França abre Festival de Curitiba

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Com venda de ingressos iniciadas nessa quarta-feira, o Festival de Teatro de Curitiba anuncia Bia Lessa, Regina Casé, Fábio Assunção, Guta Stresser, Claudia Abreu, Leandra Leal, Mel Lisboa, Bianca Byington, Ranieri Gonzalez, Gregório Duvivier, Dani Barros, André Abujamra, Nicole Puzzi e Deborah Colker entre os nomes que povoam a programação. Mas a abertura, no Guairão, em 27 de março, caberá ao espetáculo francês Aquele Que Cai (Celui Qui Tombe), do coreógrafo, bailarino e acrobata Yoann Bourgeois.

Ao longo de treze dias, de 26 de março a 7 de abril, estreias nacionais, produções internacionais, teatro, música, dança, circo, stand up comedy, performances, oficinas, show de variedades e gastronomia ocuparão mais de 80 locais de Curitiba e Região Metropolitana.

 “Fascinante e com grande força poética”, segundo os curadores Guilherme Weber e Marcio Abreu, Celui Qui Tombe coloca seis atores sobre uma plataforma giratória e suspensa que desce, sobe, balança e gira em torno do seu eixo principal. Há apenas um propósito: os seis devem ficar em pé. E a plateia se vê diante de “um espetáculo ágil, arrojado e inspirador”.

Também é da França outro dos 27 espetáculos da Mostra 2019, As Comadres, uma versão de Ariane Mnouchkine, do Théâtre du Soleil, para a comédia musical de Michel Tremblay, que terá estreia nacional, também dia 27, no Guairinha. Entra em cena o feminino, personificado por vinte atrizes brasileiras. Não é francês, mas estreou em Paris e terá sua estreia em Curitiba, também na programação oficial a performance Fúria, criação da coreógrafa Lia Rodrigues.

Pela quarta vez na curadoria da Mostra do festival, com sensibilidade e competência, Guilherme Weber e Marcio Abreu, destacam ainda O Recital da Onça, dias 28 e 29, no Guairão. Essa comédia assinala a volta ao teatro de Regina Casé. Há 25 anos longe dos palcos, a atriz também se reencontra com Hamilton Vaz Pereira, que assina a direção. Na peça, com texto de Hermano Vianna e Estevão Ciavatta, uma brasileira faz palestra para uma plateia de estudantes estrangeiros.

As outras estreias nacionais são Dezembro, Do Convento à Sala de Concerto, Relatos Efêmeros da França Antártica, Sísifo.gif, de Gregorio Duvivier e Vinicius Calderoni, e Tráfico, do dramaturgo franco-uruguaio Sergio Blanco.

Há de se destacar ainda o musical Elza- uma homenagem à trajetória da cantora Elza Soares, suas múltiplas facetas e as reviravoltas de sua vida. “A extinção das fronteiras entre gêneros artísticos, o olhar para corpos que performam suas existências no mundo de forma atravessadora e uma investigação sobre o Brasil através das criações de seus artistas tem sido o principal recorte de nosso trabalho”, lembram os curadores.

A 28.ª edição do festival prevê cerca de 1500 apresentações, sendo 390 delas gratuitas e 196 em que o público paga o que quiser ou puder. São mais de 400 atrações, incluindo o Fringe, mostra sem curadoria e com participações espontâneas, que se representará com grupos de treze Estados, além de  sete atrações internacionais – da Argentina, Portugal, Chile e Uruguai.

E, novidade no evento, duas companhias de teatro são homenageadas através de mostras especiais: Os Satyros  e Stavis-Damaceno. Festejando 30 anos, a Os Satyros traz  Cabaret TransPeripatético e as estreias Mississipi, Todos os Sonhos do Mundo e O Rei de Sodoma.  Já a companhia de teatro curitibana Stavis-Damaceno celebra seus 15 anos com quatro peças de seu repertório – Árvores Abatidas ou Para Luis Melo, Artista de Fuga, Homem ao Vento e Psicose 4h48.

O Festival de Teatro de Curitiba é patrocinado pelo Banco RCI Brasil, Junto Seguros, Ebanx, Uninter e Grasp. Os ingressos, a 35 e 70 reais,  estão à venda pelo site www.festivaldecuritiba.com.br, pelo aplicativo “Festival de Curitiba 2019” e nas bilheterias instaladas no Shopping Mueller e ParkShoppingBarigüi. (Tem taxa de tiquetagem).