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Ao todo, 285 casas atingidas pela água da barragem foram avaliadas em Coronel João Sá, cidade que fica abaixo da barragem e que foi a mais atingida pelo rompimento –cerca de 40% sua área urbana foi alagada.
Do total de casas avaliadas, 201 não possuem dados estruturais. Mesmo assim, elas não serão liberadas para os moradores de imediato.
“Ainda vamos avaliar a questão geográfica. As casas que estão muito próximas ao rio, em áreas de risco propícias a alagamento, não serão liberadas. Quem estiver fora desta área, já vai poder voltar para casa”, disse à reportagem o superintendente de Defesa Civil da Bahia, Paulo Sérgio Menezes.
A expectativa é que a vistoria seja concluída esta semana e que as primeiras famílias já possam retornar às suas casas.
Cidade de Coronel João Sá após rompimento da barragem Studio Júnior Nascimento/Divulgação Cidade de Coronel João Sá após rompimento da barragem      A barragem rompeu na última quinta-feira (11) após fortes chuvas terem atingido a região. A maioria das casas foi esvaziada e não houve mortos nem feridos com a enxurrada.
O rompimento deixou um total de 320 desabrigados e 2.080 desalojados em Coronel João Sá. Outras 80 pessoas ficaram desabrigadas e 760 desalojadas na cidade de Pedro Alexandre.
As famílias seguem abrigadas em escolas, em um ginásio esportivo, além da casa de parentes ou amigos.
A expectativa do prefeito de Coronel João Sá, Carlos Sobral (MDB), é que pelo menos 200 casas nas margens do rio do Peixe sejam interditadas por causa dos riscos de novos alagamentos.
A intenção é que estas casas sejam reconstruídas em uma região mais segura, distante das margens do rio. A ideia tem o apoio do governador da Bahia, Rui Costa (PT), que voltou a visitar a região neste domingo (14).
Nesta terça-feira (16), Ministério do Desenvolvimento Regional anunciou a liberação de R$ 265,3 mil pelo governo federal para a cidade de Coronel João Sá. Os recursos devem ser destinados à compra de colchões, kits de higiene e de limpeza, travesseiros e cobertores.