Thiago “Pents” Penteado, que começou brincando com videogame na infância, inaugura em Curitiba a única casa de experiência completa em e-sports do Brasil. Mix de arena e hamburgueria temática, com a mais alta tecnologia, a Cooldown E-Sports n’ Burgers, apta para receber até cem pessoas, abre ao público nesta quinta dia 29.
“Com o conceito de entregar uma experiência completa, o projeto se desenvolveu unindo tudo que os entusiastas querem com um ambiente temático inspirado nos principais jogos da atualidade e nas melhores cadeias de restaurantes temáticos do mundo”, adianta Pents, citando alguns jogos inspiradores – LoL, CS:GO, Hearthstone, Dota2, Overwatch.
Os games estão na decoração, projetada pela Perverts Cenografia, e até no cardápio, criado pelo chef Bruno Libonati e pelo consultor de coquetelaria Augusto Segan, como o sanduíche inspirado em Roshan, personagem do Dota, que tem uma “carapaça” de pimentas e chips, e o drinque Aegis, que é o item que Roshan “dropa” quando morre. O projeto arquitetônico de Viviane Tabalipa visa uma imersão no mundo dos e-sports.
Mas a casa visa atrair famílias, tanto assim que dispõe de um espaço kids, com móveis coloridos e muitos brinquedos, cercado com vidros para que os pais não percam as crianças de vista.
Diferente de uma lan house, a Cooldown E-Sports n’ Burgers, diz Thiado Pents, funciona como uma quadra de futebol sintético. “Quadras são alugadas para jogar em grupos, realizar eventos, torneios ou treinamentos. Esse será o escopo de uso da nossa Arena: times, grupos de amigos, torneios presenciais e treinamentos”, situa. Ali estarão doze computadores, seis em cada cabine, além de duas cabines privativas – “um espaço tranquilo, com equipamento e internet de qualidade para streaming ou produção de vídeos para a internet. E ainda pode ser utilizado para treinos individuais com nossos coaches, aptos para treinar, ensinar e orientar os jogadores dos mais diversos níveis”.
A Cooldown quer ser uma grande marca de e-sports. “Isso inclui organizar eventos, vender material próprio, gerenciar times, treinar e desenvolver jogadores e outros profissionais ligados ao e-sports, observa o empreendedor, lembrando que, para os neófitos, os jogos eletrônicos “são complexos em um primeiro momento. Mas, assim que você entende o que está acontecendo na arena virtual, eu posso garantir, a experiência é tão, ou até mais, recompensadora que no esporte tradicional”.
E esse mercado não é brincadeira: movimentou 400 milhões de dólares em 2016 e a estimativa é alcançar, em dois anos, um bilhão em faturamento só do e-sports, já que o League of Legends faturou 1,7 bilhão de dólares em 2016 e The International, mundial de Dota2, pagou quase 30 milhões de dólares em prêmios.