A sabedoria popular ensina: “porteira onde passa um boi passa a boiada”. O PMDB, depois de algumas escaramuças com as ministras Glesi Hoffmann e Ideli Salvatti, e ameaça em relação à sua fidelidade ao governo, venceu a queda-de-braço. Na terça-feira uma reunião da presidente Dilma com a cúpula do partido terminou com o compromisso de liberação de R$ 1,5 bilhão na segunda quinzena do mês, para acalmar a base. O valor é 50% maior que o acordado durante a votação da MP dos Portos e seria a primeira parcela de 2013. Na reunião a presidente Dilma prometeu ainda enviar ao Congresso as medidas provisórias vencidas, não votadas por decisão de Renan Calheiros, agora sob forma de projetos de lei. Já na quarta-feira, a notícia era mais substancial: como além dos projetos que substituem as MPs, outras matérias de interesse do governo precisam ser analisadas, inclusive os oito vetos da presidente que trazem de volta as medidas propostas para dinamizar os portos, na visão do governo, a oferta é ainda maior: dos R$ 8,9 bilhões de emendas parlamentares individuais feitas ao orçamento federal, R$ 6 bi serão liberados em três parcelas: junho, agosto e novembro. Para que essa “liberalidade” do governo não passe a impressão de que atende à pressão da base parlamentar, o deputado José Guimarães (PT-CE) faz cara de paisagem e se mostra surpreso: “Eu não fui avisado de nada como líder do PT mas, está na hora de liberar. Afinal liberar emendas não é nenhum mal pois se está liberando orçamento”. De fato, por trás da insatisfação demonstrada pelos parlamentares, inclusive com mini-rebeliões em plenário, estava a não liberação das emendas individuais que, em sua maior parte destinam-se a pequenas obras nos municípios, aumentando o prestígio dos parlamentares. Isso, em véspera de eleição, transforma o cenário eleitoral para os deputados em “céu de brigadeiro”.

Pedido em análise

O pedido de liminar da OAB-PR junto ao CNJ para evitar que os depósitos judiciais venham para a Conta Única do governo do Estado, já provocou um pedido de informações do conselheiro Sílvio Luiz Ferreira da Costa ao Tribunal de Justiça do Paraná.

Gastos excessivos

Pequena no Paraná em relação a cidades como Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Foz, Cascavel, São José dos Pinhais, Santo Antonio da Platina, Colombo e muitas outras, Araucária é a terceira com maior arrecadação. No entanto teve que cortar gastos com pessoal (extinguir cargos em comissão, cortar horas extras e funções gratificadas) por ter a prefeitura extrapolado o limite prudencial determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Suspense paralisador

Araucária por sinal ainda vive a expectativa de julgamento da situação provocada pela última eleição municipal. Não considerados os votos do então prefeito Albanor (Zezé) Gomes, candidato à reeleição, situação em recurso, assumiu o candidato Olizandro Ferreira, atingido pela Lei de Responsabilidade Fiscal por não aprovação de suas contas quando presidente da Câmara. Caso ainda hoje sem definição no TSE.

Estatística positiva

Caiu em 22,1% em Curitiba, mais de 47% em Londrina e Foz, e 44,5% em Maringá o número de mortes no trânsito. Supostamente esses números têm a ver com a implantação da Lei Seca e com o aumento de fiscalização. Em Curitiba são realizadas três batidas policiais nas ruas, de forma alternada. No estado, com média de 22% de mortes no trânsito a menos, apenas Campo Mourão e Apucarana, tiveram aumento nos acidentes fatais.

Em choque

Cumprindo o que anunciara na semana anterior, o deputado federal André Vargas (PT-PR), na qualidade de vice-presidente, na ausência do presidente Renan Calheiros, em viagem oficial ao exterior, convocou sessão conjunta do Congresso nacional para ontem e promulgou a PEC 544, criando 4 novos Tribunais Regionais Federais. Contemplando Paraná, Minas, Bahia e Amazonas. A promulgação será ainda respaldada pela assinatura de membros da Mesa do Congresso que, segundo Vargas, já estão garantidas .