É terrível a fixação pelo uso de armas mortíferas nos filmes norte-americanos. Pior ainda quando, diante de um formidável arsenal,  Arnold Schwarzenegger justifica– “é para proteger a família”. Tirando essa consideração, o reencontro de T-800 com Sarah Connor (Linda Hamilton) e a cidade do México como berço de uma salvadora da humanidade fazem de O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio, produzido por James Cameron, um filme emocionante para os fãs da saga ficcional iniciada nos anos 80.

Para quem nunca assistiu aos filmes anteriores, este pode ser um bom começo de uma longa amizade, mesmo porque a luta continua. Diretor de dois longas da série e produtor e um dos roteiristas de Destino Sombrio, James Cameron coloca as mulheres no centro da ação e deixa ao público o gostinho do início de uma nova trilogia, dirigida por Tim Miller.

Na nova trama, T-800 é um coadjuvante de luxo na guerra de três mulheres (além de Linda Hamilton, a colombiana Natalia Reyes e Mackenzie Davis, o rosto marcante de Blade Runner 2049) contra um exterminador de muitos recursos (Gabriel Luna). Elas estarão em luta contra um robô vindo de um outro futuro para dizimar uma mexicana, ameaça para o poder das máquinas de épocas vindouras.

Não é só poderio bélico e os robôs com seus efeitos especiais que prendem o espectador. Os elos entre T-800 e Sara Connor tornam o roteiro palatável. Afinal há uma história (ainda que cheia de clichês) sendo relatada, do começo (e que começo!) ao fim. Fim?