Gleisi Hoffmann: não viajará

A assessora de imprensa da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) telefonou à coluna pedindo que retificasse noticiário registrado neste espaço, dias atrás: “A senadora não viajará à Índia, não tem qualquer agenda com a Brahma Kumaris”, explicou. Não há, reafirmou, qualquer projeto de meditação da senadora naquele país.

“Não há qualquer projeto de Gleisi realizar meditações com aquele grupo religioso”, frisou a fonte.

Para a jornalista que assessora a ex-chefe da Casa Civil, “a nota publicada acabou prejudicando a senadora, especialmente no interior.

O porquê do “interior do Estado” mencionado, não explicou.

A senadora merece minha admiração (foi personagem do meu livro Vozes do Paraná 3). A retificação está feita.

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FRANCESCO ESTÁ INCONFORMADO COM MORO

 

Sérgio Moro (JF Diorio/Estadão)

Na newsletter da JusBrasil, Wagner Francesco, acadêmico de Direito e Teólogo (estuda Marx e a Teologia da Libertação), escreve, inconformado, sobre a premiação dada pelo jornal O GLOBO ao juiz Sergio Moro, que o apontou como a grande personalidade brasileira de hoje. Opina, depois de ver Sérgio Moro em capa de revista, em função da premiação citada, que aparecer na mídia não deve ser papel de juiz. Para ele, Moro não deveria ter aceito a homenagem, deduz-se.

Estranho é que o dito teólogo não aborda a questão da roubalheira dos petrodólares e o papel saneador que Morro exerce, para o bem do país, expondo figurões e seus possíveis crimes. Gente com o deputado Eduardo Cunha e o senador Renan Calheiros (PMDB) e toda a malta de dilapidadores do dinheiro público enclausurada em empreiteiras.

O olhar de Francesco é direcionado a desmerecer Moro, tudo indica.

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UM NOBEL AQUI

 

O criador mundial do programa de microcrédito e Prêmio Nobel da Paz (2006), Muhammad Yunus, natural de Banglash, ganhará o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Paraná. Programação da entrega da honraria no dia 3, no Guairão; no dia seguinte, no mesmo espaço, uma conferência de Yunus sobre o tema microcrédito.

A realização é iniciativa do Núcleo do Terceiro Setor da UFPR. No fundo, parte do trabalho se deve a Natália Romano Leite de Castro (neta de Leonida e Dante Romanó, filha de Nadiesda Romanó).

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HUMOR CURITIBANO DE SUCESSO

 

Sucesso de público, que surgiu com seu canal de vídeos no Youtube, fazendo humor com o sotaque e as expressões de vocabulário curitibanos, o espetáculo de humor “Tesão Piá 2!” já esgotou uma apresentação no Teatro Regina Vogue e abriu sessão extra no dia 30 de março, às 20h20, como parte da mostra Fringe do 24° Festival de Curitiba.

O elenco do coletivo curitibano também está presente na programação em outras peças procuradas. É o caso de “Adão Sem Eva, Problemas no Paraíso”, que participa do Festival pelo quinto ano, com apresentações quase esgotadas. Além das duas peças, o ator e comediante Cadu Scheffer está ainda no elenco de “Garagem do Rock”, e leva ao Teatro Regina Vogue seu novo show de stand-up, “Agrotóxico, A Comédia”.

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FAGNER ZADRA DE VOLTA AOS PALCOS

O comediante Fagner Zadra volta aos palcos com seu show “Rizadra – Sit Down Comedy” no Canal da Música, em que apresenta situações do seu dia a dia como cadeirante e dá vida a personagens.

O ator se recupera de um acidente sofrido na festa de abertura do ano passado do Festival de Curitiba, que o deixou sem o movimento das pernas.

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OS OLHEIROS DA GLOBO

Central Globo de Produções, no Rio de Janeiro, está enviando 8 olheiros para o Festival de Curitiba. O objetivo: achar talentos – entre as aproximadamente 400 peças da Mostra e do Fringe – que possam brilhar na tela da loura platinada.

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RAÇÕES

 

Tem importância mundial a Mars, fabricante de ração que começa a erguer sua unidade em Ponta Grossa: está entre as maiores empresas de alimentos do mundo e é líder mundial em Petcare, balas e gomas de mascar e divide a liderança mundial de chocolate. Presente em 74 países, a multinacional tem um faturamento anual em torno de US$ 40 bilhões e mais de 80 mil funcionários em todo mundo.

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RENÚNCIA FISCAL

 

Secretários Silvio Barros e Paulino Viapiana: cultura

O secretário do Planejamento Silvio Barros, o secretário da Cultura Paulino Viapiana, o diretor-geral do Planejamento, Marlos de Almeida e representantes das secretarias do Trabalho e Desenvolvimento Social, do Esporte e do Turismo e da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos participaram de uma reunião na quinta-feira para falar sobre captação de recursos por meio de renúncia fiscal. No encontro, diretores do Instituto Cultural Ingá (ICI), uma associação sem fins lucrativos que viabiliza projetos e busca recursos para ações culturais desenvolvidas na região de Maringá, falaram sobre uma possível cooperação com o governo no sentido de ajudar o Estado a elaborar projetos e captar recursos junto a empresas de forma integrada para as diversas áreas.

RENÚNCIA FISCAL (2)

De acordo com o chefe da pasta de Planejamento, o objetivo é beneficiar as secretarias com a experiência da entidade, que aumentou em 66% a captação de recursos por renúncia fiscal em Maringá desde que foi criada. “Quanto mais bem preparados nessa área, mais sucesso teremos. Temos grandes empresas no Paraná que ainda não apoiam projetos por meio de renúncia fiscal. Uma empresa que concorda em aplicar renúncia fiscal na cultura provavelmente faria isso na área social e no esporte também”, disse.

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HOMENAGEM A ARI ZUGMAN

 

Ester Proveller, Ari Zugman (centro) e Waldemir Kürten

Durante jantar festivo realizado na semana, em Curitiba, a Loja Chaim Weizman, da B’nai B’rith do Paraná, prestou homenagem a seu irmão Ari Zugman por seu trabalho e dedicação à comunidade, bem como sua atuação como Presidente da Federação Israelita do Paraná. Zugman recebeu uma placa de prata das mãos da presidente da B’nai B’rith do Paraná, Ester Proveller e do vice-presidente Waldemir Kürten.

Falando na ocasião, Ester Proveller disse que o homenageado, ao longo dos anos tem se destacado não só na B’nai B’rith e na Federação Israelita do Paraná, mas também “em praticamente todas as instituições da comunidade em que ele participado com trabalho e colaboração, um exemplo para todos”.

Zugman agradeceu, dizendo: tem dedicado “boa parte de seu tempo e de seus esforços ao trabalho comunitário porque se sente bem fazendo isso”.

Participaram do jantar além dos membros-irmãos da Loja Chaim Weizman da BB, familiares de Ari Zugman e convidados.

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OPINIÃO DE VALOR

NÃO FOSSE ISSO E ERA MENOS — NÃO FOSSE TANTO E ERA QUASE

 

Por Jandique de Araújo

Fiquei chocado, quase tive “uns ataques”, ao ler o texto “Ensaio sobre a vaidade”, publicado neste espaço dia 19 de março. O autor, Emiliano N. Ferreira, entrou em cena sugerindo comentar o livro “Mais laiquis”, de Marcio Renato dos Santos. Mas, na realidade, Ferreira optou por fazer reparos no texto que escrevi, “Contemporâneo, divertido e arrebatador” — conteúdo veiculado neste mesmo espaço no último dia 17.

Emiliano N. Ferreira afirmou que não compreendi a proposta do escritor Marcio Renato dos Santos, pelo fato de eu afirmar que “Mais laiquis” trata, literariamente, do sucesso e do fracasso. Na avaliação de Ferreira, o referido livro teria como foco a vaidade humana. Pergunto: o “tema” sucesso não apresenta pontos de contato com o “tema” vaidade? Ou, então: a vaidade não diz respeito ao sucesso/fracasso? Considero que “Mais laiquis” problematiza a questão humana o que, em alguma medida, inclui sucesso e vaidade, entre outros assuntos.

“Mais laiquis” apresenta complexidade, e profundidade sobre o ser humano, e possibilita outras leituras, e não apenas o que encontrei, além de viabilizar muito mais reflexões do que aquilo que foi enunciado por Emiliano N. Ferreira.

Após ler e reler o artigo “Ensaio sobre a vaidade”, chego à conclusão de que, no fundo, vaidoso, mesmo, é o senhor Emiliano N. Ferreira. Mais que isso. Ele é presunçoso. Ou mais: é pernóstico. Ferreira afirma que me equivoquei ao dizer que o texto literário de Marcio Renato dos Santos é enxuto e ágil. Para Ferreira, “texto literário que não é enxuto e ágil, em 2015, não é texto nem literatura — todo escritor tem a obrigação de apresentar um texto compreensível, fluente e sem gorduras.” Tal afirmação é um equívoco. Nenhum escritor é obrigado a nada, muito menos a apresentar texto compreensível, fluente e sem gorduras. O prosador, se quiser, pode escrever um texto denso e até “difícil de ler” e, nem por isso, será — necessariamente — pior ou melhor do que aquele que pratica um “texto liso”.

Emiliano N. Ferreira chegou ao cúmulo de me chamar de vaidoso e superficial. O comentarista afirma, mas não prova o que diz. Blefa. Não vou me rebaixar e entrar no jogo dele. Ao contrário, considero este texto um ponto final na discussão. Não responderei a nenhum ataque. Se for caluniado ou difamado, serei obrigado a procurar assessoramento jurídico.

Lamento que a minha atitude, ter escrito e publicado uma análise literária, tenha gerado uma reação desmedida por parte de uma pessoa que não apresenta compostura para o debate intelectual.

Antes de encerrar, ressalto que, para mim, o que interessa é afirmar que “Mais laiquis”, livro de contos de Marcio Renato dos Santos, traz uma discussão relevante a respeito da psicologia humana no século 21, onde as relações sociais estão, em tese, “ancoradas” nas redes sociais. O autor não cita aleatoriamente Facebook e curtidas em postagens. Ele se apropriada disso com a finalidade de mostrar a ascensão e a queda do humano contemporâneo, contextualmente, em um ambiente quase 100% digital — e faz isso de uma maneira inusitada, seduzindo o leitor a partir de uma linguagem elaborada e com humor — elemento que Emiliano N. Ferreira não demonstra saber o que é.

Era isso.

SERVIÇO:

“Mais Laiquis”, livro de contos de Marcio Renato dos Santos. Publicada pela Tulipas Negras, a obra tem 80 páginas, custa R$ 40 e o ISBN é o 978-85-917171-1-8. Lançamento dia 8 de abril, quarta-feira, a partir das 18h25, no Museu Guido Viaro (Rua XV de Novembro, 1.348, Curitiba – Paraná).