O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse nesta quarta-feira (21), em Belo Horizonte, que o partido só não fará prévias para definir seu candidato à sucessão do presidente.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, disse nesta quarta-feira (21), em Belo Horizonte, que o partido só não fará prévias para definir seu candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso haja um consenso entre os postulantes tucanos à Presidência da República, os governadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

"Na falta desse entendimento, [faremos] uma prévia aberta, aceita, tranquila", afirmou o senador pernambucano, após encontro com Aécio.

Ainda de acordo com Guerra, as prévias são "absolutamente corretas". "Precisamos delas se houver dois candidatos", disse.

Para o presidente tucano, o prazo para que haja um "entendimento" entre Aécio e Serra é o segundo semestre.

A realização de prévias no partido é a esperança de Aécio para conseguir a indicação do partido para a disputa da Presidência da República, em 2010.

Para se cacifar para a disputa interna, caso ela se confirme, o governador mineiro já anunciou, há duas semanas, que iniciará, em março, uma caravana pelo país para discutir a sucessão e arregimentar apoio de membros do partido.

Um baque na sua candidatura foi a entrada de Geraldo Alckmin no secretariado do governador José Serra. Na segunda-feira, ele aceitou convite para assumir a Secretaria de Estado de Desenvolvimento. Alckmin era tido, por aecistas, como peça fundamental para rachar o tucanato paulista.

Segundo Sérgio Guerra, a reunião de ontem com Aécio não foi motivada pela movimentação de peças no tabuleiro tucano em São Paulo. De acordo com ele, a reunião já estava agendada há "bastante tempo".

"[A união de Serra com Alckmin] é um episódio claramente paulista, do PSDB de São Paulo. Nós [direção nacional do partido] não interferimos nele. É uma coisa de São Paulo, própria de São Paulo, e evidentemente política porque é uma coisa entre políticos. Mas não tem nada a ver com Aécio", disse Guerra.

O Palácio das Mangabeiras, sede do governo mineiro, já vem se transformando em quartel-general de sua candidatura. Antes de Sérgio Guerra, no intervalo de uma semana, o governador recebeu para conversas reservadas o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e o deputado federal ACM Neto (DEM-BA) –sempre com 2010 na pauta.