Uma discussão provocada pelo governador Roberto Requião, envolvendo seu ex-amigo e ex-apoiador, o ex-governador  Paulo Pimentel, ainda vai dar muito “pano pra manga”

Uma discussão provocada pelo governador Roberto Requião, envolvendo seu ex-amigo e ex-apoiador, o ex-governador  Paulo Pimentel, ainda vai dar muito “pano pra manga”. O destempero verbal do governador ocorreu como de hábito na “escolinha”. Por sinal que por conta dos anteriores,  caracterizados pela  Justiça como uso indevido da TV Educativa que transmite suas “aulas”,  Requião já levou inúmeras multas e ainda nesta semana mais uma, totalizando mais de R$ 800 mil reais. Como no Brasil  ganhar ações que impliquem em cobranças financeiras é mais fácil do que cobrá-las, resta saber se ele um dia pagará. De qualquer modo é mais um motivo para justificar a sua decisão de disputar uma vaga ao Senado, como imaginam seus oponentes, do que correr o risco de uma campanha presidencial de alto risco que, se perdida o deixará na vala comum em que as dezenas de ações que correm contra ele, inclusive as de tais cobranças, certamente o alcançarão. Com mandato terá sempre o manto protetor da imunidade. No caso de Paulo, a agressão deveu-se à suposta perda da Fundação Copel, pela falência do Banco Santos. Acusou Paulo, então presidente da Copel, de não ter obedecido a sua ordem de retirar o dinheiro da Fundação, ante os rumores da falência. Pimentel alegou que a Fundação é dos funcionários, dirigida por diretoria eleita por eles e não se subordina ao presidente da Copel. “Nem ao governador” afirmou  em sua entrevista-resposta em que desancou Requião. Resta saber o que fará o governador na próxima “escolinha”, já que Paulo deixou patente: a agressão foi feita para encobrir suspeitas que envolvem o porto da Ponta do Félix.

Empresa concorrente…
Uma certidão emitida pela Junta Comercial do Paraná em poder da coluna, sobre uma das empresas que intermedeiam a aquisição da draga a ser adquirida pelo Porto de Paranaguá,  dúvidas.  A cada alteração contratual, ela acrescenta algum tipo de representação às suas variadas atividades.

…da rua 25 de março
À partir dessa 12a. alteração, tal empresa que se notabilizara por uma estranha transação com o governo anterior, vendendo fardamentos jamais entregues à Policia Militar, tendo porém recebido parte do pagamento, e que já está habilitada a negociar com qualquer órgão de governo, na medida em que representa de tudo, inclusive ração (habilitada portanto a servir ao Canguiri) agora já pode também oferecer draga à APPA.

De A a Z
Quem leu a extensa gama de produtos oferecidos pela referida perceberá facilmente que se trata no mínimo, de uma empresa muito versátil. Como lembra aquele comercial de produtos energéticos, representa de A a Z.

Pressão adiada
A pretensão dos aposentados da Previdência de obterem aumento superior em 1,5 aos 6,2% propostos pelo governo, não terá mais tempo para ser aprovado este ano. Em compensação, na votação de 2010, ano eleitoral, a pressão sobre os parlamentares federais será ainda maior.

Assunto oportuno
O assunto é relevante. Aposentado pelo INSS no Brasil é candidato a um final de vida de dificuldades, se não tiver bens de raiz. O modelo utilizado na previdência pública brasileira, esgota-se nos custos para sua manutenção e nos desvios de recursos, não apenas os ilegais.

“Empréstimo”
Pouca gente lembra-se de denúncia formulada pela imprensa ao início da construção de Itaipu, quando recursos da Previdência foram “emprestados” à obra por obra e arte do ex-ministro Delfim Neto. Não consta que tenham sido devolvidos, até por que a própria censura aos veículos de comunicação encarregou-se de empurrar  o assunto para baixo dos tapetes brasilienses.

Fraudes
Da mesma maneira os muitos milhões desviados por atividades fraudulentas de funcionários de alto escalão do sistema, jamais foram integralmente cobrados. Nem as penas a que foram submetidos, integralmente cumpridas.

Dinheiro na mão
Funcionários na ativa e aposentados do governo do Paraná, podem programar seus gastos de fim de ano. O 13º, diferente dos anos anteriores em que o pagamento ocorria na segunda metade do mês de dezembro, será pago dia 11. Já a prefeitura de Curitiba, ainda não definiu a data para tal pagamento.

Correção
Na coluna de ontem, a citação de um adágio popular, “Mais vale um “mal” acordo”,  não ficou “bem”. Para ser “bom” o dito popular deveria ser citado como “mau acordo”. Nessa difícil língua que se pratica aqui, os opostos bem/mal, bom/mau sempre exigem atenção.

Em choque
O interessante meio de comunicação com seus eleitores que o veterano e experiente deputado Antonio Belinatti descobriu, revelou seus riscos. A leitura diária dos e.mails recebidos, no expediente da Assembleia, usando a TV Sinal, acabou lhe pregando uma peça. E.mail maroto de um telespectador gozador foi ao ar.