Osvaldo Nascimento Juniors.:

Fondue com queijo krateurkeese (não importado) de Pomerode-SC com vinho branco argentino Torrontés de Salta, uvas plantadas  de 1500 a 3000 mts de altura, uma especiaria.

Nestes dias de inverno que estamos enfrentando, noites e dias mais frios pedem pratos de sabores marcantes e a FONDUE é a melhor representação desta estação. Em torno de uma cumbuca fumegante espeto e pãozinho picado, uma fruta, carne, camarão, frango e se delicie com os inúmeros sabores desta receita, acompanhado de um bom vinho. Mas, de onde surgiu tal iguaria que percorre as terras frias do mundo?Dos Alpes suíços, para as terras tropicais, a culinária suíça é uma mistura de pratos exóticos e mundialmente conhecidos, bons para apreciar entre os amigos e esquentar a estação mais frio ano.

A FONDUE

O país dos queijos e chocolates é também o da FONDUE, da BATATA e das carnes de caça. Cercada ao leste pela França, ao norte pela Alemanha e ao sul pela Itália, a Suiça tem na sua cozinha o resultado da influencia dos três países vizinhos e mais são parte desse país. Quem visita-a sabe o que falamos este pequeno país, tem a parte alemã, com capital em Zurich, a parte italiana com capital em Lugano e a parte francesa com séde em Geneve, ou Genebra e a capital do país é Berna. E cada uma destas regiões com sua característica alimentar; na Suiça alemã, come-se mais batata, repolho e salsicha, na italiana, mais arroz e risotos e na francesa, mais verduras.

A imigração suíça chegou ao Brasil a mais de um século e se instalaram no Estado do Rio de Janeiro e fundaram Nova Friburgo, nas montanhas. Os imigrantes que se fixaram por todo o Brasil, difundiram por todo o Brasil o hábito se comer a FONDUE, prato que já era tradição no país europeu. Até hoje ainda persiste a dúvida se sua origem é francesa ou suíça.

Com uns goles de um bom vinho, pois a HISTÓRIA FOI FEITA PELO VINHO, podemos afirmar que é um prato que surgiu na Idade Média, como símbolo da união e festa em torno de uma  farta mesa, A FONDUE é para ser compartilhada com calma. Precisa de tempo, com um bom vinho, de preferência BRANCO, da uva Chardonnay, importado ou nacional que já temos de excelentes qualidades, uma uva que proporciona maciez e baixa acidez, ou o vinho suiço FENDANT, e com tintos pouco encorpados como o Beaujolais Francês, sendo o ideal. O queijo BRIE, com que é feito esta iguaria, só admite estas combinações, e claro, bons amigos para um papo descontraído, enquanto o frio domina lá fora. Mas, enfatizamos que não é só de FONDUE que se faz a mesa de um suíço, mas também de salsichas e batatas, diga-se a famosa BATA SUIÇA, que lá é servida sem recheio e serve como refeição ou acompanhamento.

É uma cultura. Feito à base de queijos EMENTHAL e GRUYERE têm, na realidade um traço suave. O tempero com noz- moscada e o vinhos que completam esse prato típico de inverno, atenuam o sabor adocicado dos queijos. Aliás, como já citamos a Suíça também produz vinhos, não são considerados grandes vinhos pelos experts, mas são muito bons. O vinhedo suíço estende-se por todo o país (apenas três dos vinte e dois cantões não produzem vinhos) e os principais produtores são os de NEUCHATEL, VALAIS e VAUD e na Suíça romântica, sua produção é responsável por 75% da produção nacional, constituída de brancos em sua grande maioria.Ninguém sabe ao certo a origem dessa cultura. O mais provável é que tenha sido uma saída para conservar o queijo – ao misturar com o vinho reaproveitar pães amanhecidos e se livrar do frio.  Em francês, a palavra FONDUE, faz referência ao queijo derretido, o primeiro a ser inventado. Hoje a expressão serve para designar prato que são finalizados em uma panela colocada sobre um rechaud – fogareiro – em cima da mesa e consumido logo em seguida.

Já na FONDUE à “Bourguignone”, cubos de carne – filé mignon, alcatra, camarão e até  mesmo com carnes exóticas – são fritos e apreciados com molho à base de maionese, alho, queijos, azeitonas e mostardas e as opções para o vinho. Ainda há opções menos calóricas nos dias de hoje como a chinesa, na qual a carne é cozida ao invés de frita, e na pedra, com carne grelhada. Acompanham vinhos tintos ao gosto dos apreciadores. Aliás, quanto aos vinhos é impossível apontar escolhas, muito particulares, apenas algumas regras gerais. A busca e a escolha do vinho adequado têm algo aventuroso. Os grandes vinhos são em geral imitados e embora nunca igualados deêm lugar a similares notáveis nas mais diversas latitudes. Assim é que se provando, vamos encontrar vinhos surpreendentes por todo o mundo.

CRIATIVIDADE GASTRONÔMICA BRASILEIRA

Uma das mais apreciadas novidades é o FONDUE de chocolate, que os suíços não têm o costume de comer, mas aqui, como somos criativos, sempre melhorando as invenções dos outros, virou moda. Acompanha frutas da estação, especialmente o morango e marshmallow e elegantemente acompanhado por Champagne ou água, ou o VINHO DOCE (o verdadeiro vinho doce, TEMA DE UMA DE NOSSAS MATÉRIAS) o raro privilégio de degustar o mais nobre vinho doce francês, produzidos com uvas infectadas pelo fungo Botrytis cinerea, que se tornou um ícone no mundo, isto porque o cultuado CHATEAU D’YQUEM, o mais famoso vinho doce produzido na França, mais precisamente na região de Sauternes, que em determinadas condições climáticas dá origem a um fenômeno conhecido como podridão nobre” Mas não precisamos hoje desembolsar fortunas por um cálice desta maravilha vínica, temos grande vinícolas chilenas, argentinas e até brasileira, como a AURORA, que produz um excelente vinho. Surpreenda seus amigos servindo na sobremesa um “COLHEITA TARDIA’, repetimos o que escrevemos acima, provando tais iguarias, vamos encontrar vinhos surpreendentes por todo o mundo.

GOLES DE HISTÓRIA

Comer A FONDUE com os amigos nos faz retornar às origens do BANQUETE, greco-romanas que estavam ligados à mística religiosa, ao politeísmo mitológico. A vida nas cidades gregas era quanto à alimentação muito mais envolvente, os cidadãos participavam de refeições em comum, o vinho e os pratos se mesclavam em cerimonial místico, solicitando favores ou aplacando ira de deuses diversos. Quanta história… Faz-nos ver que o ato de sentar a uma mesa para degustar iguarias, tem um significado muito importante em nossas vidas com tradições herdadas de nossos ancestrais.Trouxemos a vocês, caros leitores (as), que compartilham conosco deste mundo vínico maravilhoso e nos incentivam, mais uma curiosidade do mundo da enogastronomia, A FONDUE, provando que o vinho é a expressão do amor possível entre o homem e a terra.  É um depósito cultural de cada lugar como temos comprovado em nossos artigos. Celebremos a vida com um brinde com responsabilidade, à arte de viver com saúde e felicidade, com uma descoberta a cada garrafa, lembrando que o vinho é um companheiro da comida, e nunca o contrário. WINE IN MODERATION. ART DE VIVRE.

AVOE. BRADO DE EVOCAÇÃO Á BACO POR SEUS SÚDITOS.

*NÃO ESTRAGUE SEU JANTAR PELA ESCOLHA DE UM VINHO ERRADO, CONTRATE UM SOMMELIER QUE VOCE GANHA NO CUSTO BENEFÍCIO E SATISFAÇÃO GERAL.

Osvaldo Nascimento Júniors.:

Advogado,Empresário, Enofilo, Somelier, Palestrante,Consultor, Colunista de Vinhos, autor do livro sobre vinhos VINUM VITA EST – A HISTÓRIA VISTA PELO VINHO, sucesso de vendas em nossos cursos e palestras numa viagem cultural e didática ao mundo de Baco.Veja mais nossas matérias no site www.icnews.com.br digital de nossa Coluna Vinum Vita Est.