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Xisto toma posse nesta sexta, dia 1º/02 no TJP

 

Bom de voto, dono de saber jurídico, um aglutinador por excelência.

 

Todos os adjetivos convergem para o novo presidente do Tribunal de Justiça do Paraná.

 

Xisto Pereira: convergência de esperanças

Há 10 anos Adalberto Jorge Xisto Pereira é desembargador do TJ-PR. E nesta sexta, 1º/02, toma posse como presidente desse Tribunal de Justiça do Paraná.

Na avaliação de craques da área do magistério do Direito e da advocacia, a quem ouço – como o presidente do Instituto dos Advogados do Paraná, e professor da PUCPR, Hélio Gomes Coelho Junior – o presidente do TJ “é um aglutinador por natureza, atencioso para com as partes e o advogados, dono de saberes jurídicos que apenas explicam seu grau de respeitabilidade nesse universo da Justiça e do Direito”.

Enfim, um homem sábio, especialmente porque sabe dialogar, é o que Hélio pensa.

MUITO BOM DE VOTO

Já o publisher Odone Fortes Martins, presidente do Jornal Indústria & Comércio, a quem Xisto Pereira fez visita de cortesia, convidando-o para a posse, “o desembargador é carismático, e também muito acatado por seus conhecimentos jurídicos. E igualmente chama a atenção por ser muito bom de voto”.

FELIZ EXPRESSÃO

A expressão de Odone, sobre ser “bom de voto” remete à eleição de novembro passado: Xisto Pereira disputou a eleição com mais três sólidos candidatos, e foi eleito com folga de votos.

Profissionais do Jornalismo, como meu caso, que há dezenas de anos acompanham, de alguma maneira, a vida do judiciário paranaense, também falaram no mesmo diapasão sobre o novo. E fizeram alguma “memória” sobre antigos dirigentes do TJ.

E assumindo, ao mesmo tempo, que Xisto deve ser “uma boa novidade”.

SALAMALEQUES

Odone Fortes Martins: presidente bom de voto; Hélio Gomes Coelho Junior: sólidos saberes jurídicos

Eu me lembro de muitos deles, alguns marcados por salamaleques e que quase exigiam das partes – e até mesmo de advogados – que se submetessem a certas vassalagens. Queriam ser reverenciados não como homens garantidores da Justiça, nem por sua sabedoria. Mas queriam representar espécies de soberanos sem coroas.

LAVAR AS MÃOS

Nesse quesito dos ares imperiais de alguns que pelo TJ passaram, – nos tempos da Ditadura, particularmente -, havia um desembargador que mantinha garrafa de álcool sobre a mesa de despacho.

Não se preocupava com quem o observasse: depois de dar a mão ao visitante, tratava de higienizá-la com o anídrico.

Felizmente Xisto é presidente de tempos da TI, da forte presença do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e de uma sociedade hoje vigilante e que não aceita mais espetáculos como o de ver um presidente do TJ batendo em funcionário.

No tapa, mesmo.

E olha que isso não correu há muitos anos. O “pugilista” está vivo.

DIVIDIR PODER

Fico satisfeito em saber que o desembargador Xisto é leitor deste espaço coluna/blog. Mais satisfeito fico porque sei que ele, como professor, assume plenamente o conhecimento desses novos tempos do século 21.

Tempos em que o “poder quase monárquico” dos distribuidores da Justiça não mais inspira os “toques monárquicos” fazedores de supostas curas, realidade de tempos medievais. Curavam particularmente escrófulas.

Xisto – graças – sabe que a sociedade de hoje, numa Democracia, dispõe de muitos caminhos para se expressar e reclamar contra malfeitos e na defesa de seu direitos.

“REINADO DE XISTO”

A Justiça no “reinado” de Xisto será de alguma forma mais compartilhada pelo hoje cidadão exigente vias redes sociais, e pelos enormes e ainda enigmáticos caminhos de novas realidades que estão derrubando dogmas de toda ordem.

LIÇÃO DE ULPIANO

E com olhar crítico, assestando seus olhos de águia, esses novos atores do século 21 podem até se mostrar exegetas de tradicionais princípios do direito, como os definidos por Ulpiano: “viver honestamente, não prejudicar ninguém, dar a cada um o que é seu.”

Xisto não fugirá desse cenário de mudanças de um país que não pode simplesmente eliminar o “politicamente correto”. Apesar dos alaridos ao derredor e das fogueiras das vaidades, matérias com as quais o presidente já enfrenta em seu dia a dia, no seu “múnus judicante”.