* Leonardo Rebitte

Vista anteriormente com um pouco de desconfiança pelo mercado de investimentos e, agora, consolidada como uma opção rentável e eficaz na estratégia de diversificação da carteira de investimentos, a modalidade de renda fixa Peer to Peer Lending (P2P) está atraindo cada vez mais interessados.

O crédito P2P permite que um investidor empreste dinheiro para uma empresa – e até para outras pessoas – em troca da obtenção de ganhos com os juros. Ele se caracteriza pelo oferecimento de crédito a um custo mais baixo ao tomador e pela alta rentabilidade a quem empresta.

As plataformas P2P baratearam os custos dos empréstimos, possibilitando aos investidores uma rentabilidade anual que pode chegar a 23% (ou 400% do CDI), já descontando o risco de inadimplência. Estes são números superiores à média dos ganhos com a renda fixa ao ano, que fica entre 7% a 8%.

Hoje, qualquer pessoa pode emprestar dinheiro a outra legalmente e receber juros. Em investimentos P2P, o investidor disponibiliza o seu dinheiro diretamente para quem precisa. Entre as vantagens desse investimento, além do seu retorno financeiro – já mencionado anteriormente -, está a rapidez do processo, que é todo online.

Nessa modalidade, o tomador de crédito conta com a tecnologia para agilizar a aprovação dos empréstimos e como a operação não fica subordinada ao alto valor do spread brasileiro, o custo de toda a operação se torna bem menor.

Vale ressaltar que no caso de empréstimo entre pessoas, quem empresta o dinheiro não está sujeito a nenhuma ilegalidade de agiotagem, pois as transações são feitas através de instrumentos legais, como Cédulas de Crédito Bancário (CCB), que o torna dono do direito de recebimento dos juros do empréstimo.

Ok, mas isso é confiável?

Ao investir em empréstimos P2P, o investidor (quem empresta) tem o mesmo risco que um Banco ao oferecer crédito na praça. Para minimizar a taxa de inadimplência, as fintechs contam com a mesmas estratégias e tecnologias das grandes instituições financeiras para análise de crédito.

Hoje, qualquer um pode emprestar dinheiro legalmente e receber juros. Com o empréstimo colaborativo, o investidor, além de além de obter retornos maiores do que investimentos mais comuns nos bancos, também ajuda outras pessoas a ter a oportunidade de quitar as suas dívidas com o dinheiro emprestado a juros menores. Outras estão realizando seus sonhos, montando o próprio negócio, reformando a casa e investindo em educação e qualificação profissional.

* Leonardo Rebitte é CEO da Mutual