Empresários do setor de serviços não estão muito confiantes com o desempenho da economia. É o que aponta o Índice de Confiança de Serviços (ICS).

Empresários do setor de serviços não estão muito confiantes com o desempenho da economia. É o que aponta o Índice de Confiança de Serviços (ICS), que caiu 1,5% em julho na comparação com junho. Os dados, divulgados ontem (04/08) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), apontam que foi a quarta diminuição consecutiva do ICS, que acumula redução de 4,4% desde março passado.

De acordo com a FGV, a pontuação de 129,5 pontos para julho representa um nível positivo em termos históricos, mas o resultado indica que o ritmo de atividade do setor continua em fase de desaceleração. Os resultados obedecem uma escala de 0 a 200 pontos e aqueles abaixo de 100 são considerados negativos.

Ainda de acordo com a sondagem, o subindicador que mede a satisfação em relação à situação atual (ISA-S) diminuiu 5,2% e foi o menor desde fevereiro de 2010 (110,5 pontos), passando de 119,7 para 113,5 pontos. O indicador que mede a satisfação com o nível atual da demanda foi a maior contribuição para essa redução. Das 2.092 empresas consultadas, 18,6% o avaliaram como forte e 15,4% o consideraram fraco. Em junho, estas parcelas haviam sido de 23,2% e 12,5%, respectivamente. O ISA-S está com 8,8 pontos abaixo do período pré-crise e 6,4 pontos acima de sua média histórica.

Por outro lado, o segundo subíndice do ICS, o Índice de Expectativas (IE-S), voltou a subir, após quatro quedas consecutivas, passando de 143,3 para 145,5 pontos de junho a julho. O índice está 4,9% abaixo do ponto máximo da série, registrado em fevereiro deste ano, e 9,7 pontos acima de sua média histórica.

Embora ainda abaixo do nível dos cinco primeiros meses do ano, as expectativas para a demanda nos meses posteriores também se mostraram positivas e avançaram 2,1%, de 142,4 para 145,4 pontos. A proporção de empresas que preveem aumento da demanda passou de 48,6% para 51,1% em julho e a parcela das que projetam redução diminuiu de 6,2% para 5,7%.

Flávia Villela