Depois de intensos debates com a oposição, os governistas conseguiram convencer parlamentares do DEM e do PSDB a fecharem acordo para adiar a votação dos requerimentos.

O governo federal mobilizou sua tropa de choque na CPI mista (com deputados e senadores) dos Cartões Corporativos para adiar a votação de requerimentos que solicitam a quebra do sigilo de informações dos gastos com cartões corporativos realizados por funcionários da Presidência da República. Depois de intensos debates com a oposição, os governistas conseguiram convencer parlamentares do DEM e do PSDB a fecharem acordo para adiar a votação dos requerimentos.
Em contrapartida, os governistas aceitaram aprovar requerimentos que convidam o ministro Jorge Félix (Segurança Institucional) e o delegado Paulo Lacerda, presidente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), para discutir o uso dos cartões pelo governo federal.
A CPI também aprovou requerimento de convite para que o general Alberto Cardoso, ex-ministro de Segurança Institucional, e o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, ex-presidente da Abin, prestem esclarecimentos à CPI sobre os cartões.
"As audiências vão colaborar muito mais com os trabalhos da CPI do que aprovarmos o requerimento", disse o deputado Carlos Willian (PTC-MG). A oposição espera que Lacerda e Félix apresentem à CPI dados sigilosos sobre os cartões. "Até os dados ultra-sigilosos da Abin são fiscalizados e o Congresso tem acesso a eles", disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).