É desolador. O sistema de caciques políticos venceu mais uma vez. Ao Congresso Nacional e ao presidente Bolsonaro não se pode atribuir um sincero esforço para aperfeiçoar a organização partidária brasileira, principalmente depois de aprovada e sancionada a Lei 13.831, publicada no dia 17 último. Diga-se que se trata de um primor em matéria de retrocesso, pois consagra antigos vícios que, ao longo do tempo, consolidaram o indesejável caciquismo que se esconde atrás dessas siglas.

A imediata dedução que se pode extrair dos dispositivos desse documento é que estão consolidados os poderes de chefes veteranos e mitigada a democracia interna dos partidos políticos, removidas as esperanças de renovação nas executivas.

Se já não podíamos considerá-los como organizações confiáveis, agora ficam evidentes as injunções da elite política, que também exerce controle total das verbas públicas dos fundos partidário e de financiamento eleitoral. Por consequência, a esperada renovação nos diretórios tornou-se mais difícil.

Sob protesto

Sob protestos de professores, a Assembleia Legislativa vota hoje o polêmico projeto “escola sem partido”, que pretende restringir discussões sobre política, gênero, religião e sexualidade na rede estadual de ensino. Manifestantes mobilizados pela APP-Sindicato ocupam as galerias do plenário da Casa para pressionar os deputados a rejeitarem a proposta.

Contra a proposta

Logo no início da sessão, os manifestantes vaiaram o discurso do deputado coronel Lee (PSL), que se declarou favorável ao projeto. “Pra mim é uma honra ter vaias de pessoas dessa natureza”, reagiu ele. O deputado estadual Michele Caputo (PSDB) declarou, em seguida, ser contrário à proposta. “Da forma como veio, com as inconstitucionalidades todas já relatadas aqui, e também para que não alimentemos uma política de denuncismo nas nossas escolas, meu voto é contrário ao escola sem partido”.

Cumprindo pena

O ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho se entregou na Vara de Execuções Penais de Guarapuava, na região central do Paraná, no início da tarde desta terça-feira (28) para cumprir pena. Ele foi condenado a 7 anos, 4 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por duplo homicídio com dolo eventual pelas mortes de Gilmar Rafael Souza Yared e Carlos Murilo de Almeida em um acidente de trânsito. A batida ocorreu em 2009.

Custodiado

Carli deve ficar custodiado na Vara de Execuções Penais até definição pelo juiz de como ele vai cumprir o regime semiaberto, segundo a determinação da Justiça. No regime semiaberto, há a possibilidade do detento trabalhar fora durante o dia e voltar para unidade somente para dormir. A Justiça determinou, na sexta-feira (24), a execução provisória imediata da pena imposta ao ex-deputado.

Maia diz que só assinará

Dois dias após manifestações a favor do governo incluírem pautas anti-Poderes nas ruas, os presidentes da Câmara, Senado e STF conversaram nesta terça, 28, sobre a redação de um “pacto” a favor da “retomada do crescimento” a partir da aprovação da reforma da Previdência, informa o Estadão. A palavra “pacto” vem sendo entoada desde que Jair Bolsonaro tomou posse como presidente. Ontem, por exemplo, o porta-voz Otávio do Rego Barros recorreu a ela.

Pacto pelo Brasil

“O que devemos fazer agora é um pacto pelo Brasil”. Neste e no ano passado, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, ventilou a necessidade de um “pacto” entre os Poderes várias vezes, especialmente em seu discurso na sessão de abertura dos trabalhos do Legislativo, em fevereiro passado. Informação do BR18.

Francischini e o lobby

Felipe Francischini, presidente da CCJ, vem gastando horas a fio em audiências com prefeitos e vereadores diariamente. Trata-se de algo comuníssimo no cotidiano de um deputado. No caso de Francischini, porém, eles vêm de todas as partes do país, não apenas de seu estado, o Paraná: também não buscam recursos da União e acesso aos ministérios, como costuma ocorrer.

Unificar eleições

Essa turma está louca para Francischini pautar na CCJ um projeto que unifica as eleições municipais e federais, esticando os atuais mandatos de prefeitos e vereadores por mais dois anos, até 2022. Vai ser difícil convencê-lo: Fernando Francischini, pai de Felipe, tem tudo para ser candidato a prefeito de Curitiba no ano que vem.

Fraudes de veículos

Quatorze pessoas foram presas nesta manhã de terça-feira, 28, pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), que está nas ruas cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos na operação “Peça Chave”. As investigações apuram diversos crimes praticados por pessoas ligadas à empresa JMK, responsável pela manutenção de veículos oficiais do Estado do Paraná. A atividade criminosa estaria ocorrendo desde o início da execução do contrato. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 125 milhões. Informações do Bem Paraná. Ao todo, há 15 mandados de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão, de acordo com a Polícia Civil. Outras ordens judiciais determinam o bloqueio de contas bancárias, além da apreensão de 24 carros de luxo que era usados pela organização criminosa.

No Twitter de Joice

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) criou uma enquete no Twitter para saber se os internautas são a favor ou não da descriminalização da maconha, em pauta para votação do STF em junho. As informações são de Pedro Carvalho na Veja. Conservadora nos costumes mas liberal na economia, como ela mesma se define, a deputada não deve estar nada feliz com o resultado: 60% dos 70 854 que votaram – e crescendo – são a favor da descriminalização da droga.

Laudos constataram

A Justiça Federal em Juiz de Fora (MG) decidiu considerar inimputável Adélio Bispo, autor do ataque a faca contra o presidente, Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral do ano passado. A decisão foi proferida a partir de uma ação para comprovação de insanidade mental protocolada pela defesa do acusado. Cabe recurso da decisão. Por André Richter, da Agência Brasil. Bolsonaro foi esfaqueado por Adélio enquanto fazia campanha na cidade mineira, no dia 6 de setembro do ano passado. Desde o atentado, Adélio está detido no presídio federal de Campo Grande (MS).

As portas fechadas

Fileiras de lojas fechadas, com paredes e portas sujas e cobertas de rabiscos, voltaram a espalhar-se pelo Brasil como símbolos do recrudescimento da crise. O primeiro trimestre, já nem se discute, foi muito ruim, e as projeções para todo o ano têm piorado seguidamente. Essa piora reflete a frustração, já nos primeiros meses, de uma recuperação mais firme a partir da mudança de governo. Uma dessas expectativas era de expansão do comércio varejista. Em pouco tempo o otimismo encolheu.

No país

Nos primeiros três meses, 39 lojas cerradas foram o saldo, em todo o País, de aberturas e fechamentos de pontos comerciais. O número pode parecer insignificante, mas indica a interrupção, ou até reversão, de uma tendência iniciada no trimestre final de 2017. O saldo positivo, no período de outubro a dezembro do ano passado, foi de 4.840 lojas abertas no varejo. Em 2018, primeiro ano, depois da crise, com mais pontos abertos que fechados, 11 mil unidades foram acrescentadas ao universo varejista.

Eike é multado

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou nesta segunda-feira o empresário Eike Batista à multa de R$ 536,5 milhões e à inabilitação de atuar como administrador de companhias abertas por sete anos. O ex-bilionário foi condenado por negociar ações da OGX e da OSX com base em informações privilegiadas e manipular o preço dos papéis. Informações de Rennan Setti, de O Globo.

Fraude

Segundo a área técnica da CVM, Eike vendeu mais de R$ 330 milhões em ações da companhia já sabendo que a OGX não conseguiria explorar campos de petróleo que detinha e ainda tentou induzir os investidores ao erro por meio de mensagens positivas publicadas no Twitter.

Infância Segura

O secretário da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, recebeu na tarde desta segunda-feira o procurador geral do município de Campina Grande do Sul, dr. Leandro Zanetti, e o vereador Sergio Cavagni, para oficializar apoio ao programa Força Tarefa de Prevenção e Combate a Crimes Contra a Criança – Infância Segura (Fortis), encabeçado pela Secretaria da Justiça, Família e Trabalho do Paraná (Sejuf). Na oportunidade, Ney afirmou que “ações integradas com a sociedade civil organizada seguem a orientação do governador Carlos Massa Ratinho Junior, para diminuir os números da violência contra crianças no Estado”.

Contra a Estrada

 

Em visita a Cascavel na última quinta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro se manifestou favorável a reabertura da antiga Estrada do Colono, dentro do Parque Nacional do Iguaçu, entre os municípios de Medianeira e Capanema. A estrada foi fechada definitivamente em 2001, após várias decisões judiciais. Em 2010, o projeto de reabertura do então deputado federal Assis do Couto, foi desarquivada pelo senador Álvaro Dias. O projeto não andou no Congresso Nacional. Em abril deste ano, um novo projeto de criação de uma estrada-parque, dessa vez apresentada pelo deputado federal Nelsi Cogueto Maria (Vermelho), entrou em votação e foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara.

 

A origem

O montante de bens e direitos declarados pelos brasileiros em 2017 e não apenas nos imóveis chega a R$ 8,9 trilhões. É esse número que inspira a estimativa de Bolsonaro do governo arrecadar mais de R$ 1 trilhão com a permissão da atualização do valor venal dos imóveis no Imposto de Renda, em troca de uma taxação menor do imposto sobre valorização patrimonial. Uma taxa de 10% sobre essa dinheirama (mais aplicações financeiras e outros ativos) poderia fazer o governo ter um ganho de R$ 890 bilhões.

 

Sem chance

Essa proposta estava num projeto do então senador tucano (não se reelegeu) Flexa Ribeiro, que foi devidamente arquivada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e alguém – ninguém da atual equipe econômica do governo, comandada por Paulo Guedes – tratou de soprar no ouvido de Bolsonaro. A possibilidade do governo se inspirar no projeto e até lançar alguma coisa parecida (o mesmo Guedes é contra) não teria a menor chance de passar pelo Congresso.

 

Junto e misturado

As manifestações de domingo alcançaram cerca de 150 cidades de 26 estados e DF.  Não chegaram perto dos dois milhões do protesto dos estudantes, mas levaram muita gente às ruas – e com apoio e protestos diferentes. Os blocos que bradavam pela extinção do Supremo e do Congresso misturavam-se com os que queriam a reforma da Previdência e a aprovação do projeto anticrime de Moro. E muitos carregavam faixas e bandeiras de louvor a Bolsonaro: eram bolsonaristas e olavetes mais fanáticos. O fogo contra Rodrigo Maia é falta de juízo: é ele o homem-chave da reforma da Previdência.

 

Outro recuo

Nesses dias, Bolsonaro protagonizou novo recuo: quando soube que Paulo Guedes ameaçava largar tudo se a reforma da Previdência não fosse aprovada (incluindo uma certa “morosidade” do presidente), o Chefe do Governo disse que ele poderia fazer o que quisesse e que “ninguém é obrigado a ficar no meu governo”. Rapidamente, muitos do núcleo principal do governo trataram de chamar Bolsonaro à realidade e ele acabou dizendo que seu “casamento” com Guedes é “eterno” ou outras bobagens do gênero.

 

Prestígio

Nas manifestações de domingo, especialmente entre São Paulo e Rio de Janeiro, a figura que ganhou maior apoio e colecionou prestígio foi mesmo o ministro da Justiça, Sérgio Moro, avalista do governo – até em maior dose do que o ministro da Economia, Paulo Guedes. Os dois, contudo, são os suportes do governo Bolsonaro.

 

Almanaque

O presidente Jair Bolsonaro passou 28 anos na Câmara Federal, sete legislaturas e até filiado ao PP, na época presidido por Paulo Maluf.

 

Chapa

Está sendo formada, em Pernambuco, uma chapa que poderá ter grande chance na corrida à prefeitura de Recife: na cabeça, Marília Arraes (PT) e na vice, Tulio Gadelha (PDT), o namorado de Fátima Bernardes.

 

Carona

Há quem diga que a proposta de arrecadar R$ 1 trilhão com a atualização do valor venal dos imóveis no IR seria de Marcos Cintra, secretário da Receita Federal, que andou engolindo pitos de Bolsonaro. Não é, não: em rodas mais íntimas, ele até confirma uma certa dose de orientação, para pegar carona.

 

Outro nome

O presidente Jair Bolsonaro foi convencido a trocar o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL- GO), que Rodrigo Maia e outros tantos não aguentam e iniciou a busca de um substituto. De cara, pensou no nome do deputado Marco Feliciano (Podemos-SP). Aí, o bloco militar reclamou logo: Feliciano é o autor de um impeachment contra o vice-presidente Hamilton Mourão.

 

Nada de festejos

Os Estados Unidos formalizaram apoio ao ingresso do Brasil na OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mas ainda é muito cedo para comemorar. Não há nenhuma data marcada entre os 36 representantes dos países-membros da entidade para apreciar o ingresso. Argentina e Romênia também estão na fila. A adesão propriamente dita pode levar pelo menos dois anos ou chegar até quatro anos.

 

Obama

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fará uma palestra na quinta-feira (30) no VTEX, em São Paulo. Ele também deverá se encontrar com Gilberto Gil para gravar o documentário Disposições amoráveis, de Ana de Oliveira. Gil já gravou com o uruguaio Pepe Mujica.

 

Quantos falta

Rodrigo Maia, presidente da Câmara (ele ficou mais do que irritado com o boneco inflável com sua figura nas manifestações de domingo), que conhece muito bem o funcionamento da Casa, estiva que a reforma da Previdência tem hoje 190 votos. Faltariam, então, 118 votos para atingir o volume de 308. Maia acha que não vai dar para colocar o projeto da Previdência em votação em junho.

 

Quem ganha

Novos dados do Imposto de Renda de Pessoa Física: das dez ocupações mais bem pagas, sete são ligadas ao serviço público, sendo quase todas ligadas à área jurídica. Os mais bem remunerados são os titulares de cartório, com renda média mensal de R$ 108 mil. Já nas ocupações associadas ao setor privado, o destaque está com os médicos com renda mensal de R$ 29, 7 mil declarados por mês. O levantamento é da FGV Social.

 

Aposentados

Os seguidores do ministro Sérgio Moro reclamam da ausência de uma combinação de camisa e gravata que marcaram sua época como juiz em Curitiba. Agora, no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Moro resolveu aposentar a famosa camisa preta que usava com gravata vermelha.

 

Ordem doméstica

O empresário Carlos Eduardo Baptista, marido da atriz Juliana Paes, resolveu baixar uma ordem doméstica que será devidamente obedecida: ela não desfilará mais seminua (fio dental e tapa-seio cobrindo apenas o principal) no carnaval. Carlos argumentou que ela, já quarentona, tem dois filhos e que é chegada a hora de um comportamento menos exposto, por assim dizer.

 

Pouca roupa

O Canal Brasil está exibindo uma série de filmes nacionais, com Juliana Paes como protagonista, pegando carona na novela A dona do pedaço, que começa a emplacar. Os admiradores da atriz acompanham esse mini-festival diário: na metade dos filmes Juliana, generosamente, tira a roupa.

 

História

A História do Brasil, envolvendo presidentes que tentaram governar atacando o Congresso ou sem apoio parlamentar, registra que todos os que foram por esse caminho, dentro da normalidade constitucional, se deram mal. Por ordem: Getúlio (se suicidou), Jango (foi destituído), Jânio (renunciou) e Collor e Dilma sofreram impeachment.

 

Fixação

A família Bolsonaro tem verdadeira fixação em armas. Na cerimônia de casamento de Eduardo Bolsonaro com a psicóloga Heloísa Wolf tinha como damas de honra a irmã caçula do noivo, Laura de oito anos e uma vira-lata adotada pelo casal. Nome: Beretta. Mais: o terno azul claro, com colete prata e gravata cinza foi feito pelo estilista Eduardo Guinle. Custou R$ 10 mil e ele parcelou em três vezes.

 

Uma e outra

No domingo, depois de reiterar ser contra o fechamento do Congresso e do STF, o que muitos bolsonaristas reivindicavam nas manifestações a seu favor, o presidente Jair Bolsonaro disse que essas reclamações foram “legitimas e democráticas”. Ou seja: as manifestações dos estudantes contra o bloqueio de verbas para Educação, protagonizadas pelos “idiotas úteis” como Bolsonaro os chamou, não seriam “legitimas e democráticas”.

 

Água e esgoto

Para atingir a universalização do acesso da população brasileira à rede de água e esgoto tratado seriam necessários 14 anos e investimentos entre R$ 700 bilhões e R$ 800 bilhões. Hoje, 72,4 milhões de brasileiros, população equivalente à da França, não tem acesso à rede de coleta de esgoto e outros quase 100 milhões não tem esgoto tratado. O Brasil tem indicadores de esgoto piores do que os do Iraque, África do Sul, Marrocos e Bolívia.

 

Mudou

Os manifestantes de domingo eram também contra o Movimento Brasil Livre e a sigla MBL ganhou – e até em cartazes e faixas – nova tradução: Movimento Bumbum Livre.

 

Ingredientes da raça

O ex-governador Sérgio Cabral vem fazendo resenhas de livros que leu para abater de sua pena de 198 anos de prisão. Já leu, entre outras, obras de Machado de Assis, Shakespeare e Moacyr Scliar e sempre abordando “os riscos iminentes da injustiça” e “os ingredientes da raça humana”.

 

No dicionário

Nas manifestações de domingo, já surgiram cartazes e faixas ressuscitando o rótulo de “mito” para Bolsonaro. No Houaiss, “mito” tem os mais diversos significados: “relato fantástico de tradição oral, geralmente protagonizado por seres que encarnam, sob forma simbólica, as forças da natureza e os aspectos gerais da condição humana; lenda, fábula, construção mental de algo idealizado, sem comprovação prática, estereotipo, afirmação fantasiosa, inverídica, que é disseminada com fins de dominação, propagandistas; guerra psicológica ou ideológica”.

 

Desmatamento

Há três décadas, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe, usa satélites para monitorar, em tempo real, a devastação da floresta no país. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, diz que os números do desmatamento “não são precisos”. Em janeiro, ele anunciou o plano de R$ 100 milhões na contratação de um sistema privado de monitoramento. Aí, o Inpe tratou de lembrá-lo que faz isso desde 1998 por apenas R$ 2,8 milhões anuais.

 

Quem diria

Os senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e Jaques Wagner (PT-BA) viraram amigos de infância. O segundo sempre faz as vezes de interlocutor do primeiro e é quase um consigliere.

 

Projetor

Todo governo que se instala começa logo a falar em projeto de 20 anos de poder. Collor fez isso e naufragou na metade de seu mandato. Fernando Henrique tinha o mesmo discurso e permaneceu oito anos no poder. Com Lula e PT, a mesma coisa. José Dirceu repetia que “vamos ficar duas décadas”, o PT ficou 14 anos e saiu varrido (com muitos integrantes direto para a cadeia). Agora, vem o bloco de Bolsonaro com o mesmo discurso.

 

Encontro

Um encontro mais que inusitado aconteceu ontem (27), entre o Papa Francisco  e o líder indígena Raoni Metuktire, que foi até o Vaticano. Raoni atua no combate à devastação da Amazônia. O encontro faz parte da preparação para a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Panamazônica, que vai acontecer entre 6 a 27 outubro.

 

De volta

Morando nos Estados Unidos desde 2017, Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, estarão de volta ao Brasil em junho. O casal irá morar em São Paulo. Motivo da volta: querem ter sua filha no país, e não sabem quanto tempo ficarão por aqui.

Frases

 “Não quero ter razão, quero o bem do meu País”,

Janaína Paschoal, deputada