“Crise é surreal e  empresas não aguentarão o período de quarentena”

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Lucas Ribeiro, sócio-diretor da Roit : Empresas entram com processos judiciais para liberar créditos tributários

Aproximadamente  100 empresas de Curitiba, São Paulo e Brasília estão entrando com processos judiciais para liberar créditos tributários em dinheiro a fim de enfrentar a crise provocada pelo Coronavírus – (COVID-19).

A informação é da Roit, empresa de contabilidade e tecnologia, que atende mais de 400 empresas de médio e grande porte nestas localidades.

“Temos recebido diariamente ligações de clientes querendo saber como podem encerrar as atividades, outros nos questionando o melhor caminho para demissão em massa de funcionários. Somente uma destas empresas estima desligar mais de 400 colaboradores. A crise está surreal e muitas não aguentarão o período de quarentena, por não terem receita, nem caixa para aguentar”, disse Lucas Ribeiro, sócio-diretor da Roit.

Por isso, a empresa de contabilidade está entrando com pedidos judiciais em nome de seus clientes para que seja liberado os créditos tributários que grande parte delas possui na Receita Federal. “Além disso, muitas empresas possuem créditos e nem sabem. E outras usam na modalidade de compensação, mês a mês, mas devido a pandemia, solicitamos que estes valores sejam depositados imediatamente e diretamente na conta das empresas, para amenizar as consequências da recessão criada com o Corona Vírus, para que não haja um colapso econômico e social”, diz Lucas.

Coworkings  com medida de prevenção

Coworking YouDO Live & Workc : em todos os ambientes estão sendo disponibilizados álcool gel – em cada sala e mesa, junto com orientações de utilização.equipe de limpeza

A Coworking YouDO Live & Workc, que conta com quatro unidades em Curitiba-PR (nas ruas Piquiri, Madre Leone, República Argentina e Visconde do Rio Branco), adotou medidas de  prevenção quanto ao  surto de Coronavírus (COVID-19).  Segundo Ivan Balmant Cruzeiro, administrador da YouDO, em todos os ambientes estão sendo disponibilizados álcool gel – em cada sala e mesa, junto com orientações de utilização. “Mantemos as janelas abertas mesmo com o ar condicionado ligado e estamos recomendando também evitar, na medida do possível, o contato entre as pessoas. Algumas, inclusive, já optaram pelo trabalho home office”, comenta.

Outra medida adotada na YouDO foi disponibilizar grande quantidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para todos da equipe de limpeza. “Adquirimos uma quantidade extra de luvas, máscaras e aventais para limpezas dos nossos espaços”, destaca Ivan Cruzeiro.

 Ameaças cibernéticas nos negócios brasileiros

Sandro Süffert, CEO da Apura Cybersecurity Intelligence S/A

Nos últimos tempos, o BTTng – plataforma de Inteligência de Fontes Abertas (#OSINT) da Apura Cyber Intelligence S/A,  monitorou 43.026.298 mensagens em mais 30 tipos de fontes diferentes, desde a web e as mídias sociais, até canais e fóruns escondidos na Dark Web. Além disto, os serviços de #DFIR (Digital Forensics & Incident Response) responderam à dezenas de casos de invasão de ambientes corporativos, fraudes sofisticadas, vazamento de dados e outras ocorrências.

Segundo Sandro Süffert, CEO da Apura Cybersecurity Intelligence S/A,  entre os pontos relevantes acerca de ameaças cibernéticas para empresas com negócios no Brasil, considerando a atuação de atores nacionais e estrangeiros que executam ataques e fraudes em canais digitais estão  as Campanhas sofisticadas de comprometimento e espionagem de ambientes cibernéticos em empresas públicas e privadas do Brasil continuam a acontecer. A capacidade de detecção das vítimas continua baixa e o tempo decorrido desde o comprometimento até a identificação destes ataques avançados é de meses ou anos. Em 2019, os atacantes mais sofisticados tentaram ofuscar suas atividades utilizando infraestrutura previamente usada por outros grupos.

Também o vazamentos de dezenas de milhões de cadastros, registros pessoais e financeiros ocorreram em 2019 devido à má configuração e falta de segurança na implementação de serviços de nuvem como Elasticsearch e S3 da Amazon. Atores que obtém estas informações divulgam cada vez mais os vazamentos através do Twitter e de blogs especializados na cobertura deste tipo de ataque.

Citou ainda que  os taques de Ransomware continuam a prevalecer e  ataques utilizando SIM-Swap foram cada vez mais comuns e afetaram desde comunicações pessoais e corporativas – como Whatsapp – até a autenticação de Apps financeiros e outros serviços que envolvem transações.

Setor de turismo em “Estado de Emergência”

atividades do turismo não vão suportar o impacto financeiro

Diante  das notícias sobre o cenário econômico brasileiro, referente ao novo coronavírus, o turismo brasileiro se uniu para envio de uma carta aberta emergencial ao Governo. A Resorts Brasil aliada a instituições ligadas ao setor estão divulgando uma carta aberta ao Governo Federal com relação ao impacto do novo Covid-19 no setor.”
E enfatiza: “Os setores de hotéis, parques e entretenimento estão em ”Estado de Emergência”. A pandemia do Coronavírus trouxe o risco real de fechamento de várias empresas. As associações hoteleiras e de parques do Brasil, Resorts Brasil, ABIH, FOHB, FBHA, BLTA, Sindepat, Adibra e Unedestinos, responsáveis por mais de um milhão de empregos diretos e indiretos não vão suportar o impacto financeiro caso não haja uma intervenção do governo federal para garantir a continuidade das empresas e a manutenção dos empregos de seus colaboradores.”

De acordo com o documento “a Medida Provisória anunciada nesta terça-feira (16) pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, não representa uma solução para o setor mais duramente afetado por esta crise. Os índices de cancelamento de eventos, de hospedagens corporativas e de lazer estão na ordem de 75%-100%, além de acentuada queda na visitação dos parques, colocam em xeque a sobrevivência destes empreendimentos no país. A situação é caótica e, em um espaço curtíssimo de tempo, o setor de turismo estará irremediavelmente comprometido, sob pena de suprimir da economia R$ 31,3 bilhões e quatrocentos mil postos de trabalho.”
Assinam a Carta Aberta: Resorts Brasil (Associação Brasileira de Resorts);Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH);Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB); Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA);
Brazilian Luxury Travel Association (BLTA);Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat);Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra) e  União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (Unedestinos)