O presidente boliviano, Evo Morales, renunciou à Presidência da Bolívia às 18h (horário de Brasília), da cidade de Cochabamba, após pressão das Forças Armadas e protestos intensos nas grandes cidades do país.
“Me dói muito que nos tenham levado ao enfrentamento. Enviei minha renúncia para a Assembleia Legislativa Plurinacional”, afirmou em pronunciamento na televisão. Morales, que ficou 13 anos no poder, diz ter sido vítima de “um golpe cívico, político, policial”.
“Quero pedir desculpas por ter sido exigente durante o trabalho. Não foi para Evo, foi para o povo boliviano”. “Aqui não termina a vida, segue a luta”, disse, encerrando a fala.
O vice-presidente Álvaro García Linera, que estava ao lado de Evo no pronunciamento, também apresentou sua renúncia.
Morales já havia convocado novas eleições no começo do dia e pedido que se reduzisse a tensão no país, após três semanas de enfrentamentos violentos que causaram três mortes e deixaram mais de 300 feridos nas principais cidades do país.