O número de fusões e aquisições no País cresceu 91% no ano passado em relação a 2006. O cálculo leva em consideração apenas as operações desse tipo finalizadas durante o período.

O número de fusões e aquisições no País cresceu 91% no ano passado em relação a 2006. O cálculo leva em consideração apenas as operações desse tipo finalizadas durante o período. Ao todo, foram 451, contra 236 realizadas em 2006. Somada, a indústria de fusões e aquisições movimentou, no Brasil, volume financeiro superior a Us$ 46 bilhões em 2007. O valor é aproximadamente 10% superior aos US$ 42 bilhões levantados no fechamento de 2006.

Na América Latina, o número e o volume movimentado por operações envolvendo fusões e aquisições durante o ano passado também registrou alta importante, de mais de 80%. Saltaram de 637 para 975 ao todo, saindo de uma captação de US$ 780 bilhões em 2006, para US$ 142 bilhões no fim do ano passado.

De acordo com os dados da Thomson Financial Latin America, o destaque no País foi a atuação do Citibank durante 2007. Operações envolvendo fusões e aquisições nas áreas de petroquímica e siderurgia fizeram com que o banco subisse no ranking de negócios anunciados ao longo do ano passado.

Segundo o relatório, o Citi acumulou US$ 17 bilhões no segmento, cerca de 29,5% de participação do mercado, com 31 operações. Em 2006, o banco ocupava a sexta posição no mesmo levantamento, com 16 operações que levantaram US$ 12 bilhões.

"Tem aumentado a competição entre os três principais concorrentes do ranking. Estar entre os cinco primeiros é algo bastante considerável", afirma o chefe de investimentos do Citibank, Ricardo Lacerda.