O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), minimizou nesta quinta-feira as denúncias contra o empresário Fernando Sarney.

O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), minimizou nesta quinta-feira as denúncias contra o empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney (PMDB-AP), que disputa o comando da Casa. Garibaldi disse não acreditar que as acusações de tráfico de influência, evasão de divisas e lavagem de dinheiro contra o filho do senador possam abalar a sua candidatura.

"Eu creio que o presidente Sarney vai saber esclarecer tudo isso. São assuntos que dizem respeito a ele e à sua família. O senador vai explicar tudo isso", disse.

O filho de Sarney é citado em inquérito que apura suposto uso de caixa dois na campanha da senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) ao governo do Estado, em 2006. Fernando Sarney é empresário e administra os negócios da família no Maranhão.

O peemedebista descarta a possibilidade do colega de partido desistir da disputa pelo comando do Senado –embora nos bastidores torça para que Sarney saia do páreo, o que reabriria a possibilidade de disputara reeleição.

Garibaldi vai formalizar a desistência de sua candidatura na próxima quarta-feira, durante almoço da bancada do PMDB no Senado. Na ocasião, Sarney também pretende lançar oficialmente a sua candidatura, o que provocou o recuo do atual presidente da Casa.

Garibaldi argumenta que desistiu da corrida pela presidência do Senado porque sua candidatura poderia sofrer questionamentos na Justiça. O regimento da Casa não permite que o presidente dispute a reeleição na mesma legislatura, mas Garibaldi sustenta que ocupou apenas um "mandato tampão" ao substituir o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo.

Com a decisão de Sarney concorrer à presidência, Garibaldi foi forçado a deixar a disputa. Além dos eventuais questionamentos jurídicos, o nome de Sarney tem mais força na Casa para conquistar apoio de diversas legendas –tanto da base aliada governista quanto da oposição.

Encontro
Garibaldi se reuniu nesta quinta-feira com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, para agradecer o apoio do Poder Judiciário aos seus trabalhos no período em que esteve no cargo. O peemedebista disse que não discutiu com Mendes as eventuais restrições jurídicas à sua candidatura. "Foi uma visita de despedida", encerrou.