O Conselho Nacional de Justiça considerou regular a contratação da empresa Veloso & Bertolini pelos desembargadores Paulo Lessa e Orlando Perri para a auditoria que detectou um esquema

O Conselho Nacional de Justiça considerou regular a contratação da empresa Veloso & Bertolini pelos desembargadores Paulo Lessa e Orlando Perri para a auditoria que detectou um esquema de desvio de dinheiro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O entendimento é do conselheiro José Adones. As informações são do site Olhar Direto.

O CNJ abriu processo administrativo disciplinar contra três desembargadores e sete juízes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Os juízes foram apontados como participantes de uma suposta operação destinada a socorrer financeiramente investidores ligados a uma loja maçônica da qual são membros. Segundo a acusação, o dinheiro saiu dos cofres do TJ. Há ainda a acusação de pagamento de créditos indevidos a um grupo de juízes no período em que o desembargador José Ferreira Leite presidia o TJ-MT. As informações foram descobertas em uma aditoria feita no TJ de Mato Grosso na gestão do desembargador Paulo Lessa. A auditoria foi questionada pelo grupo de Ferreira Leite.

Ferreira Leite questionou a contratação da Veloso & Bertolini e acionou Lessa e Perri. Para contratar a auditoria sem licitação, a defesa dos desembargadores se baseou no artigo 25 da Lei de Licitação, que permite contratação quando há indícios de irregularidades.

No relato de Procedimento de Controle Administrativo, Adones declarou não haver irregularidades por parte do TJ-MT. Para o conselheiro, o trabalho da consultoria não representou prejuízos ao tesouro público apesar do processo de contratação apresentar algumas inconsistências.

Adones também determinou que a Corregedoria do CNJ avalie se há falhas disciplinares dos desembargadores Paulo Lessa e Orlando Perri, autores da denúncia. O conselheiro Felipe Locke pediu vista para avaliar a necessidade dessa análise. Há a hipótese de Locke pedir o fim do processo que voltará a ser julgado na próxima reunião do CNJ.