Pelo menos 18 pessoas morreram na explosão de gás que destruiu na segunda-feira (31) um edifício em Magnitogorsk, nos Urais – anunciou nesta quarta (2) o Ministério russo das Situações de Emergência.

De acordo com um balanço divulgado às 9h15 GMT (7h15 de Brasília), os corpos sem vida de 18 pessoas, incluindo duas crianças, foram encontrados no prédio, que desabou parcialmente, informou o Ministério.

Seis pessoas, entre elas duas crianças, foram resgatadas, enquanto outras 23 seguem desaparecidas.

“O trabalho de resgate continua”, acrescentou o Ministério, indicando que os escombros em uma área de 800 m2 foram retirados do local nas últimas 24 horas.

Uma parte desse edifício de nove andares desabou na explosão ocorrida na segunda-feira em Magnitogorsk, uma cidade industrial da região de Tcheliabinsk, cerca de 1.700 quilômetros ao leste do Moscou, nos Montes Urais.

Quase 1.100 pessoas moravam nesse imóvel construído em 1973, na época soviética.

Na terça-feira, os socorristas encontraram um bebê com vida, sob os escombros. Autoridades da saúde informaram que seu estado é grave, mas estável.

Flores e velas eram deixadas perto do local da explosão em homenagem às vítimas, enquanto o governador da região declarou um dia de luto nesta quarta-feira.

“Estamos todos de luto”, disse um homem à emissora Rossiya 24. “Quase todo mundo na cidade conhecia alguém” afetado pelo acidente, ressaltou.

O Comitê de Investigação russo, órgão responsável pelas principais investigações no país, anunciou na noite de terça-feira que nenhum vestígio de explosivos, ou de seus componentes, foi encontrado nos escombros já retirados.

Boatos que circulavam por alguns meios de comunicação apontavam para a possibilidade de a explosão de gás ter sido provocada deliberadamente.

Esses rumores ganharam peso após outra explosão na terça-feira à noite em um micro-ônibus, também em Magnitogorsk, que matou três pessoas, segundo autoridades locais.

Com informações das agencias internacionais