ITALO NOGUEIRA, RAFAEL BALAGO E ANA LUIZA ALBUQUERQUE
RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes é alvo nesta terça-feira (19) de um mandado de prisão expedido na Operação Patron, desdobramento da Lava Jato do Rio de Janeiro.
Ele é suspeito de ter auxiliado com US$ 500 mil o doleiro Dario Messer, enquanto este estava foragido da Justiça brasileira, entre maio de 2018 e julho deste ano, quando foi preso.
A ajuda começou a ser prestada, segundo as investigações, em julho de 2018, quando Cartes ainda estava na presidência do Paraguai.
​Messer ficou, segundo as investigações, até outubro de 2018 no Paraguai, país governado por Cartes até agosto do ano passado.
O ex-presidente foi incluído na difusão vermelha da Interpol. Ainda cabe à Justiça Federal do Rio de Janeiro efetuar o pedido de extradição de Cartes às autoridades paraguaias.
O Ministério Público Federal informou que está sendo formulado na tarde desta terça um pedido de cooperação jurídica internacional para o Paraguai.
Segundo o órgão, esse pedido não foi produzido anteriormente porque indícios apontavam para um risco de vazamento da operação -assim, as autoridades brasileiras decidiram aguardar o cumprimento dos mandados de prisão no Brasil.
De acordo com o MPF, Dario enviou uma carta ao ex-presidente -a quem chamava de “patrão”- solicitando os valores para gastos jurídicos. Nesta carta, segundo a Procuradoria, Dario escreveu a Cartes que precisaria de US$ 500 mil e de “seu apoio de sempre”.
O intermediário desta entrega, segundo a Procuradoria, foi o empresário brasileiro Roque Fabiano Silveira, que vive no Paraguai e foi condenado pela Justiça por contrabando.