Flávio Arns (REDE) já cumpriu, em outros tempos, oito anos como Senador da República, a maior parte do mandato pelo PT, o restante pelo PSDB, partido ao qual retornou depois de confessar-se desiludido com a legenda petista, que não cumprira a proposta inicial: não conseguia ser um partido de ética exemplar, muito menos promover a renovação da política brasileira como prometera em seus primórdios.

A escolha de Arns para voltar ao Senado em 2018 pode ser analisada sob mais de uma ótica.

A primeira, a de que sua escolha foi parte de um longo processo de rejeição nacional ao velho e surrado modelo político. Esta é a opinião, por exemplo, que recolho nesta terça, 2, do advogado e empresário Luiz Fernando de Queiroz e da jornalista Marleth Silva. Para os dois, a conjuntura psicológica da Nação teria sido a grande facilitadora da eleição de homens como Arns e Oriovisto para o Senado.

PENSANDO DIFERENTE

Há os que pensam diferente dos dois citados: Para esses, como eu, Flávio Arns é identificado como “um homem do bem”, uma avis rara neste quadrante da República. Por isso “foi escolhido”. Além, claro, do fato de ter um bom portfólio de serviços ao Paraná.

Quem tem essa visão também é o ex-diretor da Itaipu Binacional, ex-presidente da Telebrás e ex-ministro das Comunicações Fernando Xavier Ferreira: “O eleitor escolheu em Flávio Arns a figuração do político limpo, do bem”, disse.

“SETE OU OITO PESSOAS

Flávio Arns tem suas peculiaridades, maneira muito sua de fazer campanha eleitoral. Na eleição de 2018, gastou apenas R$ 200 mil. A declaração dele, que deve constar na prestação de contas à justiça, não admite enrolações, sabem os que o conhecem.

E o senador se ufana: fez toda a campanha de carro ou de ônibus. Nunca usou avião, jamais helicóptero.

– Tenho bases e fontes de contato em todo o Paraná, cita Arns, respondendo sobre como conseguiu tanto voto.

Cita, como exemplo, que numa cidade, Califórnia, fez apenas uma reunião num domingo de manhã, “com sete ou oito pessoas”. Eram educadores, gente de movimentos religiosos, líderes comunitários.

– No abrir das urnas da cidade, tive votação maciça em Califórnia, diz Arns, garantindo que o método se repetiu em todo o Paraná, com o mesmo sucesso.

VAI PARA A RUA

Flávio tem uma equipe de funcionários bem azeitada, em Brasília e Curitiba. Na Capital, posso considerar que Rafael Eugênio Bertoldi, e a jornalista Melissa Guedes – formada pela referencial Universidade Metodista de São Bernardo -, comandam um time jovem e que dá resultados.

Arns se ufana de não dar expediente no seu escritório, em Curitiba, nem no gabinete, em Brasília: “Quando necessário, apenas, fico sentado atrás de uma escrivaninha. Meu negócio mesmo é ir às ruas, às bases, aos lugares em que moram e trabalham meus eleitores”, assegura.

MODELO FAMILIAR

Se o outro senador eleito – Oriovisto Guimarães – é bem equipado intelectualmente, Arns não lhe fica atrás. Tem um doutorado em Linguística, depois de três anos, conquistado nos Estados Unidos, além de ser professor da área de Letras da UFPR, onde trabalhou até ser empossado em 31 de janeiro.

– Meu modelo maior está em minha família, responde-me Flávio Arns, filho de um educador que formou gerações de paranaenses em colégios, como o Estadual do Paraná, e universidades, como a UFPR e PUCPR.

Além do pai, Arns fala com grande carinho de outros membros do clã Arns, tipos humanos diferenciados e com lugares assegurados na História do Brasil, como seus tios dom Paulo Evaristo Arns e a médica Zilda Arns, criadora da Pastoral da Criança. Isso sem falar em outros tios, como os professores Crisóstomo Arns e Otília.

Assim, definitivamente, Arns não foi uma mera escolha para rebater desilusões políticas. Acredito que o eleitor do Paraná o escolheu muito por seu padrão ético e por sua biografia exemplar.


Joice Hasselmann a caminho do ministério de Bolsonaro

Joice Hasselmann: nova posição; Onyx Lorenzoni: defende Joice; general Carlos Alberto Santos Cruz: Secretaria da Presidência

Não convidem a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Paraná e muitos jornalistas de Curitiba para a posse de Joice Hasselmann para a Secretaria de Governo da Presidência da República, em vias de se consumar.

A deputada federal por São Paulo fez carreira como jornalista profissional em Curitiba, onde acumulou uma série de desavenças dentro da classe. A tal ponto que foi apontada em investigação do Sinjor como autora de inúmeros plágios: teria sido habitual plagiadora de textos de jornalistas curitibanos, que publicava como seus.

Tudo no condicional, o assunto não passou pela justiça, é verdade.

A ESCOLHIDA

De qualquer forma, a notícia está aí: Joice, hoje líder do Governo, pode ser escolhida, nas próximas horas para ocupar Secretaria de Governo, no lugar do general Carlos Alberto Santos Cruz, que seria removido para ocupar a Secretaria Geral da Presidência da República.

SONIA RACY

A notícia foi publicada nesta terça, 2, por Sonia Racy, em o Estadão.

Joice e Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, formarão dupla forte na interlocução no Congresso. São bons amigos, se defendem mutuamente.


Ainda não viu de tudo

Euclides Scalco: assustado

Do cidadão acima de qualquer suspeita, ex-diretor geral de Itaipu, ex-ministro da FHC, Euclides Scalco, 85, recolhi esta expressão estupefata, ao analisar no final de semana o governo Bolsonaro:

– Joice Hasselmann, como líder do Governo? Inconcebível, é demais!

Scalco agora deverá indignar-se mais, com a moça escolhida ministra.

 

 

 


DESTAQUE

Peça escrita por Greca é levada ao MP sob suspeita de improbidade

Rodrigo Silva / Plural

O caso da peça de teatro que teria sido escrita por Rafael Greca (DEM) e pela primeira-dama Margarita Sansone foi parar no Ministério Público, e pode virar assunto judicial. Quem levou a história aos promotores foi o deputado estadual Goura (PDT).

Goura Nataraj e o diretor Edson Bueno

O Auto de Fundação de Curitiba, que conta em dez minutos a história da chegada dos portugueses aqui, pode ser visto, segundo o deputado, como um ato de promoção do prefeito. E com custos para o município: segundo a Fundação Cultural de Curitiba, a montagem e as apresentações custaram R$ 34 mil.

Segundo Goura, o prefeito teria cometido ato de improbidade administrativa e violado a impessoalidade exigida pelo cargo. Ele também teria afrontado o artigo 37 da Constituição, que veda o uso de nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

O espetáculo foi encenado em comemoração ao aniversário de Curitiba e passou pelas ruas da cidadania da cidade inteira. Teve até uma apresentação especial para os vereadores da capital na última terça-feira (26).

QUEM ESCREVEU?

Na semana passada, o site da prefeitura informava que o texto é resultado de uma parceria entre o prefeito, a primeira-dama e o diretor Edson Bueno. A informação foi retirada do ar. Depois de críticas, o discurso agora é que apenas o “argumento” da peça partiu do prefeito (o que desmente tudo que Greca falou sobre o assunto nas redes sociais).

Procurada pelo Plural, a Prefeitura de Curitiba disse que o acordo para contratar os serviços foi feito com dispensa de licitação. A modalidade é feita com a contratação de uma organização social como prestadora de serviços. No caso, o trabalho foi executado pelo Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC).

O Executivo destaca que esse tipo de contratação pode ser feito sem licitação e, para isso, foi firmado um contrato de gestão no ano passado. O documento fornece diretrizes para os trabalhos sobre expansão de economia criativa na cidade. Um dos itens destacados pela prefeitura dentro do acordo é: “cooperar para a realização e produção dos eventos relativos ao calendário oficial da cidade de Curitiba, tais como carnaval, aniversário da cidade e Natal”.

Quando questionada sobre se o espetáculo criado pelo prefeito poderia ser exibido nas ruas da cidadania, a prefeitura respondeu que “O próprio tema do Auto de Fundação trata de uma matriz regional, por falar da origem de Curitiba”.

PODE ISSO?

O caso divide opiniões entre advogados. De acordo com o especialista em Direito Administrativo e professor da PUCPR Bernardo Strobel Guimarães, se há um propósito cultural e informativo na peça divulgada pelo prefeito e se isso é aproveitado em prol do interesse da coletividade, não há problema algum.

Porém, diz o advogado, se Greca estiver se utilizando do caso para uma possível promoção pessoal, isso pode se classificar como violação ao princípio da impessoalidade na administração. Com isso, o prefeito atribuiria a sua personalidade a uma questão que é municipal.

O professor de Direito da UFPR Egon Bockmann diz não ver problemas na modalidade de contratação realizada pela prefeitura. Segundo ele, se há uma autopromoção do prefeito Greca ou violação a um algum princípio da administração pública, o juízo disso é mais moral do que jurídico.

Cena do Auto criado por Rafael e Margarita

DESTAQUE

“Nego Lass” é o segurança preferido do alcaide

Israel Reinstein: fiel depositário

Tal Guarda Municipal que ganhou ‘baixa’ é Silmar Lass dos Santos, carinhosamente conhecido pelo prefeito como “Nego Lass”, autor de alvoroçados boatos sobre ser dono de uma ’terceira perna’(…) Fazia todas as vontades do prefeito.

Seu salário como Guarda Municipal de Curitiba é de 27.285,42 (acumulado de Função Gratificada como segurança do Prefeito).

ELES SÃO TRÊS

São apenas três, na verdade, os leões de chácara que o alcaide tem: Nego Lass (GM), Adriano Vicentin (PM) e o “Velho Veiga” (PM) da reserva e chefe da segurança. Veiga é quem passa as informações de como a GM deve agir na guarda do “Pinguim”.

LUCAS CONSTRANGIDO

De qualquer forma, a corte de Rafael Waldomiro Greca de Macedo para apoiá-lo em suas andanças, envolve mais gente. O nome indispensável é o de Lucas Navarro, que o alcaide – como quem estava tentando limpar a barra – fazia questão de apresentar a todos os que se acercavam dele, na abertura do Festival de Teatro: “Este é o Lucas Navarro, meu braço direito”, ia proclamando.

O moço (salário de R$ 16.025,88 pagos pelo erário) mostrava-se meio constrangido com a exposição exagerada. Parecia querer esconder-se por ser mostrado como o “darling” do prefeito. Um quase troféu.

DÚVIDA PERSISTE

Há uma dúvida que os informantes da coluna estão apurando: não seria Veiga o demitido no final de semana sob a acusação de não ter guardado segredos, como o da “expedição punitiva” para ser cometida contra este jornalista por determinação de Rafael Waldomiro? A conferir. Se isso aconteceu, porque Lass teria ido para a Regional do Cajuru?

Jamur, o secretário de Governo, pode responder.

Mas Jamur não atende à imprensa. Tudo tem de passar pelo aprendiz de poderoso, o Israel Reinstein, que começa a ficar de nariz arrebitado depois de ganhar tanta notoriedade em função dos escândalos denunciados.

O jornalista é fiel depositário de segredos da Prefeitura o que, nos tempos de Greca de Macedo, pode ser mau negócio.

Teatro Guaíra lotado na abertura do Festival

DOS LEITORES:

Eles e elas assim veem o alcaide

Sobre o “Tribunal de Inquisição” instalado na Prefeitura e os exageros do prefeito, leitores do blog/coluna opinam:

ACIMA DO BEM E DO MAL

Prefeito obnubilado pelo aniversário da cidade, se considera acima do bem e do mal.

CASSIANA LACERDA

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“BOY MAGIA”

Espero que os “boy magia” não sejam demitidos, gente; é difícil conseguir tão bela e vigorosa assessoria.

NEUZA ANTUNES

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DE CAMAROTE

Assistir de camarote ao fim deste conto… mas e os nobres vereadores? Ninguém tem coragem de pedir alguma explicação sobre tais episódios…

Já que todos eles envolvem recursos públicos… E será que nenhum representante do Ministério Público acompanha as denúncias da imprensa?

SANDRO DE CASTRO

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MELANCIA NO PESCOÇO

Quem votou nele, agora engula goela abaixo esse prefeito. Eu não votei nessa figura, nunca gostei dessa pessoa. Curitiba merece um prefeito melhor, não esse tipo que gosta de aparecer. Só falta pendurar uma melancia no pescoço para aparecer melhor.

FERREIRA CARLOS CESAR

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INDIGESTÃO

É uma figura indigesta.

WAGNER WOLFF

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DOIDIVANA

Um doidivana. Mais para Doido ou Diva mesmo.

CELIA REGINA LOCATELLI

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MAL ANTIGO

Essa perturbação de consciência vem de longa data, não tem nada de novo.

LUIZ CARLOS MARQUESI

Curitiba Centro

ESTILO DE VIDA

7 dicas para criar um ambiente edificante para alguém que está deprimido

Ambiente confortável é positivo

Além do tratamento médico e da terapia, existem passos simples que podemos dar em casa

Dolors Massot | Aleteia

Viver com alguém que sofre de depressão não é fácil. Você precisa ser criativo e encontrar recursos que possam facilitar a vida de todos.

Primeiro, precisamos distinguir entre depressão endógena e depressão exógena. O primeiro caso é crônico, algo que a pessoa pode ter que suportar ao longo de sua vida toda em um grau. No segundo caso, a depressão está enraizada em causas externas e é temporária. Uma tragédia familiar ou algum outro problema sério pode ser o gatilho para esse tipo de depressão. Normalmente, esse tipo de depressão desaparece quando as causas que o criaram cessam.

Para ambos os tipos de depressão, é preciso procurar profissionais de saúde e médicos para iniciar o tratamento adequado. Além disso, no entanto, existem maneiras de tornar seu ambiente doméstico mais acolhedor e agradável para uma pessoa que sofre de depressão. Veja como fazer isso:

  1. COLOQUE ALGUMA COR EM SUA VIDA

Pelo menos desde o Renascimento, tem-se entendido que a cor pode ter efeitos terapêuticos. Consequentemente, devemos dar uma olhada nas cores que cercam pessoa que sofrem de depressão. Os tons pretos e os cinzentos devem ser evitados. Já cores vivas podem criar um ambiente mais alegre.

  1. COMECE O DIA COM BOAS NOTÍCIAS

Pessoas que sofrem de depressão muitas vezes têm dificuldade em se levantar cedo, ou simplesmente em um horário programado. Se, além disso, a primeira coisa que elas ouvem é uma crítica, elas só ficarão mais deprimidas. É melhor cumprimentá-las de manhã com um tom positivo: “Veja o lindo dia de sol hoje!” Ou: “no noticiário, disseram que teremos tempo bom neste fim de semana”.

Precisamos morder a língua se formos tentados a criticar ou dar más notícias, e é melhor não falarmos sobre assuntos relacionados à depressão da pessoa, a menos que elas queiram.

  1. CONTINUE INCLUINDO-AS, MESMO QUE ELAS TENDAM A DIZER “NÃO”

Ao fazer planos, é fácil para nós ver que alguém que está deprimido não está disposto a fazer muita coisa. Eles não querem sair, não querem viajar, não querem ver ninguém e não querem fazer planos para o fim de semana. Coisas que eles podem ter gostado de fazer um dia, agora são quase uma tortura. No entanto, é bom que eles sintam que a família ainda quer envolvê-los e que os leva em consideração. Podemos incluí-los em eventos que eles perderam, fazendo coisas como trazer um pedaço de bolo da festa ou enviar uma foto de uma bela paisagem.

  1. APLAUDA TODOS OS ESFORÇOS

É bom que os deprimidos estabeleçam metas para si mesmos com seu psiquiatra ou psicólogo, mesmo que esses objetivos sejam pequenos. Podem ser coisas como estabelecer um prazo diário para sair da cama, manter hábitos de higiene pessoal, manter a ordem em seu quarto, cumprir suas obrigações profissionais ou outras coisas semelhantes que se tornaram difíceis para eles, mas que são importantes para o funcionamento diário da vida. Eles podem não conseguir fazer isso perfeitamente, mas o importante é que eles façam um esforço. Eles estão lutando uma batalha difícil, e o que importa é que eles tentem dar pequenos passos para frente.

  1. TOCAR MÚSICA AGRADÁVEL

As pessoas que estão deprimidas precisam de um ambiente sem muito barulho; paz e calma as ajudam. No entanto, isso não significa necessariamente silêncio absoluto. Às vezes, ajuda-os ouvir música que os conforta ou encoraja. Escolha a música que eles gostam, seja ou não o que você gosta; o importante é que isso os eleva.

  1. MANTENHA SEU SENSO DE HUMOR E RESPEITO

Não perca a paciência com eles, porque a depressão é uma doença que ninguém escolhe ter. Algumas coisas que eles fazem podem incomodá-lo, mas é melhor que você guarde suas críticas para si mesmo. As pessoas que estão deprimidas tendem a ser negativas, mas muitas vezes ficam agradecidas quando há pessoas ao seu redor que têm esperanças. Acima de tudo, nunca perca a paciência. Mantenha a calma, mesmo que eles demonstrem irritabilidade. Se houver tensão em casa, tente restaurar um ambiente pacífico.

  1. TENHA FÉ

Se eles forem pessoas de fé, lembre-os de que eles não estão sozinhos na batalha. Se demonstrarem interesse, você pode rezar orações curtas com eles e, no começo e no fim, orar uns pelos outros, junto com outras intenções.

A depressão é uma verdadeira cruz para aqueles que têm que suportá-la, e também pode ser difícil para as pessoas mais próximas. No entanto, quando somos guiados pelo amor, seguimos a orientação dos profissionais de saúde e usamos alguma criatividade, podemos continuar a ajudá-los a se sentir valorizados e incluídos.


AÇÕES DE GOVERNO

Paraná avalia novas tecnologias para reforçar ações de segurança

O governador conhece em visita à 12ª edição da feira internacional de segurança LAAD Defence & Security, no Rio de Janeiro, tecnologias que possam ser aplicadas no Paraná. (Foto: Rodrigo Felix Leal/ANPr)

Governador Ratinho Junior visitou a feira internacional de segurança que é realizada no Rio de Janeiro. Ele conheceu novas soluções tecnológicas e equipamentos que podem ser utilizados pelas forças policiais do Paraná.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve nesta terça-feira (2) na 12ª edição da feira internacional de segurança LAAD Defence & Security, no Rio de Janeiro. A viagem teve como objetivo conhecer tecnologias que possam ser aplicadas no Paraná para reforçar e aprimorar o sistema segurança pública.

Segundo o governador, é importante avaliar as soluções propostas pela indústria da segurança pública para modernizar o modelo de policiamento preventivo e o trabalho das forças de segurança no combate à criminalidade. Ele destacou que o Paraná é um estado que faz fronteira com dois países e a vigilância na região também deve ser prioridade.

O governador conheceu modelos de helicópteros empregados em ações de polícia, urgência médica e de Defesa Civil, além de equipamentos para Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Luiz Felipe Carbonell, acompanhou a agenda.

RECONHECIMENTO FACIAL

Uma das tecnologias avaliadas foi a que permite o reconhecimento facial em tempo real. Programas similares já funcionam em alguns estados e outros países. Eles permitem o encaminhamento de imagens de câmeras de segurança para uma central, onde são cruzadas com o banco de dados da Polícia Civil e do Detran – os sistemas geralmente são capazes de fazer leitura de placas veiculares.

Ratinho Junior e o secretário de Segurança Pública visitaram ainda empresas especializadas no uso de drones para vigilância. Essas câmeras móveis são reconhecidas mundialmente pela eficiência no combate de crimes urbanos, uma vez que conseguem registrar grandes áreas com alta capacidade de resolução. As informações também são repassadas em tempo real para equipes nas ruas.

A visita ainda contemplou estandes de uniformes de ponta para todas as forças do Estado, além de novos equipamentos que podem ser utilizados em viaturas. O objetivo do governador é priorizar a segurança dos servidores envolvidos na área.

ESTADO-PILOTO

A visita de Ratinho Junior levou em consideração a necessidade de aprimorar o sistema estadual de segurança. Além disso, o Estado está envolvido em dois projetos-pilotos que estão sendo desenvolvidos em parceria com a União. O Paraná será o primeiro a receber um centro de integração para cuidar da segurança de fronteira e foi escolhido para participar do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta.

SERGIO MORO

O acordo do centro, firmado entre o governador e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, prevê ações estratégias para coibir crimes como tráfico de drogas e contrabando. O Paraná tem 450 quilômetros de fronteira seca e aquática com o Paraguai e a Argentina, além de fazer divisa com os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

O Paraná também foi escolhido pelo governo federal para participar do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta, conduzido pela Secretaria Nacional da Segurança Pública. O projeto-piloto visa reduzir crimes por meio de ações integradas entre as esferas estadual, federal e municipal. A iniciativa vai ser implantada inicialmente no município de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, em junho deste ano.