Entre 2011 e 2016 mais de 70 mil cirurgias de amputação foram realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) devido à diabetes. Ottobock possui reabilitação pioneira com prótese que possui tecnologia exclusiva para casos de amputações de pessoa com diabetes

Os números são assustadores e as projeções também. O estilo de vida atual, com alto índice de sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, má alimentação e poluição do ar, é fator de risco que impulsiona o crescimento da incidência das doenças crônicas. A obesidade, principalmente, está entre as principais causas do diabetes, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes e a OMS.

A diabetes é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia), que afeta a capacidade de cicatrização de feridas no corpo. Em artigo publicado no International Wound Journal, dados apontam que até 2025, mais de 125 milhões de pessoas desenvolverão úlceras diabéticas e mais de 20 milhões serão submetidos a uma amputação em todo o mundo.

E isso acontece em decorrência da doença arterial periférica, típica da diabete e que ocasiona o chamado pé diabético. Ou seja, há uma predisposição a desenvolver úlceras e infecções, o que pode levar à amputação. O diabetes mellitus afeta 30% das pessoas acima de 40 anos de idade.

“Mesmo sendo relativamente fácil prevenir uma amputação em decorrência da diabetes, o número de pessoas que sofrem amputações ainda é assustador. Nas nossas clínicas em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, a doença é causa da maioria das amputações não traumáticas”, conta Emerson Bovo, supervisor técnico da Ottobock Brasil, líder mundial no mercado de próteses e órteses de alta performance, e que oferece tratamento e reabilitação referência internacional em suas clínicas.

Tecnologia de ponta garante reabilitação total a amputados

Segundo a pesquisadora Isabel Cristina Vieira Ramos Santos, a amputação de membro inferior é duas vezes mais comum em pessoas diabéticas do que em pessoas sem a doença. Isso significa cerca de 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores, sendo 85% após o surgimento de úlceras, as quais atingem 25% dos diabéticos. O processo de reabilitação no período pós-amputação deve ser cauteloso, no caso da pessoa com diabetes, deve ter cuidados especiais.

“Logo na escolha da prótese, deve-se ter uma atenção especial ao paciente que sofreu uma amputação por diabetes, pois o contato contínuo do equipamento com o coto não pode causar mais danos. A Ottobock possui o Sistema Harmony de próteses para amputações de membros inferiores, desenvolvido a partir dessa necessidade especial da pessoa com diabetes. Seu sistema de vácuo gera uma pressão que favorece a melhora do fluxo sanguínea no coto. Com isso o paciente tem uma melhora progressiva da saúde não apenas do coto, mas do membro afetado de uma forma geral”, explica o fisioterapeuta especializado em traumatologia da Clínica Ottobock, Rodolfo Bostelmann.

Para a reabilitação total do paciente amputado, a Ottobock desenvolve um trabalho baseado num protocolo internacional desenvolvido na Alemanha e que segue nove passos, incluindo a fabricação de uma prótese personalizada, desenvolvida exclusivamente para o paciente que teve um membro amputado.

Não é simples. O processo de reabilitação para a vítima da amputação é psicológico e físico. “O primeiro passo é fazer com que a pessoa consiga se enxergar usando uma prótese e fazendo as mesmas atividades que fazia antes. A maioria tem uma visão muito imediatista da situação, o que acaba dificultando o processo de adaptação”, finaliza Bostelman, que também é amputado.