Um tanto longo para as crianças, muitos diálogos e pouca ação: primeiras sensações diante de Voando Alto, cujo enredo lembra uma pouco a história do Patinho Feio. Outras sensações: prazer de conhecer as diferenças entre gaivotas e andorinhas e pelo achado da metáfora de nossa sociedade intolerante, humana, mas avessa ao vizinho, ao estrangeiro, ao “diferente”.

O filme conta a história de Manou, andorinha-macho que caiu no ninho de um casal de gaivotas. Passou por vários testes para provar, para a sociedade das gaivotas, que era pé-amarelo da gema. Triste por não voar alto nem planar, ou por comer perilampos à escondida dos pais, foge para a cidade, ganha abrigo de um peru e se apaixona por uma andorinha.

As primeiras sensações permanecem, mas as virtudes do filme –desenhos primorosos, música surpreendente para o gênero (uma batucada inicial faz lembrar a arara azul de Rio), cena de uma tenebrosa tempestade e a mensagem de solidariedade – permitem um convívio de opiniões, tais quais andorinhas e gaivotas dessa aventura que se passa nos céus de algum país.

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