“Professor Maury sofreu tentativa de golpe”, diz o sociólogo Rui Simon Paz, há 46 anos atuando na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE)

Rui Simon Paz

Eu e o também jornalista André Nunes ouvimos, semana passada, por quase duas horas, o sociólogo e professor universitário Rui Simon Paz, que atua há 46 anos na SBEE e no Centro Espírita “Dr. Leocádio Correa”.

Com o qualificado testemunho dele, a coluna encerra, por ora, a abordagem do assunto que tem tanto envolvido parte da opinião pública Curitiba, já que Maury Cruz é inegável liderança religiosa da cidade.

Paz defende sem meias palavras o professor Maury, dizendo que as acusações de que teria assediado homens na instituição não passam de invenção. Maury teria sido apenas vítima de golpe. Leia:

QUEM É PAZ

Gaúcho de Vacaria radicado em Curitiba desde 1968, com pai militar e família espírita, o sociólogo, professor e bancário aposentado Rui Simon Paz é categórico em afirmar sua lealdade e confiança na obra e trabalhos da Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE), que frequenta há 46 anos, e principalmente na figura de seu líder, Maury Rodrigues da Cruz.

Quem acompanha a coluna – e o noticiário das últimas semanas – sabe das acusações contra o médium Maury, 78, diretor presidente da SBEE, que se tornou réu pelos crimes de violação sexual mediante fraude e estelionato, após denúncia feita pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).

PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

Rui se tornou bancário em 1975, no Banco do Brasil, depois de atuar por dois anos no antigo Banco Nacional. Aposentou-se no BB em 2007.

Graduado e mestre em Ciências Sociais pela UFPR, é professor universitário há 31 anos – já lecionou Sociologia na Faculdade de Direito de Curitiba e hoje dá aulas na Faculdade Leocádio Correia (Falec), e na pós-graduação de Psicologia da Universidade Positivo, com trabalho sobre os paradigmas da ciência contemporânea.

“Minha família é toda espírita. Meu pai se tornou espírita quando eu era recém-nascido, no Exército é muito forte, existe até a Cruzada dos Militares Espíritas. Frequento a SBEE desde 1972, meu pai foi membro ativo até uma semana antes de falecer, aos 82 anos, em 2009”, lembra.

EM 65 ANOS

Os números da SBEE impressionam: 65 anos de existência, algo entre 1500 e 1800 médiuns cadastrados para o atendimento ao público e uma média de 35 mil pessoas atendidas a cada ano só na sede de Curitiba.

Seus núcleos filiados estão no Rio de Janeiro, em São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Ibicoara (BA), João Pessoa (PB) e Campos Novos (SC). No Paraná estão a maioria dos centros: Ponta Grossa, Castro, Campo Largo, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais, Cascavel e Foz do Iguaçu, além da chácara de Campina Grande do Sul – “numa espécie de condomínio chamada Chácaras Renascença, a nove quilômetros do trevo de Quatro Barras”.

EM COPACABANA

“No Rio o trabalho é bem forte em Copacabana. Os artistas procuram bastante o professor Maury e a orientação do Dr. Leocádio quando ele está por lá. E políticos também, eles percebem que um líder religioso como o professor tem muita influência”, detalha Paz, ressaltando que o patrimônio da SBEE é grande devido às sedes físicas, mas que a instituição não possui riquezas, já que é filantrópica e beneficente.

“Temos um corpo diretivo, tesoureiro e secretários. Nós membros fazemos contribuições mensais para custear os gastos de água, luz e etc. Como qualquer instituição do tipo”.

“TENTATIVA DE GOLPE”

Rui Simon Paz traça uma linha do tempo para explicar aquilo que, segundo suas convicções, seriam os fatos que originaram toda a querela judicial do Caso Maury. Ele explica que é vizinho de chácara do casal Gladiomar Saade e Leonardo Castilhos, ex-membros da SBEE, mãe e padrasto de Giulio Ferrari, tido como o “pivô das denúncias” contra Maury Rodrigues da Cruz.

COMEÇA EM FEVEREIRO

“Tudo começou em fevereiro deste ano. A senhora Gladiomar, mãe do Giulio, é minha vizinha em Campina Grande. O casal viajou aos Estados Unidos para visitar o filho e os netos. Quando voltaram, liguei para o Leonardo perguntando sobre a viagem, e fiquei sabendo que eles iriam deixar a SBEE, mas queriam me explicar pessoalmente”, afirma. Nisso Rui Paz tomou conhecimento da carta escrita por Gladiomar ao professor Maury, relatando o suposto caso de abuso sexual sofrido pelo filho Giulio há 20 anos.

“O casal disse que estaria demovendo o filho da ideia de trazer o caso à público, em consideração ao Maury. Pediram para eu não contar nada a ninguém e, uma semana depois, me chamaram para uma reunião com outros membros da SBEE, na sede da empresa do senhor Luis Vencato. Foi onde se deu a tentativa de golpe”.

FIZERAM AMEAÇA

Maury Cruz, o fundador

Segundo o sociólogo, Gladiomar e Leonardo reuniram 37 membros com posições de destaque na SBEE para pedir o afastamento do professor Maury da presidência, caso contrário fariam a denúncia contra ele e postariam os vídeos na internet.

“Foi uma tentativa de cooptar as pessoas e isolar o professor. Mas tudo deu errado, as pessoas não concordaram, por que conhecem o Maury há décadas. 34 dos membros não toparam. Tenho essa reunião gravada, inclusive. Nesse momento, não relacionaram com a venda da faculdade, mas a gente sabe que é o objetivo”, acusa.

VENDA DA FACULDADE

Ainda segundo Rui Paz, Luis Vencato estaria pressionando Maury Rodrigues da Cruz a vender a Falec a um grupo paulista. Apesar das dificuldades financeiras que estão enfrentando, o professor não concordou. “A mantenedora da faculdade é o Lar Escola Leocádio Correia, de ensino integral até 9º ano do Fundamental; lá crianças recebem educação e alimentação, são 180 crianças, no Santa Cândida. O objetivo ao assumir a SBEE seria transformá-la numa ONG e captar dinheiro internacionalmente, já havia até projeto pronto. Mas nós sabemos que a SBEE não existe sem o professor Maury, é a obra da vida dele”, garante.

DEPOIS, OS VÍDEOS

Depois da citada reunião, os vídeos de Giulio Ferrari começaram ser postados e o médium Maury entrou na Justiça com ação de injúria e difamação. “Eles são réus. É a razão do canal original do Giulio ter saído do ar, no Youtube e Facebook. Na sequência, eles foram ao MP com as duas denúncias de assédio que foram aceitas junto a uma denúncia de estelionato, feita pelo Vencato. Desde então, estão criando sites e canais no Youtube. A Justiça tira do ar um canal e surgem outros”.

PANFLETOS APÓCRIFOS

O médium reclama ainda que panfletos apócrifos difamatórios estão sendo distribuídos em caixas postais e carros da vizinhança da SBEE, na Vila Tingui, assinados por uma “Associação das Vítimas de Maury Rodrigues da Cruz” – que não existe.

“Quem faz ações assim não quer justiça, quer vingança. Foi frustrada sua tentativa de assumir o poder na instituição. Fizemos em 17 de agosto uma reunião com 600 pessoas em solidariedade ao professor Maury. Isso revoltou muito esse grupo, que esperava que a SBEE iria se desmanchar com as denúncias. Quando se trata de líder religioso, os ataques são sempre pelo lado moral, já que não conseguem outros meios”, defende Rui

BEM PARECIDOS

Paz indaga, ainda, a razão dos testemunhos serem parecidos entre si.

“Quando se lê os relatos e assiste aos vídeos, tudo parece muito bem arquitetado e ensaiado. Acredito que a SBEE não teria 65 anos de existência e todo esse trabalho reconhecido pela sociedade se fosse um ‘antro de depravações sexuais’, como nos acusam”, finaliza.

Rui Simon Paz na entrevista
Rui Simon Paz na entrevista com AMGH

Os paranaenses na defesa de Lula

Luiz Fernando Casagrande Pereira, Luiz Carlos Rocha, Manoel Caetano Ferreira Filho e Gleisi Hoffmann.

É no mínimo curioso: o ex-presidente Lula, que tem os menores índices de aceitação eleitoral no Paraná, encontra em cinco paranaenses parte do destacado staff de seus defensores. Na ponta da lista local está Luiz Fernando Casagrande Pereira (que já foi personagem de meu livro Vozes do Paraná), a quem setores da imprensa nacional começam a nominar simplesmente como “Luiz Fernando Casagrande”. Depois, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e os advogados Luiz Carlos Rocha (também personagem de Vozes) e Manoel Caetano Ferreira Filho.

Luiz Fernando e Manoel Caetano são professores universitários. O primeiro, consolida-se como especialista em direito eleitoral.


CANDIDATURA (I)

Agenda de Jorge Bernardi

Jorge Bernardi

A assessoria de Jorge Bernardi, informa a agenda do candidato doa REDE ao Governo do Paraná para esta semana:

TERÇA FEIRA 04/09/2018

9H – Campanha em Mandirituba, Quitandinha e Fazenda Rio Grande

16H – Gravação estudio

QUARTA FEIRA 05/09/2018

9H15 – Entrevista CBN Curitiba

14H – Campanha de rua no centro de Curitiba

20H – Reunião de pais no Colégio Passionista (agenda pessoal)

QUINTA FEIRA 06/09/2018

12H – Almoço grupo de professores universitários no Hard Rock Café (GPCOM)

18H15 – Entrevista Band Cidade

SEXTA FEIRA 07/09/2018

6H – Viagem Norte Pioneiro

11H – Wenceslau Braz

14H – Siqueira Campos

16H – Pinhalão


CANDIDATURAS (2):

Ratinho Junior na Região Metropolitana

Em mobilização nas cidades da Grande Curitiba, o candidato falou das propostas para a região

Candidato na RMC

Centenas de pessoas acompanharam Ratinho Junior em caminhada pelas cidades da Região Metropolitana de Curitiba neste sábado, 01. Em Campina Grande do Sul, a mobilização foi coordenada pelo prefeito Bihl Zanetti (PSDB), que declarou apoio ao candidato na campanha ao governo do Estado. “Ratinho Junior é jovem, dinâmico, tem ideias inovadoras. Como deputado e secretário contribuiu bastante com os municípios e tenho certeza de que ele vai ajudar muito mais como governador”, disse o prefeito.

Pároco na cidade há 20 anos, atualmente à frente do Santuário Nossa de Fátima, padre José Messias Santos também apoia o candidato. “Tenho uma esperança muito grande no Ratinho Junior, vejo nele uma luz, é um homem honesto, que não está envolvido em corrupção”, declarou.

Em Quatro Barras, Ratinho Junior conversou com moradores e falou dos planos para a região, caso seja eleito governador. “Será um novo momento, de crescimento para a Região Metropolitana de Curitiba, com mais oportunidade de emprego e renda, combinados com uma maior qualidade de vida e respeito ao meio ambiente”, afirmou o candidato. A ação na região metropolitana seguiu à tarde, com grande mobilização em Colombo, uma das maiores cidades da Grande Curitiba.


DOS LEITORES

Urban recorda momentos da história política de SC

Aroldo,

Raul Guilherme Urban e um dos antigos deputados catarinenses: Antonio Carlos Konder Reis.

Um “muito obrigado” é, no mínimo, o que posso momentaneamente dar, em agradecimento à veiculação do meu texto sobre tropeirismo e o livro que aguarda um editor interessado. Uma divulgação dessa ordem é fundamental para podermos ampliar as fronteiras da Cultura, de um país que pouco lê, e que precisa, mais e mais, do incentivo oficial e privado.

SOBRE O PAI

Uma pequena correção: meu pai foi, de fato, multi-empresário, conduzindo, da segunda metade dos anos 1940 à primeira metade da seguinte, simultaneamente, uma indústria de casas pré-fabricadas em São Bento do Sul – a Indústria Oxford-Brasil – INBOBRA; e, em Joinville, num só endereço, a Saboaria Ypiranga e a Perfumaria Jasmim. Nesse meio tempo, enquanto Deputado Constituinte por Santa Catarina, em 1946, reeleito para um segundo mandato, até 1954, ao contrário do informado na coluna, pertenceu aos quadros do Partido Social Democrático – PSD, e não da União Democrática Nacional, a UDN.

OUTROS TEMPOS

Mas os tempos políticos eram outros, mais “limpos” e românticos, tempos em que, apesar de estarem em quadros opostos, os políticos mantinham convívios de alto nível e defendiam, acima, de tudo, não só as próprias ideologias, como – e aí está o principal – os interesses de regiões devidamente representadas na Assembleia Legislativa, em Florianópolis, ou no Congresso Nacional, que então funcionava na velha capital republicana, no Rio.

OTTO A.GUILHERME URBAN

A referência ao constituinte Otto Augusto Guilherme Urban (nome completo de meu pai) está na página 230 do livro “Partidos e Políticos de Santa Catarina”, de autoria de Carlos Alberto Silveira Lenzi – publicado pela Editora da Universidade Federal de Santa Catarina, em 1983.

Das 37 vagas na Assembleia Legislativa, à época, 21 cabiam ao PSD: Pedro Lopes Vieira, Rui Cesar Feuerschuet, Armando Bulos, João Ribas Ramos, Biase Faraco, Protógenes Vieira, Heitor Liberato, Gasparino Zorzi, Cid Loures Ribas, Joao Estivalet Pires, Félix Odebrecht, José Boabbaid, Antenor Tavares, Orty Machado, Antônio Dib Mussi, Antônio Varella, Otto Augusto Guilherme Urban, Alfredo Campos, Raul Schaeffer, Joaquim Pinto Arruda e Wiegand Persuhn.

LUIZ DALCANALLE

A bancada udenista contava com Max Colin, Luiz Dalcanalle, Antônio Carlos Konder Reis, Ramiro Emerenciano, Waldemar Rupp, Walter Mueller, Paulo da Luz Fontes, Antônio de Barros Llemos, Artur Mueller, Oswaldo Bulcão Vianna, Fernando Ferreira de Melo, João José de Souza Cabral e Aroldo Carneiro de Carvalho. O PTB elegeu Braz Joaquim Alves e Saulo Ramos. E o PRP, José Maria Cardoso da Veiga.

NA VELHA DESTERRO

Recordo que, criança ainda, muitas vezes acompanhei meu pai em suas idas às atividades legislativas, na velha Desterro, e muitas vezes, mesmo alheio à política, acompanhado de minha mãe, no plenário da Assembleia, assisti aos inflamados discursos na tribuna dos então parlamentares.

Detalhe: meu pai foi, com certeza, amigo de muitos deles, mesmo que lotados – como já ditos – em partidos opostos.

SOBRE A PROFISSÃO

Quanto às referências que você fez à minha vida profissional, um último adendo: além dos 10 anos de permanência na URBS, outros dez foram dedicados integralmente à Assessoria de Imprensa do IPPUC (1976/1986).

Detalhe: tenho o livro de Lenzi em minha biblioteca.

RAUL GUILHERME URBAN, jornalista, estudioso de mobilidade urbana, Curitiba

IPPUC

“A Pulsão pela Escrita”, a biografia de Wilson Bueno

Luiz Manfredini, o biógrafo

Luiz Manfredini, que já foi personagem de meu livro Vozes do Paraná, jornalista associado a grandes momentos da vida política do Paraná, estará consumando dia 17, das 18 às 21 horas, na Casa de Chá The Kettle (Prudente de Moraes, 836), trabalho enorme, lançando livro biográfico do escritor Wilson Bueno. O título é muito apropriado, denunciador de fidelidade ao biografado: “Pulsão pela Escrita”.

Bueno foi um dos personagens mais férteis da literatura paranaense. Nunca frequentou chacrinhas ou soldalícios, nem correu atrás da crítica.

Mas a crítica nacional de qualidade o reconhece como exponencial de nossa literatura. E isto basta.

A ampla pesquisa envolveu trabalho de quase três anos, patrocinada pela Binacional Itaipu, em que Manfredini ouviu dezenas de amigos, companheiros de infância do escritor, especialistas em literatura, familiares de Bueno e um sem número de observadores da vida e obra do autor de “O Mar Paraguayo”.

Aqui segue o texto da orelha do livro:

PLENA DE CONFLITOS

A pulsão pela escrita não é apenas uma boa história, mas narrativa emocionante, plena de conflitos humanos, amálgama de biografia, romance e jornalismo em torno da tormentosa vida e a obra singular do jornalista e escritor paranaense Wilson Bueno (1949/2010), um dos autores mais significativos e fascinantes da literatura brasileira.

CAMISA-DE-FORÇA

Evitando a camisa-de-força dos protocolos metodológicos, Luiz Manfredini conduz o leitor a um “olhar incondicionado, voo livre” sobre as aventuras e desventuras de seu personagem. Sempre com poesia e linguagem assertiva, apresenta um quebra-cabeça cujo resultado é composição surpreendente, onde a narrativa descreve idas e voltas, recortando assuntos, saindo de um ponto e a ele retornando sem perder o fio da meada. E desse arranjo virtuoso, emerge, cru, o perfil de um protagonista controverso e único, do criador talentoso, obsessivo cultor da palavra.

UM “VAGAU”

Wilson Bueno, escritor de múltiplas facetas. Ora um flâneur, um vagau, como dizia, colhendo aqui e ali, em andanças sem destino, a vida tortuosa dos marginalizados. Suscetível a influências, ora incorporava Jean Genet, em sua mitologia pessoal de escândalos e rixas, ora o libertino Arthur Rimbaud, vestes rotas, cabelos longos e desarrumados e o comportamento considerado ultrajante. Em seus últimos vinte anos de vida, sóbrio, fechou-se em recato, mostrando-se como um discreto e elegante cavalheiro vitoriano.

A pulsão pela escrita é, enfim, um voo acidentado e pungente, sobre a vida e a obra de um escritor que “não viveria, absolutamente, sem escrever”, e que se agarrava à literatura movido por uma pulsão vital, absoluta.

Wilson Bueno e vários de seus livros

CANDIDATURAS (3)

Cida reforça combate a corrupção e o corte das despesas públicas

Segundo a candidata ao governo Cida Borghetti, o combate à corrupção já é realidade

A governadora Cida Borghetti, candidata à reeleição (coligação PP-PSDB-PTB-PROS-PMB-PMN-DEM), disse nesta segunda-feira, 3, que já tomou medidas que reforçaram o combate à corrupção, o corte de despesas e desburocratização da máquina pública. “Nós temos um foco muito grande no combate a corrupção. Através do telefone 181, a população pode denunciar qualquer ato de desvio de conduta. Precisamos acabar de vez com a corrupção e contamos o apoio da população para isso, o que pode nos ajudar denunciando qualquer prática criminosa”, disse Cida em conversa com a imprensa.

“Sabemos que as inúmeras situações de corrupção envolvendo políticos fez com que a população ficasse descrente, mas eu rapidamente, assim que cheguei ao governo, criei a Divisão de Combate a Corrupção, dei autonomia, a integrei com Polícia Civil e isso tem nos dado o retorno”, completou a governadora.

FIM DAS MORDOMIAS

Entre outras medidas, tomadas no seu governo no corte das despesas, Cida Borghetti citou o fim dos celulares corporativos e dos carros dos secretários estaduais. “A frota do Estado está sendo compartilhada e os carros que serviam os secretários foram repassados para a Polícia Militar, que está utilizando-os para as patrulhas Maria da Penha”, informou.

E esta integração, segundo a governadora, já rendeu resultados. “Em Guarapuava uma patrulha Maria da Penha já está conectada junto ao botão do pânico auxiliando no combate da violência doméstica contra mulheres”, disse.


CANDIDATURAS (4)

Justiça Eleitoral manda João Arruda retirar do ar propaganda eleitoral sobre 29 de abril

Imagem aérea do Centro Cívico com indicações alusivas a candidatos do governo do Estado

O juiz Tito Campos de Paulo mandou neste domingo, 2, que a coligação do candidato João Arruda (MDB-PDT-PCdoB-SD) retire do ar, nas inserções na TV/rádio, a propaganda eleitoral sobre os episódios de 29 de abril. “O modo como a propaganda foi divulgada pode induzir aquele que assiste ao programa à conclusão de que o fato de que a candidata tinha poderes para ter atuado de alguma forma, tendo, assim, contribuído de maneira decisiva com o fato, o que não corresponde prima face à realidade”, diz a sentença do juiz que acatou o pedido da coligação Paraná Decide (PP, PSB, DEM, Pros, PTB, PMN e PSDB).

“O perigo da demora está calcado na necessidade de intervenção célere do Poder Judiciário para coibir a propaganda eleitoral que veicule, em uma análise perfunctória, matérias contendo fatos distorcidos e possam influenciar o eleitor na escolha de seu candidato”, diz ainda o despacho do juiz eleitoral.

SENSACIONALISMO

Na representação à justiça eleitoral, a coligação Paraná Decide argumenta que a inserção, na forma como apresentada, ultrapassa os limites da mera crítica política. “Vídeo é apresentado de forma sensacionalista, gerando estado mental negativo indevido contra Cida Borghetti, dando a impressão que ela teria determinado o uso de violência contra professores no 29 de abril, quando a verdade é que não estava no exercício do governo e não tinha poder de interferir no ocorrido na posição de vice-governadora”.