Complexo industrial intercorean entre Trump e Kim

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Um projeto industrial intercoreano que se encontra paralisado tem recebido atenção novamente nesses dias que antecedem a segunda reunião de cúpula entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, no fim do mês.

Faz três anos no domingo desde que a então presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, suspendeu as operações no complexo industrial conjunto na cidade norte-coreana de Kaesong, na fronteira entre os dois países. A decisão foi tomada em meio a uma série de testes nucleares e de mísseis por Pyongyang.

Mas seu sucessor no governo em Seul, Moon Jae-in, colocou o estímulo ao intercâmbio econômico intercoreano como um dos pilares de sua agenda política. Ele afirmou que vai pedir a Washington e outras nações para reduzir as sanções contra Pyongyang e tornar possível o reinício das operações no complexo.

No sábado, o presidente americano tuitou que a Coreia do Norte vai se tornar “uma grande potência econômica”. Alguns acreditam que o comentário demonstra vontade do lado americano de colocar benefícios econômicos na mesa de discussões como parte dos esforços para fazer com que Pyongyang adote medidas concretas para a desnuclearização.

Kim Jong Un também tem sugerido o desejo de reabrir o complexo em Kaesong.

Mas ainda falta clareza sobre como os dois líderes pretendem tratar o assunto na próxima reunião de cúpula.