Gaeco na praia

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu, nesta terça-feira (17), sete mandados de busca e operação em uma operação que investiga supostas fraudes na licitação do lixo realizada pela Prefeitura de Guaratuba.

Os mandados foram cumpridos na sede Prefeitura de Guaratuba, no litoral do Paraná, na casa do prefeito Roberto Justus (DEM), e também na sede da empresa responsável pela coleta de lixo em Curitiba.

O Gaeco apreendeu documentos, computadores, pendrives, arquivos eletrônicos, celulares e outros possíveis elementos de prova. Por meio de nota, a Prefeitura de Guaratuba disse que está colaborando com as investigações, dando acesso a todos os documentos e informações que forem necessários a respeito da licitação para contratação de empresa de coleta e destinação do lixo. O município informou que seguiu todos os trâmites legais e que a licitação foi analisada pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná. A prefeitura finalizou que vai comprovar a lisura de todo o processo licitatório.

Farda bilionária

Enquanto o país acompanha – e se assusta – com o custo futuro dos militares depois da reforma da aposentadoria, este ano o pessoal da farda (ativos, reserva, reforma e pensionistas) custará aos cofres públicos R$ 72,7 bilhões. No total (685,1 mil), são R$ 26,7 bilhões para ativos (368,6 mil) e 317 mil dividiram R$ 460 bilhões entre reserva e reforma e pensionistas (63,27%). Ou seja: uma relação de 0,50 ativos para 1,00 inativo, com distorção causada pelas filhas de militares, anomalia econômica, cujos efeitos financeiros só ocorrerão em 2036.

Seu melhor motivo

Há uma campanha varrendo os celulares, à base de WhatsApp, com o título “Rio de Janeiro – ser melhor motivo”. Resolve dizer que a cidade é um paraíso e enumera alguns roteiros para turistas. Por trás, um grupo de agências de turismo. Esqueceram-se de catalogar avalanches, deslizamentos, roubos de celulares, arrastões nas praias, tiros perdidos, restaurantes caros e – com muito justiça – o poder dividido entre Marcelo Crivella e Wilson Witzel, impossíveis de figurar em qualquer roteiro do mundo.

 

Outros tempos

Nas redes sociais, circula trecho de um dos melhores capítulos da série Bill Cosby Show que, durante décadas, encantou milhões de pessoas até descobrirem que o protagonista era chegado a assédio sexual considerado “predador violento” pela justiça. Expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, Cosby cumpre dez anos de prisão. O trecho exibido era considerado “antológico”: ele na função de um médico discutia com uma menininha como era o processo da gravidez.

 

Melhor digital

Orestes Quércia tinha um hábito sagrado: enviar cartões de Natal todos os finais de ano aos amigos, conhecidos e, dependendo, até inimigos. Alaíde, sua viúva, durante muito tempo manteve a tradição. Este ano, contudo, aderiu ao digital: mais rápido, mais barato, até com animações em caráter pessoal. Nada de especificar a origem: dispensa a retribuição e evita pedidos de dinheiro.

 

Não sabe

Quando resolveu investir contra Paulo Freire chamando-o, depois de morto de “energúmeno”, Jair Bolsonaro não sabia – o que não chega ser surpresa – o que dizia, especialmente quando considerava o educador “comunista”. Freire era um cristão humanista, indicado ao Prêmio Nobel da Paz e recebeu 34 títulos de doutor honoris causa no Brasil e lá fora. Nunca defendeu educação partidária: queria que os alunos discutissem seus problemas na escola.

 

Fake news

O Brasil atingiu o menor indicador no índice de risco, em torno de 100 pontos, indicador denominado EMBI. Mentira – e oficial: o Brasil é classificado pelo indicador citado segundo o índice de 218 pontos, nesses dias, segundo o J.P Morgan. A mínima histórica continua sendo de 139 pontos em 2007. O Financial Times foi o primeiro lá fora a denunciar a mentira que, à propósito, até agora não foi retificada.

 

De férias também

O início do ano parece ser a época do ano favorita para os ministros tirarem férias. Paulo Guedes, da Economia ficará uma semana (de 2 a 10 de janeiro) de descanso, prontamente autorizado pelo presidente Jair Bolsonaro e já publicado no Diário Oficial da União.

 

Bicicleta

Defendendo, de novo, a quebra do monopólio dos distribuidores de combustíveis para reduzir o preço final para o consumidor na bomba, Jair Bolsonaro volta a aplicar uma bicicleta que serve ao ministro Paulo Guedes, que defende argumentos dos distribuidores. Em maio, o presidente defendeu venda direta de etanol nos postos, mas o ministro da Economia fingiu que não era com ele. Empresários de distribuição de combustíveis adquiriram na “agência reguladora de petróleo”, a ANP, o cartório que os converteu em milionários. E só atravessam, agregam seus custos (ou melhor, seus lucros) e elevam os preços.

 

Nem uma, nem outra

Tanto Agatha Moreira como Paolla Oliveira, que não levaram o troféu do Domingão do Faustão na categoria de “melhor atriz coadjuvante”, sentiram uma certa “intervenção” superior para que nenhuma ficasse irritada com a outra quando o prêmio saiu para Fabíula Nascimento. As outras duas se sente injustiçadas – e com razão. E olha que o Troféu Domingão não é nenhum Oscar, nem nada.

 

Metralhadora giratória

A delação que está sendo arquitetada pelo ex-governador Sérgio Cabral, condenado a 267 anos, para ver se consegue sair da prisão antes de morrer, não poupará ninguém a começar por Adriana Ancelmo, sua mulher, que arrumou novo namorado. Na lista tem auxiliares diretos, os ex-presidentes Lula e Dilma, o ex-prefeito Eduardo Paes, o ex-governador Luiz Fernando Pezão, ex-secretário de Estado, doleiros, joalheiros, tudo isso só para começo de conversa, que já tira o sono de muita gente.

 

Eu decido

O presidente Jair Bolsonaro falou que não negociou nada sobre o Fundo Eleitoral e negou que vetaria o aumento. “Quando chegar à minha mesa, eu decido. Não negociei nada. Não procede a informação de que eu teria negociado R$ 2,5 bilhões”.

 

Missão

Futuros integrantes do Aliança pelo Brasil, partido do clã Bolsonaro, definiram qual melhor estratégia para coletar as 492 mil assinaturas necessárias para criação oficial do partido.  Só que tudo ficará para o ano que vem, porque ninguém quer se envolver nas festas do final do ano. Uma das possíveis possibilidades é convocação numa certa data, em vários estados que seria feita através das redes sociais do presidente Bolsonaro e de todos envolvidos. Se conseguirem, 10% dos seguidores do chefe do Governo no Twitter já serão o suficiente. Bolsonaro tem 5,6 milhões de seguidores só nessa rede social.

 

Empate técnico

O ano de 2019 não deixará saudades só por conta dos enlouquecidos donos do poder, mas especialmente pelo volume de desempregados e miseráveis que sobrevivem com US$ 1,9 por dia. separadamente (os integrantes se misturam claro), cada bloco equivaleria a 6,5% da população brasileira. O número de miseráveis é recordista na história do país: significa que cada família reparte uma banana ou menos do que isso por dia e, no dia seguinte, a casca. Na mais famosa avenida de São Paulo, a Paulista, o ano encerra com um miserável dormindo na calçada a cada 100 metros em média (levantamento da prefeitura da cidade).

 

Ponto a favor

Depois de uma passagem pela Bandeirantes, o historiador Marco Antonio Villa caba de volta ao Jornal da Manhã, na Jovem Pan, que vinha perdendo audiência desde sua saída. Ele garante que continuará o mesmo: não tem por hábito vender “sua alma” (desabafo dele mesmo, nesses dias).

 

Com medo

Na lista dos conhecidos que temem a língua de Sérgio Cabral em sua possível delação premiada formam, entre tantos, também os empresários Eike Batista e Fernando Cavendish e, de quebra, Carlos Arthur Nuzman, ex-Comitê Olímpico Brasileiro. A propósito de Nuzman: com todos seus bens e contas bancárias bloqueadas, ele tem sobrevivido às custas de pequenos empréstimos de amigos chegados. Até sua ex-mulher, Márcia Peltier, teria colaborado.

 

Candidato 2022

Fernando Haddad continua não querendo sair candidato à prefeitura de São Paulo: que se candidatar ao Planalto em 2022. Lula contudo, tem um nome-extra no bolso: Jaques Wagner. Ele não quer saber de prefeitura o ano que vem, quer disputar o governo da Bahia, com grandes chances, em 2022. Nada de Planalto, não.

 

Penúria

Eduardo Leite, governador do Rio Grande do sul, quer obter do ministro Paulo Guedes um repasse da União de R$ 2 bilhões, que seria uma antecipação de recursos da futura privatização da distribuição de energia CEEE, que acontecerá no ano que vem. Essa especial “securitização” se daria dentro do acordo para o refinanciamento da dívida gaúcha com a União. O complicado é que o estado parou de pagar o governo federal.

 

Solidário

Nos bastidores do PSDB, o governador João Doria faz questão de comentar e até de se mostrar compungido com a situação do Rio Grande do Sul. Sempre que pode, comenta a saia justa de Eduardo Leite que, quem diria, virou seu quase concorrente dentro do partido para a disputa do Planalto em 2022. Mais: Doria sabe que andou perdendo terreno por conta da briga com Bolsonaro, mas aposta que o presidente não carregará Paulo Skaf no colo em 2022 para as eleições governamentais.

 

Frigideira

O ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, que já faturava no passado sua imagem de astronauta em pontos turísticos e até em feiras da Flórida, sabe que seu nome já está escrito na lista de candidatos à frigideira de Bolsonaro. Certamente ainda comerá o peru de Natal, mas, muito provavelmente, não sambará de alegria no Carnaval.

 

Mais um

Também atual vice Hamilton Mourão vê o ministro Sérgio Moro na vice de Bolsonaro em 2022, como o general Luiz Eduardo Ramos. Não vê vergonha caso o presidente queira trocar de vice para concorrer a um segundo mandato. Mourão, geralmente, é aberto no que fala; desta vez, inspira uma certa suspeição.

 

Tesouro

O ministro da Educação, Abraham Weintraub sabe que seu nome está muito próximo da porta de saída do governo, só que enquanto não sai continua trabalhando. Há dias, mandou fazer um levantamento do patrimônio do MEC. E no subsolo encontraram um cofre com sete moedas de ouro e 12 de prata. Há quem garanta que estavam reservadas no passado para confecção de medalhas.

 

Irresponsabilidade

Irresponsabilidade foi a palavra que Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, usou para descrever a atitude de Dias Toffoli, presidente do Supremo, que classificou a operação como destruidora de empresas. Especialistas acreditam de Dallagnol pegou leve para não criar atrito com Toffoli e gerar outra crise.

 

Menos

Com a nova lei do FGTS, que eleva o volume de saque imediato de R$ 500 para R$ 998, a liquidez do fundo deverá baixar dos previstos R$ 120 bilhões para cerca de R$ 89 bilhões em 2020. É o número avaliado pelo Conselho Curador do FGTS. Ou seja: mais dinheiro para as famílias e menos para investimentos de infraestrutura, casa própria e outros destinos do FGTS.

 

Big business

O Boticário conversa com duas grandes gestoras internacionais em busca de um parceiro para compra dos ativos da francesa Coty no Brasil. negócio estimado em mais de US$ 8 bilhões, perto de R$ 33 bilhões.

 

Contra petroleiros

Além da Petrobras, a Advocacia-Geral da União vai recorrer a decisão do TST que livrou a Federação Unida dos Petroleiros e sindicatos filiados de pagaram multas de R$ 32 milhões. Referem-se a paralisação dos trabalhadores da estatal entre 25 e 29 de novembro, consideradas indevidas pela companhia. A União fica de camarote.

 

Campanha

Nas redes sociais roda uma campanha que compara gastos com comida para presidiários com lanche de alunos do ensino básico em escolinhas federais: os primeiros consomem café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, com prato principal e sobremesa; a garotada tem de se contentar com uma bolacha e suquinho em caixa.

 

Interpretação

O presidente Jair Bolsonaro usou mais uma vez o Twitter para criticar os governos da Venezuela e da Argentina. O Capitão disse que o aumento da violência em Roraima está diretamente relacionado como crise na Venezuela por fazer fronteira com o estado. E de uma mesma forma, também fez ligação com a crise dos estados do Sul do país que fazem fronteira com a Argentina. Ao ser perguntado se realmente acredita que a crise nestes estados está relacionada com as fronteiras, ele respondeu: “Interpretação de texto”. E ninguém entendeu nada.

 

De volta

O jornalista José Roberto Burnier se afastou por cinco meses da TV para tratar um câncer na língua. Curado já celebra seu retorno à TV. O apresentador reassume o posto do GloboNews Em Ponto no dia 6 de janeiro de 2020. E fala da experiência, onde sempre acreditou que se curaria e confiou plenamente nos médicos. “Está aí uma coisa: minha experiência de cobrir tanto isso ajudou muito. Eu não fiquei pensando em morte em momento nenhum. Eu não li nada, eu não procurei nada na internet sobre o meu tumor”.

 Frases

 “Bolsonaro tem medo de ser esquecido se não disser um absurdo por dia.”

Paulo Coelho