A primeira reunião de trabalhos da CPI dos Cartões Corporativos se transformou em um embate entre governo e oposição, uma prévia da disputa política que promete nortear as investigações sobre o uso dos cartões pelo governo federal.

A primeira reunião de trabalhos da CPI dos Cartões Corporativos se transformou em um embate entre governo e oposição, uma prévia da disputa política que promete nortear as investigações sobre o uso dos cartões pelo governo federal.
A oposição apresentou uma série de requerimentos de convocações de ministros e ecônomos –funcionários da Presidência da República que usam os cartões corporativos para pagar despesas no Palácio do Planalto–, enquanto os governistas se esforçaram para tentar blindar autoridades federais nas apurações.
O deputado Silvio Costa (PMN-PE) chegou a bater boca com o senaor Demóstenes Torres (DEM-GO) ao criticar a disposição da oposição em aproximar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva das irregularidades no uso dos cartões. "Estão querendo até convocar a filha do presidente que nem cartão corporativo tem", disse Costa. Exaltado, o deputado não concedeu a palavra a Demóstenes, que reagiu: "Vossa Excelência nem sabe ler", criticou o democrata.
Ao final do bate-boca, Costa disse que o governo não vai permitir que a oposição use a CPI como "palco político" em ano eleitoral.
DEM e PSDB apresentaram requerimentos de convocação dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Jorge Hage (Controladoria Geral da União), Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional), Orlando Silva (Esportes) e Altemir Gregolin (Pesca), além da ex-ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial). Os três últimos são acusados de cometer abusos com os cartões corporativos.