolhido porque foi um dos que mais se interessou quando anunciamos o projeto”, disse Theophilo. “O diagnóstico local de segurança será feito junto com a Secretaria da Segurança Pública do Paraná para nos fornecer dados, que serão anunciados em breve. Depois disso será feito um reconhecimento do campo para estabelecer as metas e rumos que iremos tomar”, afirmou.

Além de São José dos Pinhais, no Paraná, as cidades de Ananindeua, no Pará, Goiânia, em Goiás, e Cariacica, no Espírito Santo, também vão participar. O quinto município será da região Nordeste do país, mas ainda não foi definido. A escolha das localidades foi baseada nas estatísticas criminais e nos índices de criminalidade de cada região. Após a fase inicial do projeto, ele será expandido para outros estados do Brasil.

COMBATE FUNDAMENTAL

O secretário de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell, disse que essa ligação do Estado com o Governo Federal no combate à criminalidade é fundamental em todas as áreas. “Certamente o Estado tem todo interesse em aceitar aqui esse projeto-piloto que vai nos ajudar, inclusive, a aprimorar as nossas estatísticas a respeito da criminalidade”, disse o secretário.

Carbonell reforçou também que o Governo do Estado tem uma excelente ligação com o Governo Federal. “Nós temos ligações antigas e bastante consolidadas com toda a área nacional da segurança pública e estamos aproveitando isso para podermos interagir cada vez mais”.