O Governo Central (Previdência Social, Banco Central e Tesouro Nacional) registrou em outubro superávit primário de R$ 11,3 bilhões. O valor mais do que dobrou ante o resultado de setembro, quando chegou a R$ 5,4 bilhões e foi bem maior do que o registrado em outubro de 2010, de R$ 7,8 bilhões.

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, o resultado de outubro é o segundo melhor para o mês, dentro da série histórica iniciada em 1997, e só perde para outubro de 2008.

Em outubro, o Tesouro Nacional contribuiu com superávit de R$ 12,7 bilhões para o resultado do Governo Central, enquanto a Previdência Social e o Banco Central apresentaram déficits de R$ 1,3 bilhão e R$ 72 milhões, respectivamente.

No acumulado do ano, o superávit do Governo Central chegou a R$ 86,6 bilhões, resultado superior em 23,1 bilhões ao apurada no mesmo período de 2010 (R$ 63,5 bilhões), informou o Tesouro Nacional. Com o resultado de outubro, o governo demonstra que está bem próximo de atingir a meta fiscal estabelecida para 2011, de R$ 91,8 bilhões.

No acumulado do ano, as despesas do Tesouro Nacional totalizaram 10,64% do Produto Interno Bruto (PIB) ante os 12,24% do PIB do mesmo período de 2010. Em termos nominais, houve uma queda de R$ 11,9 bilhões na mesma comparação. É importante lembrar que em 2010 o Tesouro teve uma despesa de R$ 42,9 bilhões relativos à capitalização da Petrobras, fato que não ocorreu em 2011.

Os dispêndios com a folha salarial tiveram redução de 0,8 ponto percentual em relação ao PIB no acumulado do ano em comparação ao mesmo período de 2010. Porém, em termos nominais, houve um aumento de R$ 12,3 bilhões.

Em 2011, os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tiveram um incremento de R$ 3,1 bilhões ou 17,7% a mais ante ao mesmo período de 2010. O déficit da Previdência Social, na mesma comparação, ficou em 1,08% do PIB. No mesmo período do ano passado, estava em 1,39% do PIB. Ou seja, caiu de R$ 41,9 bilhões para 36,3 bilhões.