A procura por oferta de imóveis em sites e outras plataformas de vendas é cada vez maior. Conforme dados do Google, cerca de 60% do processo de compra de imóvel é feito pela internet. Na mesma linha o número de aplicativos direcionado à busca de imóveis só aumenta, o próprio Governo Federal lançou recentemente um dispositivo para simular financiamento de imóvel para o programa Minha casa, minha vida.
Porém, ao mesmo tempo em que essas ferramentas facilitam o processo de compra, também podem trazer vários problemas, se o comprador não ficar atento. Segundo Priscila Esperança Pelandré, advogada que atua na área de Direito Imobiliário da Sociedade de Advogados Alceu Machado, Sperb & Bonat Cordeiro, é bem comum a oferta estar desatualizada ou as características do imóvel ser diferente do anunciado. “Sem falar em outras questões como fraudes para conseguir dados do comprador ou imóveis que não existem no endereço divulgado”, alerta.
Para a advogada, mesmo que a oferta seja válida, a intermediação de um especialista na área pode trazer mais segurança na negociação, principalmente em relação ao contrato. “Se as partes estão negociando diretamente sem o auxílio de um corretor, a recomendação é que seja consultado um advogado que atua na área para esclarecer todas as etapas do processo, além de avaliar os documentos necessários”, orienta.
Além disso, Priscila lembra que são corriqueiros os casos em que a venda ou o financiamento não dá seguimento por falta de documentação de uma das partes ou, até mesmo, situações em que o imóvel tem alguma restrição judicial. “Nesses casos, se o comprador não ficou atento e pesquisou o imóvel antes, o processo de compra será mais demorado ou haverá impedimento de venda do bem. O problema é que em muitas situações o comprador já fez algum pagamento para manter a oferta e reaver o valor poder ser ainda mais complicado”, comenta.