A subestação São Valentim opera nas tensões de 34,5 mil Volts e 13,8 mil Volts, e vai suprir a carga agroindustrial de quase 700 unidades consumidoras rurais das localidades de São Valentim, Santa Lúcia e São Roque, com significativa melhoria da qualidade dos serviços

A Copel colocou em operação na semana pasada em Dois Vizinhos, no Sudoeste do Estado, a subestação São Valentim, que integra o programa Mais Clic Rural. O investimento da companhia foi de R$ 4,1 milhões.
Desenvolvido pela Copel em parceria com o Governo do Paraná, o programa Mais Clic Rural prevê investimentos totais de meio bilhão de reais para modernizar o sistema elétrico que atende aos principais polos da agroindústria do Estado.
A subestação São Valentim opera nas tensões de 34,5 mil Volts e 13,8 mil Volts, e vai suprir a carga agroindustrial de quase 700 unidades consumidoras rurais das localidades de São Valentim, Santa Lúcia e São Roque, com significativa melhoria da qualidade dos serviços.
A planta também confere mais confiabilidade ao fornecimento de energia para os 18 mil domicílios e pontos de comércio e indústria ligadas em Dois Vizinhos. A presença de uma nova subestação oferece novas possibilidades de manobras em situações de emergência.

COMPACTA
Segundo o superintendente de Engenharia de Expansão da Copel Distribuição, Francis de Alencar Prado, a nova subestação segue um padrão construtivo “compacto”, aplicado pela primeira vez na Copel, e que permite reduzir a área de terreno ocupada pela construção.
Ao contrário dos tradicionais barramentos aéreos das subestações convencionais, São Valentim conta com cabos subterrâneos que, através de terminais desconectáveis, interligam todos os equipamentos da planta entre si.
Os transformadores também foram especialmente adaptados para este tipo de conexão. As chaves seccionadoras isoladas a gás utilizadas neste projeto são compactas e instaladas sobre bases de concreto na altura ideal para sua operação. “O resultado final é um arranjo mais limpo e mais seguro, com o mínimo possível de pontos energizados aparentes”, explica Francis.

MENOS DESLIGAMENTOS
Além de aumentar o grau de segurança das pessoas envolvidas na operação e manutenção da unidade, espera-se uma diminuição significativa nos desligamentos ocasionados por pássaros e outros animais nos barramentos da subestação, melhorando significativamente a frequência e duração dos desligamentos na região.
Outra vantagem em relação ao padrão convencional está no fato de que todos os elementos de manobra da subestação podem ser monitorados e operados remotamente. O Centro de Operação da Distribuição sabe, em tempo real, quais chaves estão abertas ou fechadas, podendo operá-las de maneira automática ou até mesmo solicitar a manobra manual. Esta configuração permite que a subestação seja facilmente integrada a uma rede de distribuição “inteligente”, cada vez mais comum no setor elétrico.