1 – O impressionante sucesso da noite de lançamento do livro Mugido de Trem, de Nilson Monteiro, que ocorreu, semana passada no Museu Oscar Niemeyer, apenas confirma duas realidades: quem escreve com qualidade, retratando realidades imediatas de sua terra, como Nilson, tem passaporte para o reconhecimento; e que esta Curitiba, que muitos ainda teimam em considerar “fria” no acolhimento ao próximo, é cidade jamais insensível a gente fraternal do quilate do escritor londrinense, seu filho adotivo.

Algumas fotos que seguem, de Suelen Lima e Felipe Rosa, captam novos momentos da noite de autógrafos em que, “em passant”, registrei outras presenças, além das já registradas do governador Beto Richa e dos ex-governadores Jaime Lerner e Álvaro Dias. Assim, cito alguns deles, que compraram exatos 257 livros:

2 – Vários secretários estaduais – Cássio Taniguchi, Deonilson Roldo, Pepe Richa, Luiz Carlos Hauly, Fernando Ghignone, Paulino Viapiana, Marcelo Cattani, Luiz Eduardo Sebastiani (diretor financeiro da Copel), Juraci Barbosa (diretor-presidente da Fomento Paraná);

Secretário municipal de Comunicação Social de Curitiba, Gladimir Nascimento, com Luciana;

Deputados estaduais – Gilberto Martin, Tercílio Turini;

Presidentes de entidades – Darci Piana (Fecomercio), Edson Ramon (ACP), Cleverson Marinho (Movimento Pró-Paraná), Cristiano Morrissy (diretor-presidente do Museu Oscar Niemeyer); Outras pessoas – René Dotti, e a filha Rogéria, Padre Arlindo (da Igreja do Cabral), Heinz Herwig (ex-conselheiro do TC), Edson e Doroty Gradia, Jorge Gomes Rosa, Alfredo Bufren, Márcio Almeida;

Escritores – Dante Mendonça, Ernani Buchmann, Paulo Venturelli, Elói Zanetti, Márcio Renato dos Santos, Roberto Gomes, Marisa Vilella, Eudes Moraes, Maí Nascimento;

Artistas plásticos – Kambé, Fabiano Vianna, Simon Taylor, José Antônio;

Jornalistas – Gil Rocha, Mauri Konig, Eliseu Tisato, Lorena Aubrift Klenk, Silvio Oricolli, Marianna Camargo, Verônica Macedo, Claret de Rezende, Toni Casagrande e mais umas dezenas.

Empresários – Leonardo Petrelli, Odone, Virgílio Moreira Filho, Dalton Ríspoli, Jorge e Flora Atherino, Jean Michel Galiano, Ardisson Akel, Camilo Turmina, Priscila Violar, Miguel Zattar, Luiz Eduardo Veiga Lopes, Kazuco Akamine, Oclândio Sprenger, Luiz Teixeira de Oliveira Júnior, Cristina Mello, Avani Slomp Rodrigues, entre tantos.

Neurologista Paulo Rogério Bittencourt e médico Niasy Ramos, entre outros.

Advogados, arquitetos, outros profissionais liberais. Enfim, parte do universo de amigos e leitores do bom Nilson.
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A longa fila para autógrafos

 

Com o publicitário Luiz Teixeira de Oliveira Jr.

 

Maí Nascimento e Dante Mendonça.

 

Com o velho amigo Cassio Taniguchi.

 

Cleverson Marinho Teixeira, Edson Ramon e Odone Fortes Martins.

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12 MIL NOVOS EMPREGOS

O governador Beto Richa participou  ontem do  início da construção nova fábrica da AmBev em Ponta Grossa. Num investimento de R$ 580 milhões, a unidade inicia a produção de cervejas e refrigerantes em janeiro de 2015, com capacidade de fabricar 700 milhões de litros de bebidas por ano. A fábrica vai gerar 1,5 mil empregos diretos e outros 11 mil indiretos.

A planta será instalada em terreno de 2,6 milhões de metros quadrados, às margens da BR-376 (Km 462), sentido Londrina. A fábrica, com 435 mil metros quadrados, será uma das mais modernas fábricas.

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DERMOCOSMÉTICOS ORAIS: AZEITONA, VINHO E TRIGO,

A dermatologista Vanessa Nunes Nascimento apresenta nesta quarta,14, durante jantar no Porcini Trattoria, a palestra “Novidades na Dermatologia”. A médica, que conta no seu currículo com especializações na Universidade de Harvard (Boston), Universidade da Califórnia – UCLA (Los Angeles) e em Clearwater (Flórida), pretende revelar algumas inovações nos cuidados com a pele e estabelecer um bate-papo com interessados no assunto.

Dentre os temas que a dermatologista abordará estão os dermocosméticos orais. Mostrará pesquisa e estudos que realizou em seus últimos congressos, sustentando a importância da ação dos polifenois vindos das azeitonas.

DERMOCOSMÉTICOS (2)

Dermatologista Vanessa Nunes Nascimento: azeitona, trigo e vinho

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Segundo a médica Vanessa Nascimento, o paciente deve ingerir diariamente as cápsulas manipuladas com essa substancia e após 60 dias a pele se mostra mais firme, com brilho, hidratada e com menos manchas de gravidez como as de sol.

Esta ultima ação é bem importante, pois as azeitonas também são conhecidas como “peeling em cápsulas. “Além das azeitonas são inseridas dentro das cápsulas também substâncias vindas do trigo ou do Triticum vulgare. Trata-se de um trigo proveniente de uma plantação da região de Picardie e Champagne na França.

O solo, o clima, e outras características da região ajudam na produção um trigo especial e dele é retirada uma substância chamada cerasomosides, a qual pode ser tanto ingerida como passada em forma de creme na pele”, explica a dermatologista.

OS DERMOCOSMÉTICOS (3)

O cerasomosides também rejuvenesce a pele por caminhos semelhantes ao das azeitonas, firma e dá brilho à pele e combate os radicais livres. Mas o diferencial é que ele faz uma reação “booster” ao ácido retinóico.

Prescrito junto com o ácido retinoico, o mesmo aumenta em 10 vezes a sua eficácia e diminui consideravelmente a irritação.

Segundo a dermatologista, outros ingredientes que compõem tratamentos estéticos orais são os fosfolipideos do caviar que são anti-inflamatórios naturais e o resveratrol do vinho que é um potente antioxidante e rejuvenescedor.

Vanessa formou-se médica pela PUC, fez residência, e depois pós graduou-se em Harvard. É membros da Sociedade Americana de Dermatologia.
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CARTAS

(correspondências para a coluna: aroldo@cienciaefe.org.br)

TONINHO VAZ EM FOZ

Grande, Aroldo:

Toninho Martins Vaz: Solar da Fossa

Dentro de vinte dias estarei no Salão do Livro de Foz do Iguaçu, nosso maravilhoso playground. Vou corrigir uma falha histórica no meu currículo, pois não conheço as cataratas magnificas. Vou apresentar um recital sobre o meu livro, SOLAR DA FOSSA, com a parceria de Guarabyra (um notório morador da pensão carioca que nos 60 abrigou a fina flor da cultura nacional – como o futuro iria consolidar). Funciona assim: eu apresento o tema e o Guarabyra (com o guitarrista Flavio Santini) ilustra o bate-papo cantando canções feitas no Solar: Alegria Alegria, Sinal Fechado, Roda Viva, várias do Paulo Diniz e do próprio Sá e Guarabyra, que também deixa seu depoimento sobre aquela experiência.

Vai ser no dia 4 de setembro, uma quarta-feira. Sinta-se convidado (e seus leitores da região também).

Com um abraço demorado do Toninho (Martins) Vaz, Rio de Janeiro.

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OPINIÃO DE VALOR

A VITÓRIA VATICANA CONTRA OS GIGANTES DOS TRIBUNAIS NORTE-AMERICANOS

Jeffrey Lena, o advogado que representa o Vaticano nos tribunais norte-americanos, ainda está derrotando mil gigantes quando se trata dos casos de abuso sexual. Na última segunda-feira, um juiz federal do Oregon rejeitou o caso John V. Doe versus Santa Sé, a última ação pendente em um tribunal norte-americano relacionado aos abusos sexuais que citava o Vaticano como acusado.

A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada no sítio National Catholic Reporter, 09-08-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto: A seguir:

Dois outros casos semelhantes, um no Kentucky e outro no Wisconsin, já haviam desmoronado. Em todos os três casos, os processos foram retirados a pedido dos advogados de acusação enquanto aumentavam as dificuldades de contornar as proteções garantidas ao Vaticano sob a Lei de Imunidades Soberanas Exteriores de 1976.

Até agora, o Vaticano lutou contra esses processos sem admitir qualquer irregularidade e sem pagar um centavo em indenizações.

A Rede de Sobreviventes de Abusados por Padres (SNAP, na sigla em inglês), o principal grupo de defesa em prol das vítimas de abuso, efetivamente prestou a Lena um elogio ao contrário, afirmando em um comunicado da última terça-feira que uma “advocacia inteligente e agressiva” era a culpada pelo resultado.

Tal advocacia, criticou a SNAP, “protegeu altas autoridades católicas de terem que responder no tribunal pelo seu repetido e imprudente sigilo e cumplicidade em um preocupante abuso sexual infantil e encobrindo o caso”.

Originalmente apresentado em 2002, o caso do Oregon referia-se a Andrew Ronan, um ex-padre irlandês que pertencia aos servitas, que morreu em 1992. Documentos divulgados como parte do caso revelaram que Ronan se envolveu em má conduta sexual nos anos 1950, enquanto atendia um convento irlandês e foi então transferido para a escola de Ensino Médio St. Philip’s, em Chicago, também dirigido pelos servitas, onde ele abusou de jovens em 1963 e 1964. Em 1965, Ronan foi novamente transferido para a Igreja de St. Albert, em Portland, Oregon, onde o processo alega que ele abusou do autor da ação, identificado apenas como “John V. Doe”.

Ronan foi laicizado em 1966.

O núcleo do processo é a alegação de que Ronan estava agindo como um “agente” ou “empregado” da Santa Sé enquanto atuava como padre, e o Vaticano, assim, é responsável por danos provocados pelo seu comportamento. Quando o juiz Michael Mosman determinou em 2006 que ele iria considerar a base factual dessa alegação, ele provocou manchetes pelo indício de que, talvez, o muro da imunidade soberana do Vaticano estava começando a rachar. O Vaticano apelou durante todo o processo até a Suprema Corte, com o apoio do governo Obama, mas em 2010 a Suprema Corte se recusou a intervir, permitindo, como efeito, que Mosman seguisse em frente.

O inquérito de Mosman levou o Vaticano a dar o passo sem precedentes em 2011 de publicar online o que ele alegava serem todos os documentos em seu poder relacionados com Ronan. O mais antigo datava de 1966, um ano depois de ter ocorrido o abuso descrito no caso. Era uma carta de Ronan solicitando a laicização com base no que ele descreveu como “repetidas, admitidas e documentadas tendências e atos homossexuais contra o voto de castidade e o celibato do sacerdócio”.

Tendo examinado o rastro de papel, Mosman determinou, em agosto passado, que o Vaticano não poderia ser considerado como o “empregador” de Ronan, que puxou o tapete debaixo da argumentação da acusação e preparou o terreno para a retirada da ação um ano depois.

Olhando para trás, há algumas formas pelas quais o Vaticano teve sorte na forma como esse processo se desenrolou.

Primeiro, as autoridades e representantes da Igreja, durante anos, têm tentado convencer as pessoas, com pouco sucesso, de que o catolicismo não é o monólito rígido e gerido de cima para baixo do mito popular. Agora, eles têm um tribunal federal dos EUA no seu registro que diz que os padres não trabalham para o papa, ao menos no sentido usual – eles não são contratados ou demitidos por Roma, eles não são supervisionados pelo Vaticano, seus salários não saem dos cofres vaticanos etc. Se um padre tem um chefe, trata-se do bispo local, e não do bispo de Roma.

Esse processo judicial provavelmente fez muito mais do que meia dúzia de seminários de pós-graduação em eclesiologia para fomentar uma compreensão realista de como a Igreja funciona, em outras palavras. Em segundo lugar, o Vaticano escapou de um tiro no sentido de que foi o caso do Oregon que atraiu uma intensa revisão de um juiz federal, em vez do processo O’Bryan versus Santa Sé do Kentucky, que foi arquivado em 2004 e removido em 2010.

Os casos do Oregon e do Wisconsin foram arquivadas por Jeffrey Anderson, o advogado de mais alto perfil que representa as vítimas de abuso clerical. O advogado, no caso do Kentucky, era um advogado local, que o abandonou porque não conseguia encontrar outras vítimas que ainda não faziam parte de litígios contra a Igreja. Portanto, os custos não valiam a potencial compensação no fim do caminho.

Se o processo tivesse seguido em frente, ele teria sido um teste fascinante por causa de uma diferença-chave no seu argumento subjacente.

Ao contrário do Oregon e do Wisconsin, a ação judicial do Kentucky afirmava que os bispos, e não os padres, são “agentes” ou “empregados” do Vaticano, e, ao varrer os abusos para debaixo do tapete, eles estavam agindo de acordo com as políticas estabelecidas pelos seus supervisores de Roma.

Independentemente da opinião pessoal de cada um sobre isso, certamente há um argumento mais forte, tanto teológica quanto praticamente, ao definir os 5.100 bispos do mundo como “empregados” do Vaticano, em vez dos 412 mil padres. Se uma terceira parte neutra realmente colocasse a alegação debaixo do microscópio, seria mais difícil prever por qual caminho as coisas poderiam ir.

Dado o temperamento litigioso dos tempos, é perfeitamente possível que algum tribunal, algum dia, vai voltar a essa questão. Por enquanto, contudo, a equipe jurídica norte-americana do Vaticano pode respirar um pouco.

* * *

A última quarta-feira trouxe um lembrete de que a limpeza dos escândalos de abuso ainda está em andamento, com uma frase da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano a respeito de um sacerdote de alto perfil da Sicília, chamado Carlo Chiarenza.

Ex-reitor da catedral da diocese siciliana de Acireale e figura proeminente da cena local, Chiarenza havia sido acusado de abuso por um cientista siciliano chamado Teodoro Pulvirenti, que se pronunciou publicamente no ano passado, alegando que Chiarenza o molestou entre 1989 e 1991, quando Pulvirenti tinha 14 ou 15 anos. Para embasar tais acusações, Pulvirenti divulgou a fita de uma conversa com Chiarenza que ele gravou secretamente, na qual o padre parecia admitir o abuso.

Na quarta-feira, o bispo de Acireale anunciou que a Congregação para a Doutrina da Fé havia concluído uma investigação canônica e constatado que Chiarenza era culpado, condenando-o a deixar a diocese e proibindo-o de exercer qualquer ministério público ou de assumir qualquer cargo eclesiástico.

Chiarenza continua afirmando a sua inocência e os seus advogados dizem que vão recorrer ao sistema de justiça criminal italiano para tentar limpar o seu nome, na esperança de uma absolvição que leve a Igreja a reconsiderar o seu veredito.

Dentre outras coisas, essa reação ilustra uma impressionante ironia. Há não muito tempo, acreditava-se que os padres acusados sempre seriam tratados com mais cautela pela Igreja do que pelos promotores públicos.

Hoje, os padres acusados, ao invés, ocasionalmente se encontram na esperança de que uma investigação civil leve a Igreja a recuar.

O contraste também parece sugerir o quanto as rodas já giraram.

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O volume 5 da coleção Vozes do Paraná, um apanhado de nomes paranaenses que estão fazendo o dia a dia do Paraná de hoje, pode ser adquirido na livraria do CHAIN, no site RoseaNigra.com.br ou com o autor: (41) 3243-2530 e (41) 8809-4144 (Hélio).
Os paranaenses que têm vida e obra registrados nesse livro-documento de autoria do jornalista Aroldo Murá G. Haygert que é Vozes do Paraná 5 são: Adélia Maria Woellner, Antenor Demeterco Jr., Carlos da Costa Coelho, Carlos Harmath, Carlos Jung, Carlos Marassi, Cassiana Lacerda, Creso Moraes, Domingos Pellegrini Jr., Edson José Ramon, Eduardo Rocha Virmond, João Casillo, João José Bigarella, Pe. Joaquin Parron, Newton Freire-Maia, Oriovisto Guimarães, Oscar Alves, Raul Anselmi Jr., Sabine Wahrhaftig, Segismundo Morgenstern, Sergio S. Reis e Sonia Lyra.
Há atualizações biográficas de personagens de livros Vozes do Paraná anteriores: Airton Cordeiro, Fábio Campana, Fernanda Richa, Gustavo Fruet, Luiz Carlos Martins e Wilson Picler.
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Esta coluna é publicada diariamente no jornal Indústria&Comércio.

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