Presidentes dos três Poderes da República reúnem-se nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, para o lançamento da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública.

Presidentes dos três Poderes da República reúnem-se nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, para o lançamento da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, destinada a integrar a sociedade civil e o poder público na fixação de um novo paradigma de combate à violência.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, não será uma das autoridades presentes à solenidade mais otimistas com o êxito dessa iniciativa.

“O desafio da segurança pública no Brasil é tão grande que faz com que tenhamos dúvida sobre qualquer ação ou mecanismo que seja posto em prática para discutir novas estratégias de combate à violência.

Reconheço que uma conferência como essa reacende a esperança de que possamos, pelo menos, ter novas idéias de soluções voltadas para esse contexto dramático da segurança pública no país. Mas não sou otimista”.

Lembrando que a insegurança está, hoje, entre as três maiores preocupações do povo brasileiro, Garibaldi observou que, mesmo nas menores unidades da federação, a violência ganha, cada dia, mais espaço.

“Por mais que os estados menores apresentem um quadro menos aterrador de violência, eles já estão sendo invadidos por essa onda de insegurança”, disse o presidente do Senado, por telefone.

Coordenada pelo Ministério da Justiça, a Conferência Nacional de Segurança Pública tem por propósito envolver a sociedade e o poder público na construção de uma política duradoura e efetivamente capaz de reduzir a violência nas ruas.

A etapa conclusiva, em âmbito nacional, dessa conferência será em agosto de 2009. Até lá, o governo pretende fazer essa discussão ampliar-se por todo o país, mediante debates e seminários temáticos.

A idéia que move o governo nesse empreendimento é fazer a sociedade mobilizar-se e contribuir com idéias, mediante todos os meios disponíveis, amparada na compreensão de que a segurança é um direito fundamental do cidadão.