A resolução de conflitos na família e na comunidade a partir de atitudes capazes de alterar padrões antigos e repetitivos de comportamento. Foi esse o tema do 6º encontro promovido, na terça-feira (10/9), pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Bom Menino, no Campo Comprido. O evento envolveu famílias dos bairros Campina do Siqueira, Campo Comprido, Mossunguê e Seminário, atendidas pelo serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif).

O assunto foi discutido e trabalhado em dinâmicas de grupo e roda de conversa, após a palestra “Conflitos Familiares – entendendo e resolvendo”, feita por Vânia Arruda Sigwalt, agente administrativa da Unidade de Saúde Campina do Siqueira, com formação em Constelação Transpessoal.

Formado por cerca de 20 mulheres de diferentes idades, a maioria chefes de família, o grupo aprendeu a refletir sobre os fatores que levam ao conflito e as possibilidades para a resolução a partir do diálogo e do autoconhecimento.

“O importante é que as pessoas aprendam a se auto observarem para perceberem quais são as situações onde devem mudar uma forma habitual de comportamento, as vezes aprendida com outras gerações, para resolver ou evitar o problema”, disse Vânia.

A coordenadora do CRAS Bom Menino, Ana Caroline Wendland, explica que o tema integrou o cronograma da oficina – composta por oito encontros realizados semanalmente – a partir da constatação da equipe de que muitas mulheres, vítimas de vulnerabilidades e privadas de seus direitos, precisavam aprender formas diferentes de se relacionarem com os filhos e se fortalecerem para evitar a repetição de padrões.

“Percebemos o aumento nas notificações obrigatórias realizadas à Rede de Proteção e buscamos uma forma de oferecer apoio e fortalecer essas mulheres para que consigam agir diferente do que aprenderam e dessa forma evitem a ruptura de vínculos na família e na comunidade”, diz Ana Caroline.