Qualquer pessoa com neurônios saudáveis e um mínimo de informação sabe que o governador Beto Richa sofre uma campanha sem tréguas que procura desmontar a sua imagem. Neste domingo ele desabafou. Disse, durante convenção estadual do PSDB, que sua administração não vive uma crise e que tudo não passa de uma grande armação dos seus adversários.

Sublinhou o estardalhaço que seus adversários fazem sobre a investigação do Gaeco, braço do Ministério Público, que, enfim, prendeu o grupo de auditores fiscais que montou um esquema de corrupção dentro da Receita Estadual. O próprio Gaeco informa que a quadrilha existe há mais de três décadas.  Mas querem imputar a responsabilidade ao governador Beto Richa.

Richa reforçou que apoia as investigações do Gaeco diz que a oposição dá uma ênfase muito grande a esta situação da Receita Estadual para ofuscar os avanços que o Paraná sistematicamente apresenta ao Brasil.  Ele não se conforma com a atitude boa parcela da mídia que ignora que “o Paraná é o segundo estado com menor desigualdade social e segundo maior gerador de empregos com carteira assinada no país. São números expressivos que mostram o bom momento do Paraná”.

Que fazer? A guerra política chegou às cloacas e com a ajuda de uma mídia irresponsável que procura induzir opiniões contra o governo. Beto Richa terá que conviver com isso durante seu novo mandato que apenas começou.

Fora de jogo

Apesar de todos os movimentos e pressões, a presidente Dilma Rousseff, do PT, não quer muita conversa com sua ex-auxiliar na Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, e muito menos com o marido da loira, o ex-ministro Paulo Bernardo (Comunicações). O casal se movimentou para emplacar Bernardo e outros petistas na direção e em cargos estratégicos da Itaipu Binacional. Dilma não quer. pois se sentiu traída. Não esperava a participação de Gleisi e Bernardo em esquema de financiamento de campanha com dinheiro desviado através de propina ou por supostas doações legais das empreiteiras que ainda prestam serviços na Petrobras.

Sem palavra

O líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli foi a um ataque de nervos quando soube que deputados da Oposição quebraram acordo e decidiram apresentar emenda ao projeto do Executivo, que reajusta em 12% o salário dos servidores públicos do Estado.

Sem honra

“Já me acostumei a ver pessoas que não cumprem suas palavras. Foi feito um acordo com base num amplo entendimento”, completou Romanelli, ao lembrar das articulações envolvendo deputados de situação, oposição e membros da APP-Sindicato, que possibilitou o final da greve dos professores da rede pública estadual, após mais de 70 dias de duração.

Traiano preside PSDB

O deputado Ademar Traiano é o novo presidente do PSDB do Paraná. Sua eleição se deu hoje pela manhã em convenção do partido que reuniu as lideranças tucanas do Estado. O governador Beto Richa afirmou que o PSDB fica em boas mãos, dirigido por um homem de grande experiência política e que procura o diálogo sem perder a firmeza em seus atos.

Para esclarecer

O Governo do Estado e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informam que a ação de apreensão de documentos, realizada na manhã desta segunda-feira (15) no órgão e na casa de alguns servidores, é motivada por investigação provocada pelo Ministério Público em Paranaguá, envolvendo processo de licenciamento ambiental no Litoral do Estado. A busca foi feita, inclusive, na presença da promotora da Comarca de Paranaguá, Priscila da Mata Cavalcante, que move a ação contra os servidores públicos. O diretor presidente do IAP, Tarcísio Mossato Pinto, já tinha obtido na última sexta-feira (12) decisão favorável em Habeas Corpus impetrado contra solicitação anterior do mesmo Ministério Público, que buscava afastá-lo do cargo.

Inversão despropositada

Nessa ação, o desembargador José Cichocki Neto afirmou: “Atribuir ao agente conduta ilegal no exercício de sua função por tais motivos, quando tanto o agente ministerial quanto o próprio juízo poderiam requisitar os documentos pretendidos para a formação de seus respectivos convencimentos, eis que dotados de poderes e instrumentos processuais para tanto e, subsequentemente, impor-lhe restrições ao exercício de sua função – constitui, no mínimo –, uma inversão despropositada da compreensão da atividade jurisdicional desenvolvida através do processo”.

Pulga atrás da orelha

A afirmação deixou muita gente com a pulga atrás da orelha. Na véspera de tomar posse como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Luiz Edson Fachin disse que depoimentos prestados em acordo de delação premiada não podem ser considerados provas definitivas em processos, mas sim um indício de prova. Seriam necessárias, portanto, provas complementares para validar os depoimentos. Para o futuro ministro, o mecanismo é importante e deve ser usado pela Justiça brasileira.

Dilma aqui

O deputado petista Zeca Dirceu arrancou de Dilma Rousseff a promessa de que vai à inauguração, na sexta-feira, 19, de 700 casas populares do Minha Casa Minha Vida em Paranavaí, reduto eleitoral de Zeca no Noroeste do Paraná.

Pode?

É dinheiro nosso. A Agitt Produções prepara a turnê da peça “Tributo ao rei do pop”, uma homenagem a Michael Jackson (1958-2009). Vai passar por 12 cidades do Brasil. O Ministério da Cultura autorizou a captação de R$ 1.491.021,14, pela Lei Rouanet.

Operação Ferrari

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram na manhã de ontem a Operação Ferrari em 15 cidades do Paraná e nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Sergipe. Ao todo estão sendo cumpridos 20 mandados de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e sete de condução coercitiva. A ação envolve tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

Chamou a atenção

Pois, pois, a vaidade cobra um preço. A quadrilha mantinha casas em condomínios de luxo em Londrina e utilizava carros importados e embarcações de alto padrão. O patrimônio dos envolvidos é estimado em R$ 40 milhões. Todos os presos serão trazidos para a Superintendência da PF em Curitiba.

Professores na fila

Com salário médio de R$ 4,7 mil – um dos maiores do país – o teste seletivo para professor estadual chamou a atenção. Até o momento já foram mais de 100 mil inscrições e prazo segue até hoje, terça-feira (16). As contratações serão válidas para este ano, em toda a rede estadual de ensino. Podem participar candidatos com no mínimo 18 anos completos e no máximo 69 anos de idade. Não é cobrada qualquer taxa na inscrição.

Suja intimidade

O ex-diretor de marketing da Caixa Econômica Federal Clauir Luiz dos Santos afirmou em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato que há uma orientação do banco para que se faça atendimento de parlamentares. Os investigadores apuram se Clauir era o elo do ex-deputado federal André Vargas (ex-PT), preso em abril pela Lava Jato, com um esquema de corrupção em contratos de publicidade que rendia 10% de propina, via subcontratos no setor.

Muita CPI

Vejam como ficaram as coisas nesta época em que a política é mais um campo de investigação criminal que de embate de ideias. O Senado está passando por uma situação insólita: a dificuldade em encontrar senadores dispostos a integrar CPIs. Três já estão instaladas (Carf, HSBC e Jovens Assassinados) e mais duas se avizinham (Fundos de Pensão e CBF). Mas algumas regras atrapalham. Senadores não podem participar de mais do que duas CPIs, presidente e vice-presidente não podem participar e líderes até são indicados, mas costumam

De intenções…

… o inferno está cheio. O governo divulgou a segunda etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL), com uma série de ativos que pretende privatizar. Os investimentos chegariam a R$ 198,4 bi. Desses, R$ 40 bi se referem à ferrovia bioceânica, que não tem sequer estudo de viabilidade. Só uma parte dos investimentos,  de R$ 69 bi, seria realizada no atual mandato. Também foi adotado o modelo de outorga para portos e ferrovias, que era tão criticado pelo PT, e não o do menor preço.

Inflação

A inflação continua a dar calafrios em quem tem juízo. A de maio, em 0,74%, veio mais alta que o esperado. Em 12 meses, o IPCA acumulou 8,47%, o nível mais alto desde 2003. Energia elétrica continuou pressionando. A surpresa veio dos alimentos, que subiram 1,37% em maio, quando a variação costuma ser mais modesta.

Mais juros

Não há o que não possa piorar sob este governo de Dilma Rousseff.  Ata da reunião da semana passada do Copom aponta para novo aumento de juros, no encontro de julho. O documento diz que o BC quer atuar com “determinação e perseverança”, o que deve significar que os juros ficarão altos por mais tempo, para que a inflação chegue a 4,5% em 2016.

Ignorância ou  desfaçatez?

Nunca se sabe. Provavelmente as duas coisas. A presidente tentou fechar um acordo de comércio entre o MERCOSUL e a União Européia. Lá, Dilma disse que a alta da inflação é provocada pela seca e pelo cenário internacional e pediu que o brasileiro consuma mais.

Em queda

A expectativa é de queda de 1,3% em 2015. A projeção anterior era de crescimento de 1%. Ou seja, recuo de 2,3 pontos.

Apelo

No Congresso do PT, a presidente Dilma apelou para que o PT apoie o governo e o ajuste fiscal ao discursar na abertura do quinto Congresso do PT.

Reforma política

A Câmara está votando alguns itens da reforma política. Esta semana ampliaram o mandato de presidente, governadores e deputados para cinco anos; reduziram o de senador também para cinco anos; e reduziram a idade mínima para cargos legislativos. Tudo precisa de novas votações no Congresso para virar lei.

Voos mais altos

O dono da Azul comprou a TAP, ampliando muito os horizontes de suas possibilidades.

Para piorar

A Petrobras está com dificuldade de equilibrar a exploração de petróleo. Em maio, a produção da empresa no Brasil ficou em 2,111 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), queda de 1% em relação a abril. A informação foi enviada pela empresa à bolsa. Neste ano, a direção da companhia admitiu que a queda de produtividade de poços maduros está acontecendo mais rápido que o estimado, com perdas em torno de 10% ao ano. Já no pré-sal, a produção própria cresceu 3,2% em maio e chegou a 519 mil bpd.

Em apuros

A combinação de aumentos dos juros, da inflação e do desemprego está afetando a capacidade dos consumidores de honrar compromissos. Levantamento feito pela Serasa Experian mostra que, em maio, a inadimplência subiu 4,8% em relação a abril, a maior alta do ano. Em relação ao mesmo mês de 2014, o indicador subiu 14,9%. A pesquisa considera cheques sem fundos, títulos protestados, débitos vencidos com bancos e dívidas não bancárias.

Dinheiro curto

A maior influência no indicador de maio veio das dívidas com bancos, alta de 5,5% no mês e peso de 2,6 pontos no índice. Outro destaque negativo da pesquisa é o aumento das dívidas não bancárias. O valor médio dos débito de consumidores com cartões e com distribuidoras de energia, por exemplo, subiu 32,6% nos primeiros cinco meses de 2015, na comparação com igual período do ano passado.

Nem a poupança escapa

A caderneta de poupança acumula, até maio de 2015, o pior resultado em 12 meses desde outubro de 2003, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira pela consultoria Economática. A aplicação tem perda real (rendimento abaixo da variação da inflação) de 1,06% no período, o quarto mês seguido de rendimento real negativo nos 12 meses anteriores. Em maio de 2015, a perda real foi de 0,12%, a sexta perda mensal seguida. No ano, a queda real é de 2,15%. Nos primeiros cinco meses de 2015, o rendimento real está negativo em 2,15%.

Só ganha da Bolsa

Em 12 meses a poupança só ganha da Bolsa, que acumula perda real de 5,07%, informa a Economática, que usou como referência o IPCA, índice oficial de inflação. Quem aplicar R$ 100 mil na poupança recebe, ao fim de 12 meses, um retorno líquido de R$ 7.700. A caderneta é isenta de Imposto de Renda. Um CDB de banco médio, por exemplo, renderia no período R$ 13.088 líquidos.

Frases

“ É importante lembrar que tenho 20 anos de vida pública, dez anos entre prefeito e governador do Paraná, sem denúncias e sem uma condenação sequer.”

Beto Richa, governador do Paraná.

“Se as pessoas não cumprem a palavra, o que foi acordado, não sou eu que vou dar lição de bom comportamento em público”.  

Deputado Luiz Claudio Romanelli ao comentar quebra de acordo da oposição na votação do aumento do funcionalismo