SUMÁRIO:

CRESCER MAIS =/= REIS VELOSO =/= COMPULSÓRIO, NÃO =/= É DIFÍCIL =/= CURTAS =/= DIA MUNDIAL DA ÁGUA =/=

 

CRESCER MAIS

O Brasil cresceu 1,1% no ano passado e pode avançar em 2019, entre 1,9% (previsão da OCDE) e 2,3% (avaliação de economistas ouvidos pelo Boletim Focus).  A taxa repete 2017, quando o país também cresceu 1,1%, pondo fim a uma longa recessão que fez o PIB e a renda retrocederem ao nível de 2010. Mesmo assim a modesta expansão de 2018 fica muito abaixo de economias emergentes (China, quase 7%; India, mais 6,6 % e mesmo de países vizinhos (Colombia, 3% positivos; Estados Unidos, 2,9%).

Análise

Para aquecer a economia o Brasil precisa proceder a ajustes modernizadores, a principiar pelo esforço para equilibrar as contas públicas (destaque para o déficit na previdência), desburocratizar a sociedade (facilitando por exemplo o ambiente de negócios) e explorar as oportunidades derivadas do potencial (estimular investimentos em infraestrutura, qualificar a população em idade produtiva) e – sobretudo – retomar a prioridade do desenvolvimento.

Análise (II)

O foco na primazia do crescimento sustentável deve ser o mantra de todos os brasileiros responsáveis, a começar pelos líderes em função no governo. Só com essa meta suprema o país conseguirá gerar empregos e melhorar a condição de milhões de pessoas ainda em situação de miserabilidade: trabalhadores em ocupações precárias, migrantes urbanos expulsos de seu lugar de origem, jovens sem perspectiva e capturados pelo vício, etc.

REIS VELOSO

Morreu no Rio, há duas semanas, o ex-ministro João Paulo dos Reis Veloso, que durante sua carreira como economista foi um dos corifeus do desenvolvimento nacional. Veloso criou um órgão de pesquisa e estudos aplicados para a economia – o IPEA, lançou um serviço de apoio à pequena empresa – o Sebrae, coordenou a elaboração dos planos de desenvolvimento do regime autoritário e, após deixar o governo, dirigiu um Fórum de Debates focado nas questões que afetam a expansão do país no campo econômico.

Análise

Ainda, liderou o aperfeiçoamento da formação de economistas, ao apoiar a Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getúlio Vargas, preocupado em dotar o país de maior expertise nessa área crítica do conhecimento. Um ícone que se junta à galeria composta por Roberto Campos, Mario Henrique Simonsen, Celso Furtado e outros pensadores – à direita e esquerda – galvanizados pelo sentimento de Brasil.

 

COMPULSÓRIO, NÃO

Na saída do recesso de carnaval o governo editou uma Medida Provisória que fixa regras mais claras para o desconto da contribuição (espécie de imposto) sindical por parte de trabalhadores para suas organizações sindicais. A partir de agora não basta decisão de assembléia geral de uma categoria para forçar uma empresa a descontar a contribuição em folha salarial: é preciso que o trabalhador aceite contribuir formalmente (por escrito).

Análise

A MP foi justificada porque estava ocorrendo proliferação de decisões judiciais dando respaldo a decisões de assembléias sindicais que impunham a contribuição, a titulo de beneficiar as respectivas categorias locais. Como registrou o analista político Fernando Schuler, trata-se de resistência típica de uma cultura de malandragem: burocracias e cúpulas sindicais acomodadas que recusam a nova realidade de um pais competitivo.

 

É DIFÍCIL

Governar é uma tarefa difícil e complexa – já sabiam os gregos clássicos e governantes de todas as eras. Na Argentina a cotação do dólar subiu para 43 pesos, agravando um processo de inflação crônica, corrosão da moeda e estagnação da economia nacional que leva ao empobrecimento da população, tornando problemática a reeleição do atual presidente Macri.

Análise

A crise da Argentina também é dramática para o Brasil, dada a integração entre as duas economias dentro do bloco regional do Mercosul. O Brasil é o maior comprador de produtos platinos e, por sua vez, exporta a maioria dos produtos de sua indústria de transformação para o país vizinho. O que pressupõe, de parte do governo brasileiro, oferecer assistência não intervencionista ao parceiro – fórmula que envolva sinergia para o progresso conjunto.

 

CURTAS

– O ministro Sergio Moro, juiz oriundo do Paraná que se destacou à frente da repressão aos crimes de colarinho branco (destacadamente, a Operação Lava-jato), recebeu críticas recentes por sua performance no governo. Porém Moro estreou de forma positiva: viabilizou a transferência dos líderes do crime organizado, que por décadas infernizaram a população paulista, para um presídio federal de segurança máxima.

– A propósito do Judiciário, agora uma expressão do questionado ativismo judiciário: um juiz federal de Brasília autorizou inédita devassa no escritório e contas do criminalista Antonio Mariz, defensor do ex-presidente Temer. Porém, diante da forte repercussão negativa do ato – tido por ilegal por violar o exercício da advocacia – acaba de cancelar a própria polêmica decisão. Antes de ser desautorizado pelas cortes superiores.

– Curitiba está se preparando para comemorar o 326º aniversário de elevação a cidade com uma festa maiúscula. A ressaltar o capricho do prefeito Rafael Greca com a cidade: retomada da arborização das ruas, restauração e limpeza de vias públicas e melhoria no transporte coletivo. Tudo apoiado no restaurado reequilíbrio fiscal.

 

Dia Mundial da Água

 

O Dia Mundial da Agua, 22 de março, será comemorado em Curitiba com evento no Instituto de Engenharia do Paraná, organizado em parceria com a Coalizão Paraná Sustentável (COPAS). A celebração assinala a importância desse recurso natural para o planeta, sob slogan “Água, Essência da Vida” e terá palestrantes da área acadêmica, governamental e da universidade, entre outros.

Os organizadores estão fechando o programa do evento, que terá certificado de presença para os participantes, além de apresentações e debates relacionados ao tema ambiental. Maiores informações: fone 3026-0660, e-mail coalizão.parana@gmail.com,

 

Redação: David Erlich e Rafael de Lala