Penitenciária Piraquara I: muito exposta à bandidagem

A boa nova pode estar chegando ao complexo Penitenciário de Piraquara, com o começo da entrega, na quarta, 12, de armas mais modernas à guarnição da Polícia Militar do Paraná que vigia as seis penitenciárias daquela área.

A medida veio depois da invasão na madrugada, de terça-feira, pelo PCC, da Penitenciária Piraquara I, quando foram explodidos dois muros e uma parede para a libertação de prisioneiros. O alvo era liberação de cabeças do PCC. Só um dos líderes fugiu.

As novas armas são fuzis 556, fabricados pela CBC, com trinta munições. Esses fuzis substituem os antigos 762, com apenas 5 munições, originários da II Guerra Mundial, e que se mostraram impotentes para fazer frente ao armamento moderno e de alto calibre do PCC.

PRESÍDIO VULNERÁVEIS

Os presídios brasileiros estão vulneráveis a ações do crime organizado, ou as invasões do de João Pessoa, Paraíba, e da Penitenciária Piraquara 1– na madrugada de terça-feira -, foram episódios que não tendem a se repetir?

Nesta quinta, 13, fui buscar a opinião, e respostas, ouvindo um oficial da PMEP, com alto nível acadêmico de especialização em segurança pública. Por motivos óbvios, deixo de citar o seu nome e o posto. Seu relato é precioso: mostra o raquítico esquema de guarnição do complexo em que vivem pelo menos 4 mil prisioneiros.

DEMOROU MUITO

Para esse oficial, “o que aconteceu aqui em Piraquara até demorou para ocorrer”, diz lembrando que na madrugada da invasão e explosão de dois muros e uma parede do presídio pelo PCC para libertar seus asseclas, a guarnição da Polícia Militar (PMEP) estava com suas cinco viaturas paradas, quebradas e sem perspectiva de conserto a curto prazo.

PEDIDO DE SOCORRO

“Parece que a situação não ficou mais caótica porque os policiais, na segunda-feira, haviam pedido, por empréstimo, uma viatura da escolta da PMEP (que transporta prisioneiros).

O fuzil 556: armas novas

O oficial admite que viaturas quebradas têm sido constantes a impedir um correto desempenho da guarnição da Polícia Militar. E mais disse: de cerca de 20 guaritas da PMEP, que circundam os seis presídios do complexo penitenciário, apenas sete estão ativas. As demais estão fechadas, há tempo, sem explicação para tanto.

POUCOS POLICIAIS

Tanto quanto a falta de armamento moderno, para fazer frente às armas de última geração da bandidagem, a guarnição da PMEP em Piraquara é considerada “muito modesta e vulnerável a surpresas como a ocorrida”, explica o policial.

Ele garante ser inadmissível que apenas 4 equipes de PMEPs – cada equipe com 20 elementos -, atuando em sistema de revezamento, tenha de dar conta da segurança dos seis presídios que compõem o complexo penitenciário.

PODIA TER SIDO PIOR

De qualquer forma, como as informações da área e sobre o ocorrido são homeopáticas, com quase nunca de cunho oficial, o PM oficial ouvido “comemorou”, garantindo que “as coisas poderiam ter sido piores”.

Explica que “apenas um cabeça, ou liderança, do PCC foi liberado pelos invasores”. Os 29 restantes, que escaparam serrando os cadeados das celas, não eram “cabeças” do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em tom que pode parecer profético, mas reflete apenas amplo conhecimento de causa do informante, o oficial da PMEP admitiu:

“Sim, o crime organizado pode tomar facilmente os presídios de Piraquara. Se ou quando isso pode acontecer, só a bandidagem sabe. Mas há um térreo fértil para que isso ocorra de novo”. No Brasil, em geral, os presídios também são mal guarnecidos”.


Antonio Claret de Rezende, o cavalheiro que parte

No meio desta tarde de 13, o Eliseu Tisatto e o Odailson Spada me informam que Antonio Claret de Rezende morreu.

O jornalista Antônio Claret de Rezende e sua esposa Tereza Rezende, com Aroldo Murá G. Haygert (Foto de Annelize Tozetto)

A minha certeza é de que a cidade perdeu um de seus últimos cavalheiros, um “gentleman” na acepção da palavra; eu, um amigo, cultivado há anos, de pouca convivência comum, mas marcada por dezenas de anos de laços sólidos, especialmente em torno de ideais e objetivos de trabalho bem definidos. Tínhamos laços fortes, ampliados pela exemplar Tereza, de quem me tornei amigo, a qual gerou, com Claret, uma família exemplar.

Essa família, que não se replicará com facilidade, foi montada a partir do concreto-simbólico da discrição mineira e da sobriedade nipônica, marcas com as quais sempre os identifiquei.

Eles fizeram o par perfeito, irretocável retrato de a quanto pode ir o ser humano quando encontra sua outra metade.

Foi sob essa ótica que encontrei Claret e Tereza pela última vez, em 25 de junho, quando eles foram me cumprimentar pelo lançamento do volume 10 do livro Vozes do Paraná. Tivemos conversa rápida, havia que atender a muitos. Eles entenderam, sem protocolos, coisa de amigos.

O que me importou foi a presença do casal. O bom papo ficaria para o “mais adiante”. O depois acabou não acontecendo.

OLHAR PROFUNDO

Boa parte de grandes momentos de Claret – assim nós, os jornalistas, nos habituamos a chamá-lo -, eu registrei em meu livro Vozes do Paraná, Retratos de Paranaenses.

No entanto, nunca fiquei satisfeito com o perfil que tracei desse mineiro paradigmático, profissional da comunicação iniciado na profissão em tempos áureos de um jornalismo quase heroico, como o então praticado na antiga Folha de Londrina, jornal que foi uma das melhores bússolas do Norte do Paraná sob o comando de Milanês.

O olhar profundo de Claret, atrás das grossas lentes, parecia remetê-lo às Alterosas, às serras sem fim, às prosas acolhidas e ampliadas nos serões familiares, ao abrigo de casarões históricos e ruas cobertas de “pés de moleque”, daquela gente que tem na alma a sabedoria do silêncio e o compromisso de suas convicções.

NOME DE SANTO

As certezas de Claret estavam marcadas a partir do nome, homenagem a Santo Antonio Maria Claret, dos padres claretianos, a congregação católica a que o bom amigo pertenceu, por anos a fio, a caminho do sacerdócio.

Publiquei foto de Claret de batina, no seminário, como aluno de Filosofia, da qual depois se despediria para viver o matrimônio, outra dimensão do seu catolicismo seguro e fonte de vida.

Como só acontece quando prezamos a alma que parte, fico entre perplexo e inquieto a me perguntar porque não extrai um pouco mais daquela sabedoria de um Brasil que vai desaparecendo, tragado pelas tecnologias da web e assemelhadas. E que vivia exuberante, discreta ao mesmo tempo, mas absolutamente fértil no cavalheiro Antonio Claret de Rezende.


CANDIDATURAS (1):

Ratinho promete apoio a hospitais filantrópicos

Em reunião com a FEMIPA, Ratinho Jr promete “parceria profunda” com hospitais filantrópicos

O candidato ao governo do Paraná, Ratinho Junior, participou de um encontro com representantes da Federação das Santas Casas de Misericórdia (FEMIPA), na tarde de terça-feira, 11, em Curitiba. A Federação reúne hospitais filantrópicos do Paraná, que são parceiros do governo do Estado, e é responsável por 50% dos atendimentos dos hospitais do Paraná e de 70% dos atendimentos de alta complexidade.

AS SANTAS CASAS

Ratinho Junior reforçou o papel importante e fundamental que as Santas Casas e os hospitais filantrópicos têm para a saúde do Estado. “O Paraná conseguiu avançar com parcerias. No meu plano de governo, temos diversas políticas públicas para a saúde e pretendo manter o que é bom e corrigir o que é preciso ser corrigido”.

FORTALECER UBS

Entre as propostas apresentadas pelo candidato estão o fortalecimento do atendimento nas unidades básicas de saúde, a qualificação do atendimento e dar apoio aos municípios por meio de consórcios. “Queremos ampliar parcerias com hospitais filantrópicos, especialmente no que se refere ao custeio e a ampliação e oferta de cirurgias eletivas. Além disso, pretendemos potencializar os centros de especialidades”, afirmou Ratinho Junior.


“Giapponese” é cozinha ítalo-japonesa, uma novidade

Rafael Hidaka tem uma estrela Michelin

O Brasil acaba de ganhar o primeiro restaurante ítalo-japonês das Américas, o Tartuferia Giapponese, em São Paulo; com cozinha contemporânea que promete sacudir o mercado gastronômico brasileiro. A nova casa abriu as portas com conceito ousado, culinária única, mistura a clássica cozinha japonesa com a italiana, trazendo como protagonista a maior iguaria do universo gastronômico: as trufas que são consideradas os diamantes da alta gastronomia mundial.

Á frente da empreitada temos os empresários Lalo Zanini e Rafael Hidaka, que traz na bagagem uma estrela Michelin conquistada quando foi Chef do renomado Mee, no Belmond Copacabana Palace. Em mais um passo importante na sua carreira, pela primeira vez Hidaka assume o outro lado do balcão como restauranteur da nova Casa em par com Zanini, com quem concebeu o projeto e cuida da operação do negócio. Hidaka também assina o cardápio do Tartuferia Giapponese, cuja cozinha é pilotada pelo Chef Joaquim Laborde.

Alguns destaques do menu são o Beef Tataki que é um Carpaccio de Ancho selado servido com momiji oroshi e chips de alho, lâminas de Trufa Negra e molho Ponzu; o Giapponese Kinoko Buns que é um mix de cogumelos japoneses, salsa de trufas negras servidos com Pão Japonês à vapor.


DOS LEITORES (1):

Petrelli e o voto util

Francisco Borsari Neto e Mário Petrelli

Prezado Professor Aroldo,

Sou leitor assíduo de seu, sempre bem preparado, atualizado e ilustrativo informativo.

No de 5 de setembro de 2018, encontrei “Eleições: Mario Petrelli, Novidades só frustraram o eleitor”.

O comentário do caro amigo Mário Petrelli, que tão bem sintetiza os “fatos novos” que ocorreram em nosso país, traz o chamamento à hora do voto útil, de ver quem tem currículo melhor, principalmente pensando no Brasil.

Esse chamamento necessita ser o mais divulgado possível; eu já estou procurando fazer.

FRANCISCO BORSARI NETO, Curitiba


DOS LEITORES (2):

Veja o link de Amoedo

Michelle de Cerjat Duarte: recomendação; Presidenciável João Amoedo

Matéria bem interessante sobre as eleições, quem sabe vale a pena você escrever sobre esse assunto. Enfoca a posição do candidato Amoedo a presidente.

https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-09-13/brazil-banker-is-investors-favorite-but-won-t-get-their-votes.

MICHELLE DE CERJAT DUARTE


DOS LEITORES (3):

Mito da educação japonesa

Luiz Canales e capa do livro sobre Gina Lollobrigida

Caro jornalista:

NÃO REPARE TUDO EM MAIÚSCULAS. LETRAS MIÚDAS ME IRRITAM.

MUITO LHE AGRADEÇO PELO ENVIO DE SEU NEWSLETTER. NÃO TENHO COMENTADO POIS NESTES ÚLTIMOS MESES ANDEI PRESO AO NOVO MANUSCRITO DE ”WHIP, LOVE & VIDEOTAPES = THE MYTH OF JAPANESE EDUCATION” QUE SERÁ LANÇADO NESTE OUTONO EUROPEU POR UMA RESPEITADA EDITORA ESPANHOLA. DISTRIBUIÇÃO MUNDIAL E AMAZON. IDIOMA INGLÊS. MAIS FOTOS.

EM 2016 APOS TER LANÇADO A NOVA EDIÇÃO DE ”GINA IMPERIAL” O SENHOR PUBLICOU UM DOIS ÓTIMOS ARTIGOS SOBRE ”WHIP, LOVE…..” QUE HAVIA SIDO LANÇADO NOS ESTADOS UNIDOS EM FINS DE 2014.

SERÁ QUE O SENHOR TERIA TEMPO E/OU ESTARIA INTERESSADO EM DAR UMA OLHADA NO PDF PRONTO PARA SER EDITADO E PUBLICAR ALGO PARA AJUDAR NA PUBLICIDADE DO MESMO?

ESPERO QUE ESTEJA MELHOR QUE EU EM SAÚDE. COM O PROBLEMA DE COLUNA E O MAL DE PARKINSON, TENHO TIDO PROBLEMAS COM DOSE PRA CAVALO. MAS LEVANTO AS MÃOS AO CÉUS POIS, MESMO MORANDO SOZINHO, AINDA ME VIRO MUITO BEM.

LUIZ CANALES

canalesquata@gmail.com

RESPOSTA: No momento, não sou a pessoa mais apropriada para opinar sobre seu livro: estou muito atabalhoado. Tentarei achar tempo para a leitura, mas não marco data para resposta.
Voltemos a falar. Grato pela mensagem (AMGH)


DOS LEITORES (4):

“Merecemos gente melhor”

Ney Braga: referencial

Não consigo ficar alegre com os fatos. Nunca fui adepto do Richa, nem mesmo do pai, ou do Beto, quando prefeito nem governador. Mas lamento que aconteça o que vem se desvendando no dia a dia.

Merecemos gente melhor. Nem precisava ser um Ney Braga, que chegou em Curitiba e foi morar numa casa, como candidato a Prefeito. Foi governador, ministro do governo federal, governador novamente e morreu na mesma casinha na qual que chegou (no início da carreira).

Estes, sim, foram políticos!

WASYL STUPARYK, memorialista do Paraná, cinegrafista, Curitiba

 


Para Jereissati, pessoas veem mal o PSDB

Tasso Jereissati: análise fria; Beto Richa: não confronta justiça

Tasso Jereissati, senador pelo Ceará, um dos nomes mais acatados no tucanato, diz que tudo começou a piorar para seu partido quando o PSDB aceitou participar do Governo Temer.

Nome acima de quaisquer suspeitas do ponto de vista ético, Tasso é considerado um dos teóricos do PSDB.

A seguir, trechos de entrevista que ele deu ao ESTADÃO:

1 – A TRAJETÓRIA DO PSDB

Como o sr. avalia a trajetória recente do PSDB?

O partido cometeu um conjunto de erros memoráveis. O primeiro foi questionar o resultado eleitoral. Começou no dia seguinte (à eleição). Não é da nossa história e do nosso perfil. Não questionamos as instituições, respeitamos a democracia. O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT. Mas o grande erro, e boa parte do PSDB se opôs a isso, foi entrar no governo Temer. Foi a gota d’água, junto com os problemas do Aécio (Neves). Fomos engolidos pela tentação do poder.

Qual o impacto da gravação da conversa entre Aécio e Joesley Batista (dono da JBS, em que acertam repasse de R$ 2 milhões para pagar advogados do tucano)?

Altíssimo. Esse episódio simboliza todo esse desgaste que tivemos. Desde o dia seguinte à eleição da Dilma, quando fomos questionar o resultado, o símbolo mais eloquente para a população foi o episódio do Aécio. Ele deveria ter se afastado logo da presidência do PSDB.

2 – ALCKMIN NÃO DECOLA

O ex-governador Geraldo Alckmin ainda não decolou nas pesquisas, apesar de ter mais tempo de TV. Qual sua avaliação?

Até a última pesquisa ninguém se deslocou muito. O próprio (Jair) Bolsonaro subiu um pouco depois do atentado em Juiz de Fora, mas não muito. Com a saída do Lula, parte dos votos dele migrou para outros candidatos, mas principalmente para o (Fernando) Haddad, que foi quem mais cresceu olhando em média as duas pesquisas mais recentes. A partir de agora, com a saída definitiva do Lula do cenário eleitoral, vamos ter, realmente, uma mudança mais consistente no comportamento do eleitorado.

Acredita que o PSDB já deve apelar ao voto útil para levar Geraldo Alckmin ao segundo turno?

Acredito que sim. E agora. Tem muito antipetista votando no Bolsonaro porque não quer a volta do PT.

3 – PRISÃO DE BETO RICHA

Como a prisão do ex-governador Beto Richa e a operação da Polícia Federal de busca contra o governador Reinaldo Azambuja, ambos tucanos, também prejudicam a campanha do Alckmin?

Prejudica, sem dúvida. Mas boa parte disso está no preço. O desgaste do PSDB começa a partir dos episódios da gravação do Aécio. Começou ali e continuou. Como nós não tomamos as medidas necessárias naquele cenário, era previsível que o desgaste do PSDB iria perdurar e teria consequências graves nas eleições. O desgaste do PSDB vem dali. As pessoas estão vendo mal o PSDB.

4 – “PASSAR A MÃO NA CABEÇA”

Qual o tratamento que o PSDB deve dar a Beto Richa?

Não confrontamos nem questionamos decisões judiciais. Nem passamos a mão na cabeça de quem a Justiça considera culpado. Tendo culpa, tem que pagar.

5 – ALCKMIN VAI CRESCER

Com tudo isso, quais as chances de Alckmin aqui no Nordeste?

Aqui no Ceará é mais difícil que no Nordeste de uma maneira geral. Além do Lula, que inegavelmente é muito popular, temos o Ciro (Gomes, do PDT), que é cearense. Mas ele (Alckmin) tem possibilidade de crescer.

Não será um crescimento que supere o Lula ou Ciro, mas deve ter um porcentual maior.

(entrevista do senador Tasso Jereissati, teórico e forte líder do PSD, publicada na edição de 13, quinta, em O Estado de São Paulo)


ELEIÇÕES 2018 (1)

Uninter faz sabatinas com candidatos ao governo

Candidatos responderão perguntas enviadas pelo público e estudantes dos cursos de Jornalismo e Ciência Política; sabatina acontece nos dias 14, 17 e 19 de setembro

Alunos da Uninter vão sabatinar candidatos

O Centro Universitário Internacional Uninter, em parceria com a Associação dos Jornais Diários do Interior do Paraná (ADI-PR) e empresas de radiodifusão do litoral e interior do estado, promove três dias de sabatina com os candidatos ao governo do Paraná. O encontro acontece nos dias 14 (sexta), 17 e 19 de setembro, no auditório do campus Garcez (rua Luiz Xavier, 103, Curitiba), a partir das 19 horas. Todos os candidatos confirmaram presença, com exceção de Ratinho Junior (PSD). O convite foi enviado a todas as coligações.

40 VEÍCULOS

Participam da iniciativa mais de 40 veículos de imprensa entre eles o portal UOL, o jornal Agora Paraná, a TVCI e o Portal CATVE. Os veículos parceiros transmitirão simultaneamente as sabatinas, utilizando redes sociais. Além disso, o Uninter também fará transmissões via satélite para todo o Brasil. O professor Wilson Picler, presidente do Grupo Uninter, ressalta o papel da instituição de ensino superior neste momento. “A Uninter ensina mais uma vez que democracia se faz com a participação de todos”, acredita.

SÓ PARA ALUNOS

O evento é aberto apenas a estudantes do Centro Universitário Uninter; para acompanhar os debates, é necessário assistir a transmissão ao vivo do evento por meio dos canais da instituição e veículos de comunicação.

CALENDÁRIO DAS SABATINAS

Dia 14:
19 horas – Professor Ivan Bernardo (PSTU)
21 horas – Ogier Buchi (PSL)
21h50 – Geonísio Marinho (PRTB)

Dia 17

19 horas – Professor Jorge Bernardi (REDE)
20 horas – Cida Borghetti (Progressistas)
21 horas – Priscila Ebara (PCO)
21h50 – João Arruda (MDB)

Dia 19

19 horas – Dr. Rosinha (PT)
21 horas – Professor Piva (PSOL)


ELEIÇÕES 2018 (2)

Eleição no Paraná está aberta, diz pesquisa Arbeit

71,93% afirmaram que não sabem ou não responderam em quem votar no dia 7 de outubro e 47,13% afirmaram que podem mudar o voto

A vantagem de Ratinho Jr não significa que já ganhou

A eleição no Paraná ainda está aberta, apesar da liderança do deputado Ratinho Junior (PSD) com 39,67% das intenções de voto. Os números são da pesquisa do Instituto Arbeit divulgados nesta quinta-feira, 13, pelo jornal Correio Paranaense. Em segundo lugar está a governadora Cida Borghetti (PP), com 18,47%, seguida de João Arruda (MDB), com 6,73%; Dr Rosinha (PT), 4,07%, Ogier Buchi (PSL), com 1,33%; Professor Piva (Psol), 1,13%; Jorge Bernardi (Rede), 0,27%; Ivan Bernardo (PSTU), 0,2% e Geonísio Marinho (PRTB), 0,13%.

Os indecisos somam 17,87%, brancos e nulos (6,73%) e não responderam somam 3,4%. A margem de erro é de 2,5% e o grau de confiança, de 95. O instituto entrevistou 1,5 mil eleitores entre os dias 8 e 11 de setembro em 69 cidades. A pesquisa está registrada no TRE-PR sob o número 08399/2018.

O que sinaliza para um segundo turno está na diferença de 8,47% entre Ratinho Junior e os demais candidatos. A pesquisa espontânea também reforça a tese: 71,93% afirmaram que não sabem ou não responderam em quem votar no dia 7 de outubro. A intenção de voto na estimulada também oscila já que 47,13% afirmaram que podem mudar o voto e 44,73% afirmaram que a intenção de voto é definitiva.

Na espontânea, quando não se apresenta qualquer lista/disco ao eleitores, Ratinho Junior tem 14,13%, seguido de Cida Borghetti (5,47%), João Arruda (2,47%), Dr Rosinha (1,4%). Ogier Buchi, Professor Piva e Jorge Bernardi também são mencionados na espontânea, conforme divulgou o jornal Correio Paranaense.

A rejeição dos candidatos pode ser considerada baixa: Cida Borghetti (13,73%), Dr Rosinha (12,6%), Ratinho Junior (8,4%) e João Arruda (5,47%). Não sabem/não responderam sobre a rejeição somaram 51,2%.


CANDIDATURAS (2)

João Arruda contesta dados da pesquisa Arbeit

Pedro Ribeiro

João Arruda tenta desacreditar pesquisa da Arbeit

Dados da Arbeit Pesquisa, divulgados nesta quinta-feira, onde mostra que a eleição ao Governo do Estado está aberta onde 71,93% dos entrevistados afirmaram que não sabem ou não responderam em quem votar no dia 7 de outubro e 47,13% afirmaram que podem mudar o voto, foram contestados pelo candidato João Arruda (MDB). A pesquisa está registrada no TRE-PR sob o número 08399/2018.

Para o deputado e candidato João Arruda, estes números não condizem com a realidade. “Fui procurado no dia 5 de setembro, dia em que participei do debate da UEL, pelo diretor da Arbeit Pesquisa que me propôs uma negociação do material, o qual recusei. Portanto, não acredito nestes números”.

O diretor da Arbeit Pesquisas, Alex Tomcovich, disse que realmente “houve uma conversa com o candidato e que ele está no direito de contestar os dados, mas trata-se de relato de opinião de 1.500 pessoas ouvidas entre o dia 8 e 11 de setembro”.

(Pedro Ribeiro/Paraná Portal)


CANDIDATURAS (3)

Cida vai acabar com as filas de espera por cirurgias

Fila para cirurgias podem acabar, diz Cida Borghetti

A espera por exames e cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná vai acabar em breve. A governadora e candidata à reeleição Cida Borghetti vai trazer para o Estado, a partir do ano que vem, o programa Corujão, para que clínicas e hospitais que já atendam pelo SUS ofereçam exames e cirurgias fora do horário de pico. O projeto é similar ao adotado em São Paulo que zerou filas de espera por exames de imagem.

“O nosso Corujão vai atender as necessidades dos nossos pacientes do SUS, ele foi adaptado de uma iniciativa que teve bons resultados e que vai fazer a diferença no sistema de saúde paranaense”, afirmou a candidata.

A proposta prevê a ampliação da parceria entre Estado e instituições de saúde, para utilizar a estrutura, equipamentos e profissionais entre as 17 e 20 horas para atender a demanda reprimida do SUS e assim agilizar os atendimentos.

“O Paraná possui excelentes hospitais e clínicas de saúde que depois de determinado horário ficam com os espaços ociosos. Vamos criar mutirões de saúde e acabar com a espera pelos exames e cirurgias eletivas”, explicou Cida.

MAIS SAÚDE

Mas não será apenas com o Corujão que os paranaenses vão contar para ter mais acesso à saúde pública. A proposta se integra a outras iniciativas com o mesmo propósito.

De acordo com o plano de governo de Cida Borghetti, serão implantados os programas Carreta da Saúde, que em uma estrutura adaptada vai oferecer consultas médicas itinerantes, Saúde do Estudante que vai levar exames, consultas e orientações preventivas para adolescentes dentro das escolas e o Programa Saúde Mental, primeiro programa para combater a depressão e doenças mentais.

“São propostas efetivas e viáveis para a regionalização da saúde”, garantiu Cida.


ESTILO DE VIDA

Designers criam linha de roupas para pessoas cegas

Designers estão incorporando o Braille em suas roupas para ajudar as pessoas com visão limitada a se sentirem elegantes e bonitas

Adriana Bello

Roupa com caracteres em Braille

Já é difícil o suficiente para uma mulher escolher roupas para vestir. Agora imagine como deve ser para alguém que não pode ver… Como combinar cores ou escolher um acessório? Sem falar dessas blusas que, às vezes, mesmo quando você pode vê-las, são impossíveis de descobrir como vesti-las.

Vários designers de moda ao redor do mundo se uniram para responder a esta questão, incorporando o Braille – o sistema tátil de leitura e escrita usado por pessoas cegas – na criação de artigos de vestuário.

ROUPA EM RELEVO

A designer lituana Rugilė Gumuliauskaitė cria livros de coleção que retratam seus projetos de roupas em relevo, um método de moldagem, escultura ou estampagem para que o design se destaque da superfície, para que seus clientes possam ter uma ideia do que se parece. E, embora ela tente usar cores básicas que combinem bem umas com as outras, ela aprendeu a explicar como usar emoções e outros sentidos – por exemplo, o verde é a forma como a grama ou as folhas se sentem – proporcionando uma experiência completa aos clientes cegos de sua pequena boutique.

PARA BAIXA VISÃO

María Sol Ungar, uma designer argentina que mora em Buenos Aires, começou a projetar roupas para pessoas cegas ou com baixa visão para o seu projeto de tese na faculdade, o que exigiu que ela resolvesse um problema relacionado à roupa.

Sua marca chama-se Sonar – o nome vem de associar as pessoas cegas à ecolocalização, o método baseado em som usado pelos morcegos para voar e encontrar comida no escuro (alguns humanos também usam a técnica).

BRAILLE RELEVO

“O Sonar oferece roupas com desenhos originais: roupas urbanas que possuem um design atraente e informações suficientes para que as pessoas cegas possam verificá-las nas lojas ou vestir-se em casa sem a assistência de pessoas que enxergam”, Ungar disse ao jornal argentino Río Negro em 2013, explicando que ela não usa apenas o Braille, mas também relevo, bordados e texturas para fornecer a maior quantidade possível de informações sobre a roupa, incluindo instruções para cuidados e limpeza.

OS DOIS IRMÃOS

Tem também a marca Two Blind Brothers, liderada por dois irmãos americanos, Bradford e Bryan Manning, que quando crianças foram diagnosticados com a doença de Stargardt – uma doença degenerativa que faz com que as pessoas percam progressivamente a visão. Eles decidiram se tornar designers de moda para criar camisas casuais para homens e mulheres acessíveis a pessoas com deficiência visual. O foco é sobre a suavidade dos produtos (que são muito ocasionais, mas usam materiais de alta qualidade); eles incluem informações em Braille na etiqueta. A coisa mais interessante, porém, é que 70% dos seus funcionários também são cegos e tudo o que eles ganham é usado para financiar pesquisas médicas e ensaios clínicos destinados a curar a cegueira.

PASSAR EMOÇÕES

Esses três exemplos nos convidam a refletir sobre a maneira simples em que muitos de nós, com nossos cinco sentidos intactos, percebemos a moda. Não é apenas sobre o que vemos, mas também o que sentimos ou o que ouvimos quando acariciamos o pano. Nossas roupas podem transmitir emoções de muitas maneiras se aprendermos a percebê-las.

Esses designers, dentro das suas diferenças, têm algo em comum: eles não estão fazendo roupas apenas para pessoas com deficiência, mas estão fazendo linhas de moda que são inclusivas – atraentes e utilizáveis por qualquer um, independentemente de poderem ou não enxergar – e eles estão trabalhando para tornar mais possível que cada pessoa se comunique através da roupa que usa.