Empresários do Paraná comemoram Selic

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Camilo Turmina, presidente da ACP

Após decisão do Copom, que reduziu a taxa básica de juros de 4,5% para 4,25% ao ano, vários bancos anunciaram queda nas taxas de juros das linhas de crédito oferecidas aos clientes. O Bradesco afirmou que reduzirá as taxas de juros de suas principais linhas de crédito a partir de segunda-feira (10), acompanhando a decisão do Copom.
O Banco do Brasil também informou que vai reduzir as taxas de juros em linhas de crédito para o varejo das pessoas física e jurídica, além do crédito imobiliário. O Itaú Unibanco vai repassar integralmente aos seus clientes o corte de 0,25 ponto na taxa básica de juros.

REPERCUSSÃO

No Paraná, o presidente da Associação Comercial, Camilo Turmina (foto), emitiu carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro celebrando as possibilidades que são geradas com o novo corte. “A nova mínima histórica, trará significativa contribuição aos esforços tanto do governo quanto do setor produtivo para atingirmos um cenário de crescimento econômico sustentável”, disse o presidente.
Os analistas explicam que havia espaço para levar a Selic para 4,25% porque a inflação prevista para este ano está abaixo do centro da meta. O BC fez questão de avisar, porém, que o corte de 0,25% deve ser o último dos últimos cinco anos, período em que houve redução de 10 pontos percentuais da taxa básica de juros.

Confira nota oficial:

AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE
DA REPÚBLICA JAIR BOLSONARO

Como presidente da centenária Associação Comercial do Paraná e em nome de milhares de associados entre micro, pequenas, médias e grandes empresas, manifesto cumprimentos a Vossa Excelência pelas medidas levadas a termo pelo Governo Federal para retomada do crescimento econômico.
Neste sentido, o corte anunciado pelo Copom nesta quarta-feira, 05/02, o quinto consecutivo, reduzindo a taxa básica de juros de 4,5 para 4,25%, a nova mínima histórica, trará significativa contribuição aos esforços tanto do governo quanto do setor produtivo para atingirmos um cenário de crescimento econômico sustentável.
As elevadas taxas pagas pelos brasileiros dificultam os investimentos e o consumo, geram incertezas e desemprego. Nossos juros reais são excessivamente elevados, comprometem a viabilidade dos negócios e ameaçam sua própria sobrevivência. Portanto, embora o Copom tenha sinalizado o fim do ciclo de baixa, a ACP entende ser ainda necessário que o BC mantenha a porta aberta para novos cortes para viabilizar uma retomada mais vigorosa da economia.
O avanço nas reformas estruturais da economia brasileira é essencial para que os juros básicos voltem a cair em curto e médio prazos, sendo necessárias medidas adicionais para esses novos cortes.
Desejando a Vossa Excelência pleno êxito na implementação das medidas que coloquem o Brasil nos trilhos do desenvolvimento econômico e social.

Camilo Turmina
Presidente da ACP