Sabe-se agora que não apenas o senador Osmar Dias oferece resistência ao nome do vice-prefeito curitibano Luciano Ducci, na composição da nova chapa que concorrerá à reeleição.

Orgulho ferido

Se para bom entendedor  “meia palavra basta”, o recado mandado pelas bases do PT às suas lideranças deve servir como alerta. Talvez fosse até tempos atrás o único partido cujas bases demonstravam grande entusiasmo. Ser petista em determinado momento virou moda. Não havia intelectual, professor universitário e outros que tais que não batesse no peito exibindo a estrela vermelha que não era da Texaco. Bem ao contrário. O primeiro governo do presidente Lula, com os escândalos marcados pela participação inicial de Valdomiro Diniz no episódio dos jogos de azar, seguido do mensalão desvendado pela CPI dos Correios, justamente denominada CPI do Fim do Mundo tais os escândalos que nela afloraram, botando por terra o ídolo de pés de barro, José Dirceu, se não atingiu o prestígio do presidente Lula, sustentado pelos programas ditos sociais, abalou o entusiasmo pelo seu partido. Afora os que participaram e participam d aparelhamento do Estado, ocupando cargos num dos inúmeros ministérios criados,  os demais não deixam de demonstrar um travo amargo na boca. O resultado bem visível ocorreu agora. No primeiro turno das eleições para escolha dos diretórios municipais, estaduais e nacional, já não se viu muita gente lustrando a estrela que, a exemplo da criativa letra de Chico Buarque na sua Valsinha, jazia no fundo de uma  gaveta, “cheirando a guardada de tanto esperar”. Foram para as urnas, menos de 40% dos 900 mil filiados. Isso ainda pelas motivações locais e regionais. Exatos 326 mil em todo o país. Já no segundo turno, apesar de contrariar as normas eleitorais, ainda mais fortes nas regras do partido, apesar de conduzidos alguns até à força, outros cooptados pelos métodos que nestes últimos cinco anos o partido aperfeiçoou, a freqüência foi ainda menor. Ainda assim razoável, neste universo de partidos sem filosofia, sem propostas e sem militância desinteressada. Mostra porém que já é hora de se pensar em uma  reforma política que transforme poucas dessas agremiações em verdadeiros partidos políticos. Como o PT já se orgulhou de ser um dia!

 

Rescaldos

A derrota da CPMF ainda continua a produzir melindres. Apesar dos desmentidos do presidente Lula, do ministro Mantega, e a negativa de tentar recuperar os recursos perdidos, alegando ambos que não será refeita a Contribuição, pelo menos não nos moldes atuais, a verdade é que o conceito da equipe econômica no governo, esfriou.

 

Em alta

Quem saiu em alta da recente refrega que transformou o Senado no alvo da atenção nacional, foi o senador Álvaro Dias. Suas participações muito elogiadas, com discursos incisivos em que sempre mostrou coerência com a posição adotada desde o início,  aumentaram seu prestígio em nível nacional.

 

Dívida a ser cobrada

Osmar Dias que votou a favor da prorrogação da CPMF contra suas convicções, em função da posição adotada por seu PDT que fechou questão, pode ainda cobrar o compromisso do governo em relação à situação do Hospital das Clínicas. Afinal, ele fez a sua parte. Quem jogou mal e perdeu foi o  governo.

 

Prestígio relativo

Uma pesquisa nacional mas de influência regional, aferiu o prestígio atual de cada governador em seu estado. O mais bem avaliado, Aécio Neves, reeleito em Minas Gerais ainda desfruta 77%. O governador paranaense reeleito com pouco mais de 50% dos votos válidos, ocupa o quinto lugar na avaliação nacional, com 63% de aprovação.

 

Resistência

Ao contrário do anunciado também nesta coluna, a nova direção da Anac, respaldada pelo ministro Nelson Jobim, da Defesa, para resolver os problemas da aviação civil no Brasil, já começa a sofrer bombardeio dentro da própria arma: a Aeronáutica. Nem o brigadeiro Alexander Pereira escapa. É especialista em infra-estrutura não em engenharia de vôo, reclamam.

 

Nova TV

Entra no ar a TV Sinal – Som, Imagem e Notícias da Assembléia Legislativa. Projetada e coordenada por profissionais de alto nível como o jornalista Davi Campos e a GW Comunicação, a expectativa é de uma programação que justifique sua existência. Uma certeza: não será alvo de contestações como outras emissoras oficiais cujo uso tem sido acusado de  politicamente incorreto.

 

Oposicionista implacável

Implacável na sua oposição ao governo do Estado, o líder deputado Valdir Rossoni termina o ano com um levantamento das inúmeras situações apontadas como irregulares, sem que qualquer medida tenha sido adotada no governo para explicá-las. Vai insistir na implantação da CPI da Corrupção em 2008.

 

Dificuldades à vista

Sabe-se agora que não apenas o senador Osmar Dias oferece resistência ao nome do vice-prefeito curitibano Luciano Ducci, na composição da nova chapa que concorrerá à reeleição. Na Câmara Municipal, onde se concentra a base política atual do prefeito curitibano Beto Richa, o nome encontra resistências.

 

Em choque

Do presidente da Câmara curitibana, João Cláudio Derosso (PSDB) que vislumbra dificuldades à reeleição de Beto Richa (que poderia ocorrer no primeiro turno, segundo ele): “A única coisa que pode atrapalhar o Beto é o salto alto de sua equipe. Vou dar a ele de presente um serrote para cortar os saltos”.

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